Dislipidemia: o que é, sintomas e muito mais!

Dislipidemia: o que é, sintomas e muito mais!

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O que é dislipidemia?

As dislipidemias são um grupo de doenças que abrange os distúrbios de metabolismo das lipoproteínas, que se manifestam principalmente pelo aumento de colesterol, triglicerídeos ou ambos. Podem ou não serem acompanhadas de níveis séricos reduzidos de colesterol tipo HDL.

Quais os tipos de dislipidemia?

Quais os tipos de dislipidemia?

É possível dividir as dislipidemias em dois grupos: as primárias e as secundárias. 

Primária

As dislipidemias primárias são aquelas que não decorrem de uma condição prévia, que acabam por promover o distúrbio de lipoproteínas. São causas genéticas que interferem no adequado metabolismo desses compostos.

A principal causa primária é a hiperlipidemia combinada familiar (HLCF), que eleva as frações VLDL e LDL do colesterol e reduz a de HDL.  Cerca de 20% das pessoas que têm alguma doença cardiovascular antes dos 60 anos são portadoras dessa condição.

Não se sabe exatamente quais as alterações genéticas que levam ao desenvolvimento desta patologia, entretanto, já se sabe que elas promovem o aumento excessivo de produção de VLDL pelo fígado. Deve-se suspeitar da HLCF em pacientes com triglicerídeos plasmáticos entre 200 e 600 mg/dL e colesterol total entre 200 e 400mg/dL, com HDL abaixo de 40mg/dL para homens e 50mg/dL para mulheres, associados à história familiar de dislipidemia e/ou doença cardiovascular prematura.

Uma segunda causa primária de dislipidemia é a hipercolesterolemia familiar. Difere-se da HLCF por não haver um aumento de produção de lipoproteínas e sim, uma redução na sua captação e metabolização. Não é acompanhada de aumento de triglicérides. A principal causa dessa doença é a mutação no gene que codifica o receptor de LDL. 

Já uma causa primária muito mais rara de dislipidemia é a lipodistrofia, que compromete a correta formação de tecido adiposo e eleva o VLDL plasmático.

Secundária 

As causas secundárias de dislipidemia são aquelas nas quais é possível identificar uma patologia prévia que se manifesta, entre outras formas, com o distúrbio metabólico das lipoproteínas.

Primeiramente, podemos citar o etilismo como causa de dislipidemia, pois o consumo regular e abusivo de álcool inibe a oxidação de ácidos graxos pelo fígado, aumentando a produção de triglicérides e de secreção de VLDL.

Também é possível citar como causa prevalente de dislipidemia, e em ascensão na população, a obesidade e a resistência à insulina. O aumento do tecido adiposo, que leva à redução da sensibilidade dos tecidos à insulina, tem efeitos diversos no metabolismo lipídico. Contudo, o principal é o aumento de produção de VLDL pelo fígado. 

Uma causa mais rara de dislipidemia é a Síndrome de Cushing, que ocorre pelo excesso de glicocorticoides endógenos ou exógenos,  o que aumenta a síntese e secreção de VLDL.

Quais os sintomas da dislipidemia?

Em casos mais leves de dislipidemia, a doença cursa sem sintomas e é geralmente diagnosticada quando é realizado o exame de perfil lipídico do paciente. Já em casos mais avançados, a primeira manifestação de tal condição pode ser a presença de doença cardiovascular, como infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral

As causas primárias, por apresentarem geralmente níveis muito elevados de lipoproteínas, podem causar lesões chamadas de xantomas, que são formadas por gorduras e surgem nos tendões, pele, mãos, joelhos, entre outros.

Diagnóstico

O diagnóstico das dislipidemias é feito com base na história clínica associada aos exames laboratoriais. Esses devem avaliar os triglicerídeos, colesterol total e frações, quais sejam VLDL, LDL e HDL. 

Com os resultados, deve-se analisar o perfil de manifestação da dislipidemia, isto é, quais lipoproteínas se alteram e como, para poder se estabelecer a causa correta da dislipidemia.

Tratamento

A principal classe de fármacos utilizada no controle da dislipidemia são as estatinas. Os principais representantes dela em nosso meio são a sinvastatina, atorvastatina e rosuvastatina. Outra classe importante é a de inibidores de absorção do colesterol, cujo principal fármaco é a ezetimiba

Além do tratamento farmacológico, quando a dislipidemia é secundária, deve-se tratar a causa-base, como, por exemplo, orientar a redução de consumo de álcool e a perda de peso.

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