A residência médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves (HESJN), em Serra (ES), oferece uma formação intensa e repleta de desafios. Para conhecer melhor a rotina dos residentes, a rotina através dos anos e os diferenciais do programa, o Estratégia MED conversou com Vinícius Tigre, residente do primeiro ano na especialidade. Continue a leitura e descubra como é viver a Radiologia no Hospital Dr. Jayme!
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A residência em Radiologia no HESJN
A residência em Radiologia do Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves tem se consolidado como uma das mais completas do país. O hospital é administrado pela Associação Evangélica Beneficente do Espírito Santo (AEBS) e atende exclusivamente pelo SUS, sendo referência em trauma e maternidade de alto risco. Esse perfil garante um volume muito alto de pacientes e, para os residentes, uma rotina intensa, repleta de casos complexos e variados.
Estrutura e rotina do hospital
A vivência no Jayme, como o hospital é apelidado, é marcada pela diversidade. A maternidade de alto risco, por exemplo, traz inúmeros casos obstétricos e neonatais complexos que exigem bastante da Radiologia. O residente entra em contato com situações de grande desafio, o que torna a formação prática e dinâmica.
O serviço de imagem é bem equipado, com ressonância magnética, tomografia, raio-X e ultrassonografia — esta última considerada um ponto forte do hospital. A única carência está na mamografia, ainda em processo de resolução, mas a tendência é que seja compensada em breve com a recuperação do aparelho ou com estágios externos. Fora isso, a estrutura permite contato diário com exames de alta complexidade, tanto no pronto-socorro quanto em pacientes internados.
Processo seletivo e número de vagas
O ingresso é competitivo e ocorre por três vias: quatro vagas são oferecidas pelo próprio seletivo do Jayme, duas pela Multivix e outras duas pelo Hospital Evangélico de Vila Velha, no formato de pós-graduação. Todos os residentes compartilham a mesma rotina, independentemente da forma de entrada. A diferença é que apenas os aprovados pelo Jayme e pela Multivix recebem bolsa, enquanto os da pós-graduação não são remunerados. Ao todo, são oito vagas anuais, o que mantém o caráter concorrido da seleção.
Do R1 ao R3: como é a formação
O primeiro ano (R1) é centrado em ultrassonografia, tomografia e raio-X, com participação em plantões de pronto-socorro e realização de pré-laudos sob supervisão dos mais experientes. Apesar da curva de aprendizado ser íngreme, há um forte apoio dos residentes mais antigos e dos staffs, que acompanham de perto o desenvolvimento dos novatos.
Ainda no R1, os residentes podem ser escalados em plantões de ultrassom em finais de semana alternados, acompanhando o staff ou R3 para cobrir a agenda. Nos demais rodízios e estágios não há plantões de finais de semana nem noturnos. A carga horária segue as 60 horas semanais, e caso o residente seja escalado em um feriado, tem direito à folga no dia seguinte.
No R2, a formação se amplia com estágios no Hospital Materno Infantil de Vila Velha, com ênfase em Pediatria e gestação de alto risco. Já no R3, os residentes passam a atuar em exames mais complexos, incluindo Doppler, e podem realizar estágio optativo em qualquer serviço do país, o que amplia ainda mais a experiência e o networking.
Clima entre os residentes
Outro ponto que chama atenção é o clima de colaboração entre os colegas. Não há espaço para hierarquias abusivas e a integração entre os residentes é vista como um diferencial. Os staffs também são descritos como acessíveis e interessados em ensinar, ainda que a rotatividade de profissionais seja um ponto a melhorar.
Parte teórica
O ensino teórico também é valorizado, com aulas semanais ministradas pelo chefe da residência e pelos especialistas da casa. Além disso, há incentivo à metodologia de aula invertida, na qual os próprios residentes preparam apresentações e discussões de casos clínicos. A produção científica ainda não é um ponto forte, mas há espaço para crescimento e incentivo à participação em congressos.
Pontos fortes e desafios
A residência no Jayme é marcada por uma enorme diversidade de exames, contato com casos de grande complexidade e uma rotina que mescla teoria e prática de forma equilibrada. O ambiente colaborativo e a possibilidade de rodar por diferentes hospitais da Região Metropolitana da Grande Vitória ampliam a experiência clínica e fortalecem o networking. Como desafios, ainda persistem a ausência da mamografia em funcionamento e a necessidade de maior estabilidade no corpo de staffs.
Descubra mais sobre o programa de residência em Radiologia no Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves com o bate-papo “Vida de Residente” entre a professora Ana Luíza Viana e Vinícius Tigre, residente do primeiro ano da especialidade na instituição, no vídeo abaixo:
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