{"id":104253,"date":"2025-12-20T21:51:08","date_gmt":"2025-12-21T00:51:08","guid":{"rendered":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/?p=104253"},"modified":"2025-12-20T21:51:13","modified_gmt":"2025-12-21T00:51:13","slug":"resumo-sobre-osteomalacia-definicao-fisiopatologia-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteomalacia-definicao-fisiopatologia-e-mais\/","title":{"rendered":"Resumo sobre Osteomal\u00e1cia: defini\u00e7\u00e3o, fisiopatologia e mais!"},"content":{"rendered":"<p>E a&iacute;, doc! Vamos explorar mais um tema essencial? Hoje o foco &eacute; a <strong>Osteomal&aacute;cia<\/strong>, uma condi&ccedil;&atilde;o caracterizada pela defeituosa mineraliza&ccedil;&atilde;o da matriz &oacute;ssea em adultos, geralmente decorrente de defici&ecirc;ncia de vitamina D, altera&ccedil;&otilde;es no metabolismo do f&oacute;sforo ou dist&uacute;rbios que prejudicam a absor&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o adequada do c&aacute;lcio.&nbsp;<p>O <strong>Estrat&eacute;gia MED<\/strong> est&aacute; aqui para descomplicar esse conceito e ajudar voc&ecirc; a aprofundar seus conhecimentos, promovendo uma pr&aacute;tica cl&iacute;nica cada vez mais eficaz e segura.<\/p><p>Vamos nessa!<\/p><div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_79_2 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteomalacia-definicao-fisiopatologia-e-mais\/#Definicao-de-Osteomalacia\" >Defini&ccedil;&atilde;o de Osteomal&aacute;cia<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteomalacia-definicao-fisiopatologia-e-mais\/#Etiologia-da-Osteomalacia\" >Etiologia da Osteomal&aacute;cia<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteomalacia-definicao-fisiopatologia-e-mais\/#Fisiopatologia-da-Osteomalacia\" >Fisiopatologia da Osteomal&aacute;cia<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteomalacia-definicao-fisiopatologia-e-mais\/#Manifestacoes-clinicas-da-Osteomalacia\" >Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da Osteomal&aacute;cia<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteomalacia-definicao-fisiopatologia-e-mais\/#Diagnostico-da-osteomalacia\" >Diagn&oacute;stico da osteomal&aacute;cia<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteomalacia-definicao-fisiopatologia-e-mais\/#Tratamento-da-Osteomalacia\" >Tratamento da Osteomal&aacute;cia<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteomalacia-definicao-fisiopatologia-e-mais\/#Veja-tambem\" >Veja tamb&eacute;m!<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteomalacia-definicao-fisiopatologia-e-mais\/#Referencias\" >Refer&ecirc;ncias<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-definicao-de-osteomalacia\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Definicao-de-Osteomalacia\"><\/span>Defini&ccedil;&atilde;o de Osteomal&aacute;cia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A osteomal&aacute;cia &eacute; um dist&uacute;rbio metab&oacute;lico &oacute;sseo caracterizado pela <strong>mineraliza&ccedil;&atilde;o inadequada do tecido &oacute;sseo<\/strong> em adultos, resultando em ossos enfraquecidos e amolecidos.&nbsp;<\/p><p>Essa condi&ccedil;&atilde;o ocorre, principalmente, devido &agrave; <strong>defici&ecirc;ncia prolongada de vitamina D<\/strong>, podendo tamb&eacute;m estar associada &agrave; defici&ecirc;ncia de c&aacute;lcio ou fosfato, o que compromete a deposi&ccedil;&atilde;o adequada de minerais na matriz osteoide.&nbsp;<\/p><p>Como consequ&ecirc;ncia, apesar da manuten&ccedil;&atilde;o inicial dos n&iacute;veis s&eacute;ricos de c&aacute;lcio por mecanismos compensat&oacute;rios mediados pelo paratorm&ocirc;nio, h&aacute; mobiliza&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lcio a partir dos ossos, levando &agrave; perda de rigidez estrutural.&nbsp;<\/p><p>A osteomal&aacute;cia distingue-se de outras doen&ccedil;as &oacute;sseas por afetar a qualidade da mineraliza&ccedil;&atilde;o do osso j&aacute; formado, representando um importante problema de sa&uacute;de &oacute;ssea, especialmente em contextos de defici&ecirc;ncia nutricional persistente.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-etiologia-da-osteomalacia\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Etiologia-da-Osteomalacia\"><\/span>Etiologia da Osteomal&aacute;cia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A etiologia da osteomal&aacute;cia est&aacute; relacionada a condi&ccedil;&otilde;es que comprometem a mineraliza&ccedil;&atilde;o adequada da matriz &oacute;ssea, principalmente por altera&ccedil;&otilde;es no metabolismo da vitamina D, do c&aacute;lcio e do fosfato. Essas altera&ccedil;&otilde;es podem ocorrer por diferentes mecanismos.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diminuicao-da-producao-de-vitamina-d\">Diminui&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de vitamina D<\/h3><p>A redu&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cut&acirc;nea de vitamina D &eacute; uma causa frequente de osteomal&aacute;cia. Climas frios diminuem a exposi&ccedil;&atilde;o solar necess&aacute;ria para a s&iacute;ntese da vitamina, enquanto indiv&iacute;duos com pele mais escura apresentam maior quantidade de melanina, que compete com o 7-desidrocolesterol na absor&ccedil;&atilde;o da radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta B. A obesidade tamb&eacute;m contribui para esse quadro, pois promove o sequestro da vitamina D no tecido adiposo, reduzindo sua disponibilidade. Al&eacute;m disso, o envelhecimento est&aacute; associado &agrave; menor capacidade de produ&ccedil;&atilde;o e armazenamento de vitamina D.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-reducao-da-absorcao-intestinal-de-vitamina-d\">Redu&ccedil;&atilde;o da absor&ccedil;&atilde;o intestinal de vitamina D<\/h3><p>A absor&ccedil;&atilde;o inadequada de vitamina D pode ocorrer mesmo na presen&ccedil;a de exposi&ccedil;&atilde;o solar suficiente, especialmente em contextos de defici&ecirc;ncia nutricional. S&iacute;ndromes disabsortivas, como doen&ccedil;a de Crohn, fibrose c&iacute;stica, doen&ccedil;a cel&iacute;aca e colestase, assim como altera&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas do trato gastrointestinal, como cirurgias bari&aacute;tricas, comprometem a absor&ccedil;&atilde;o de vitaminas lipossol&uacute;veis, incluindo a vitamina D.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-alteracoes-no-metabolismo-da-vitamina-d\">Altera&ccedil;&otilde;es no metabolismo da vitamina D<\/h3><p>Dist&uacute;rbios no metabolismo da vitamina D representam uma etiologia importante da osteomal&aacute;cia. A doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica leva &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da atividade da enzima 1-alfa-hidroxilase, necess&aacute;ria para a ativa&ccedil;&atilde;o da vitamina D, al&eacute;m de sofrer influ&ecirc;ncia da hiperfosfatemia. A s&iacute;ndrome nefr&oacute;tica promove perda urin&aacute;ria da prote&iacute;na ligadora da vitamina D, enquanto doen&ccedil;as hep&aacute;ticas, como cirrose e doen&ccedil;a hep&aacute;tica gordurosa associada &agrave; disfun&ccedil;&atilde;o metab&oacute;lica, reduzem a produ&ccedil;&atilde;o de calcidiol. A gesta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pode cursar com diminui&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis dessa forma da vitamina.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-disturbios-do-calcio-e-do-fosforo\">Dist&uacute;rbios do c&aacute;lcio e do f&oacute;sforo<\/h3><p>A hipocalcemia e, principalmente, a hipofosfatemia est&atilde;o diretamente relacionadas &agrave; osteomal&aacute;cia. Condi&ccedil;&otilde;es como acidose tubular renal e s&iacute;ndrome de Fanconi alteram a reabsor&ccedil;&atilde;o e excre&ccedil;&atilde;o de &iacute;ons. Infus&otilde;es repetidas de ferro intravenoso podem induzir hipofosfatemia. A osteomal&aacute;cia induzida por tumor, uma s&iacute;ndrome paraneopl&aacute;sica rara, caracteriza-se por perda renal de fosfato mediada por n&iacute;veis elevados ou inadequadamente normais de fator de crescimento de fibroblastos 23.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-uso-de-medicamentos\">Uso de medicamentos<\/h3><p>Diversos f&aacute;rmacos est&atilde;o implicados no desenvolvimento de osteomal&aacute;cia. Antiepil&eacute;pticos, como fenobarbital, fenito&iacute;na e carbamazepina, aumentam o catabolismo da vitamina D por indu&ccedil;&atilde;o do citocromo P450. Medicamentos como isoniazida, rifampicina e teofilina atuam de maneira semelhante. Antif&uacute;ngicos, como o cetoconazol, interferem na ativa&ccedil;&atilde;o da vitamina D, enquanto o uso prolongado de corticosteroides altera enzimas envolvidas no seu metabolismo, contribuindo para a defici&ecirc;ncia.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fisiopatologia-da-osteomalacia\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Fisiopatologia-da-Osteomalacia\"><\/span>Fisiopatologia da Osteomal&aacute;cia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>fisiopatologia da osteomal&aacute;cia<\/strong> decorre principalmente de altera&ccedil;&otilde;es no metabolismo da <strong>vitamina D<\/strong>, fundamentais para a mineraliza&ccedil;&atilde;o adequada da matriz &oacute;ssea. A vitamina D &eacute; inicialmente sintetizada na pele a partir do 7-desidrocolesterol sob a&ccedil;&atilde;o da radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta B, formando o colecalciferol. Esse composto &eacute; convertido no f&iacute;gado em <strong>25-hidroxivitamina D (calcidiol)<\/strong>, principal marcador do status corporal de vitamina D. Doen&ccedil;as hep&aacute;ticas comprometem essa etapa e reduzem a disponibilidade do substrato para ativa&ccedil;&atilde;o posterior.<\/p><p>Nos rins, o calcidiol &eacute; convertido em <strong>calcitriol<\/strong>, a forma biologicamente ativa da vitamina D, por meio da enzima 1-alfa-hidroxilase. Altera&ccedil;&otilde;es renais reduzem essa convers&atilde;o, diminuindo a absor&ccedil;&atilde;o intestinal de c&aacute;lcio e f&oacute;sforo. Como resposta, ocorre aumento da secre&ccedil;&atilde;o de paratorm&ocirc;nio, que mobiliza minerais do osso para manter a homeostase s&eacute;rica, contribuindo para o enfraquecimento &oacute;sseo.<\/p><p>A produ&ccedil;&atilde;o de calcitriol &eacute; rigidamente regulada por mecanismos de feedback. O paratorm&ocirc;nio e a redu&ccedil;&atilde;o do f&oacute;sforo s&eacute;rico estimulam sua s&iacute;ntese, enquanto o fator de crescimento de fibroblastos 23 inibe a ativa&ccedil;&atilde;o da vitamina D e reduz a reabsor&ccedil;&atilde;o renal de fosfato. Al&eacute;m disso, o pr&oacute;prio calcitriol limita sua produ&ccedil;&atilde;o ao inibir a 1-alfa-hidroxilase e estimular a 24-hidroxilase, respons&aacute;vel por sua inativa&ccedil;&atilde;o.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manifestacoes-clinicas-da-osteomalacia\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Manifestacoes-clinicas-da-Osteomalacia\"><\/span>Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da Osteomal&aacute;cia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>As manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da osteomal&aacute;cia costumam ser inespec&iacute;ficas e de instala&ccedil;&atilde;o lenta, o que frequentemente atrasa o diagn&oacute;stico. Nas fases iniciais, muitos pacientes permanecem assintom&aacute;ticos.&nbsp;<\/p><p>Com a progress&atilde;o da doen&ccedil;a, surgem sinais e sintomas relacionados &agrave; mineraliza&ccedil;&atilde;o inadequada do osso, que podem mimetizar outras doen&ccedil;as musculoesquel&eacute;ticas e sist&ecirc;micas, exigindo elevado grau de suspei&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Dor &oacute;ssea<\/strong>: geralmente difusa, de car&aacute;ter surdo e cont&iacute;nuo, com predom&iacute;nio na coluna lombar, pelve e membros inferiores, podendo tamb&eacute;m ocorrer em locais de fraturas pr&eacute;vias. A dor piora com atividade f&iacute;sica e sustenta&ccedil;&atilde;o de peso e pode estar associada &agrave; sensibilidade &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o, sendo um achado importante para diferenciar osteomal&aacute;cia de osteoporose.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fraqueza muscular<\/strong>: costuma ser proximal e pode vir acompanhada de hipotonia, atrofia muscular e desconforto aos movimentos. Essa fraqueza pode levar &agrave; dificuldade para caminhar e ao desenvolvimento de marcha anserina, especialmente em casos relacionados &agrave; defici&ecirc;ncia de vitamina D ou dist&uacute;rbios do metabolismo do f&oacute;sforo.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Dificuldade de deambula&ccedil;&atilde;o<\/strong>: resulta da combina&ccedil;&atilde;o entre dor &oacute;ssea e fraqueza muscular, manifestando-se como instabilidade ao caminhar e, em alguns casos, incapacidade funcional progressiva.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Fraturas<\/strong>: podem ocorrer com m&iacute;nimo ou nenhum trauma, acometendo principalmente costelas, v&eacute;rtebras, pelve e ossos longos. Em etiologias espec&iacute;ficas, como a hipofosfatasia, as fraturas tendem a ser n&atilde;o vertebrais, com consolida&ccedil;&atilde;o lenta e maior risco de fraturas femorais at&iacute;picas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sensibilidade &oacute;ssea<\/strong>: dor provocada &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o de ossos acometidos, frequentemente observada em regi&otilde;es de maior sobrecarga mec&acirc;nica.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Deformidades &oacute;sseas<\/strong>: presentes em casos mais graves e prolongados, incluindo altera&ccedil;&otilde;es da curvatura da coluna vertebral e deformidades do t&oacute;rax ou da pelve, decorrentes da perda de rigidez estrutural do osso.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Manifesta&ccedil;&otilde;es neuromusculares associadas &agrave; hipocalcemia<\/strong>: incluem c&atilde;ibras musculares, parestesias e sinais de irritabilidade neuromuscular, como os sinais de Chvostek e Trousseau, dependendo da etiologia da osteomal&aacute;cia.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Achados espec&iacute;ficos de determinadas etiologias<\/strong>: na osteomal&aacute;cia associada &agrave; hipofosfatasia, podem ocorrer condrocalcinose e perda precoce de dentes ao longo da vida.<\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diagnostico-da-osteomalacia\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Diagnostico-da-osteomalacia\"><\/span><strong>Diagn&oacute;stico da osteomal&aacute;cia<\/strong><span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>O diagn&oacute;stico da osteomal&aacute;cia baseia-se na <strong>integra&ccedil;&atilde;o entre dados cl&iacute;nicos, laboratoriais e de imagem<\/strong>, j&aacute; que os sintomas s&atilde;o inespec&iacute;ficos e o atraso diagn&oacute;stico &eacute; frequente. A investiga&ccedil;&atilde;o deve ser direcionada tanto para confirmar a presen&ccedil;a da doen&ccedil;a quanto para identificar sua causa.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quando-suspeitar-de-osteomalacia\">Quando suspeitar de osteomal&aacute;cia<\/h3><p>A osteomal&aacute;cia deve ser considerada em qualquer adulto com <strong>dor &oacute;ssea difusa e sensibilidade &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o<\/strong>. Tamb&eacute;m deve ser suspeitada em adultos jovens ou de meia-idade com <strong>baixa densidade mineral &oacute;ssea<\/strong> ou <strong>fraturas com pouco ou nenhum trauma<\/strong>, especialmente na aus&ecirc;ncia de fatores cl&aacute;ssicos de osteoporose. A suspeita &eacute; refor&ccedil;ada pela presen&ccedil;a de fatores de risco, como <strong>m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o gastrointestinal<\/strong>, <strong>doen&ccedil;a hep&aacute;tica cr&ocirc;nica<\/strong>, <strong>doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica<\/strong> ou uso de medicamentos que interfiram no metabolismo &oacute;sseo.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-avaliacao-laboratorial-inicial\">Avalia&ccedil;&atilde;o laboratorial inicial<\/h3><p>Os exames laboratoriais s&atilde;o fundamentais para confirmar o diagn&oacute;stico e direcionar a etiologia. A avalia&ccedil;&atilde;o inicial deve incluir dosagem s&eacute;rica de <strong>c&aacute;lcio<\/strong>, <strong>f&oacute;sforo<\/strong>, <strong>fosfatase alcalina<\/strong> (total e, se dispon&iacute;vel, fra&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea), <strong>25-hidroxivitamina D<\/strong>, <strong>paratorm&ocirc;nio<\/strong>, al&eacute;m de <strong>ureia, creatinina e eletr&oacute;litos<\/strong>.<\/p><p>Na osteomal&aacute;cia nutricional por defici&ecirc;ncia de vitamina D, os achados mais caracter&iacute;sticos s&atilde;o <strong>fosfatase alcalina elevada<\/strong>, <strong>paratorm&ocirc;nio elevado<\/strong>, <strong>25-hidroxivitamina D muito baixa<\/strong> e, em parte dos pacientes, <strong>c&aacute;lcio e f&oacute;sforo s&eacute;ricos reduzidos<\/strong>, al&eacute;m de <strong>c&aacute;lcio urin&aacute;rio baixo<\/strong>. Valores de 25(OH)D geralmente abaixo de <strong>12 a 15 ng\/mL<\/strong> s&atilde;o fortemente sugestivos dessa etiologia. A dosagem de 1,25-diidroxivitamina D n&atilde;o &eacute; &uacute;til para o diagn&oacute;stico, pois pode estar normal, baixa ou elevada.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-interpretacao-dos-exames-laboratoriais\">Interpreta&ccedil;&atilde;o dos exames laboratoriais<\/h3><p>Ap&oacute;s confirmar a defici&ecirc;ncia de vitamina D ou excluir essa possibilidade, os resultados laboratoriais ajudam a diferenciar outras causas de osteomal&aacute;cia.<\/p><p>Quando a <strong>fosfatase alcalina est&aacute; baixa<\/strong>, deve-se suspeitar de <strong>hipofosfatasia<\/strong>, especialmente se c&aacute;lcio e f&oacute;sforo forem normais. J&aacute; quando a fosfatase alcalina est&aacute; normal ou elevada, o <strong>f&oacute;sforo s&eacute;rico<\/strong> orienta a investiga&ccedil;&atilde;o. A presen&ccedil;a de <strong>hipofosfatemia<\/strong> sugere perda renal de fosfato, hiperparatireoidismo secund&aacute;rio ou s&iacute;ndromes tubulares, como a s&iacute;ndrome de Fanconi ou a osteomal&aacute;cia induzida por tumor. Se o f&oacute;sforo estiver normal, devem ser consideradas causas como inibidores da mineraliza&ccedil;&atilde;o, dist&uacute;rbios da matriz &oacute;ssea ou doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-avaliacao-por-imagem\">Avalia&ccedil;&atilde;o por imagem<\/h3><p>A imagem tem papel complementar. Radiografias simples podem mostrar <strong>redu&ccedil;&atilde;o da densidade &oacute;ssea<\/strong> e <strong>afinamento cortical<\/strong>, achados inespec&iacute;ficos. Achados mais caracter&iacute;sticos incluem altera&ccedil;&otilde;es nos corpos vertebrais e as <strong>zonas de Looser<\/strong> (pseudofraturas), que aparecem como linhas radiolucentes perpendiculares ao c&oacute;rtex, geralmente bilaterais e sim&eacute;tricas, sendo altamente sugestivas de osteomal&aacute;cia em contexto cl&iacute;nico compat&iacute;vel.<\/p><p>A densitometria &oacute;ssea por DXA n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria para o diagn&oacute;stico e n&atilde;o diferencia osteomal&aacute;cia de osteoporose. Seu uso &eacute; indicado ap&oacute;s a confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica para avaliar a gravidade da perda &oacute;ssea e monitorar a resposta ao tratamento.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-papel-da-biopsia-ossea\">Papel da bi&oacute;psia &oacute;ssea<\/h3><p>A <strong>bi&oacute;psia &oacute;ssea com dupla marca&ccedil;&atilde;o por tetraciclina<\/strong> &eacute; o padr&atilde;o ouro para o diagn&oacute;stico de osteomal&aacute;cia, demonstrando ac&uacute;mulo de osteoide n&atilde;o mineralizado e atraso na mineraliza&ccedil;&atilde;o. Contudo, por ser invasiva e pouco dispon&iacute;vel, &eacute; <strong>raramente realizada<\/strong>.&nbsp;<\/p><p>Est&aacute; indicada apenas quando o diagn&oacute;stico permanece incerto ou quando a etiologia n&atilde;o &eacute; esclarecida por m&eacute;todos n&atilde;o invasivos, especialmente em pacientes com doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica ou suspeita de dist&uacute;rbios raros da matriz &oacute;ssea.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tratamento-da-osteomalacia\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Tratamento-da-Osteomalacia\"><\/span>Tratamento da Osteomal&aacute;cia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>O tratamento da osteomal&aacute;cia depende da <strong>causa subjacente<\/strong>, sendo mais frequentemente relacionado &agrave; <strong>defici&ecirc;ncia de vitamina D<\/strong>, associada ou n&atilde;o &agrave; ingest&atilde;o inadequada de c&aacute;lcio. O objetivo &eacute; restaurar a mineraliza&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea, aliviar sintomas e prevenir fraturas.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-osteomalacia-por-deficiencia-de-vitamina-d\">Osteomal&aacute;cia por defici&ecirc;ncia de vitamina D<\/h3><p>O tratamento baseia-se na <strong>suplementa&ccedil;&atilde;o de vitamina D associada ao c&aacute;lcio<\/strong>. A melhora da dor &oacute;ssea e da fraqueza muscular costuma ocorrer em semanas, enquanto a recupera&ccedil;&atilde;o da densidade mineral &oacute;ssea leva meses.<\/p><p>Durante a fase ativa da osteomal&aacute;cia, <strong>n&atilde;o devem ser utilizados medicamentos para osteoporose<\/strong>, como bisfosfonatos ou teriparatida, pois podem agravar a hipocalcemia.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-esquemas-de-vitamina-d\">Esquemas de vitamina D<\/h3><p><strong>Defici&ecirc;ncia grave por baixa ingest&atilde;o ou pouca exposi&ccedil;&atilde;o solar<\/strong><strong><br><\/strong> Quando o 25(OH)D &eacute; menor que 12 a 15 ng\/mL:<br>Vitamina D2 ou D3 25.000 a 50.000 UI por via oral, <strong>1 vez por semana<\/strong>, por 6 a 8 semanas<br>Ap&oacute;s corre&ccedil;&atilde;o, manter 600 a 1.000 UI por dia<br>Alguns pacientes podem necessitar de 50.000 UI <strong>2 a 3 vezes por semana<\/strong> no per&iacute;odo inicial<\/p><p><strong>M&aacute; absor&ccedil;&atilde;o gastrointestinal<\/strong><strong><br><\/strong> Podem ser necess&aacute;rias doses mais elevadas:<br>Vitamina D2 ou D3 10.000 a 50.000 UI <strong>por dia<\/strong><strong><br><\/strong> Se n&atilde;o houver resposta adequada, utilizar metab&oacute;litos hidroxilados<br>Calcidiol ou calcitriol, conforme disponibilidade e resposta cl&iacute;nica<\/p><p><strong>Doen&ccedil;a hep&aacute;tica cr&ocirc;nica grave<\/strong><strong><br><\/strong> Preferir calcidiol, que n&atilde;o depende da hidroxila&ccedil;&atilde;o hep&aacute;tica:<br>Dose inicial de 20 a 40 microgramas por dia<br>Em casos graves, pode ser necess&aacute;rio at&eacute; 50 a 200 microgramas por dia<br>Se indispon&iacute;vel, pode-se utilizar calcitriol<\/p><p><strong>Doen&ccedil;a renal cr&ocirc;nica<\/strong><strong><br><\/strong> &Eacute; necess&aacute;ria reposi&ccedil;&atilde;o da forma ativa:<br>Calcitriol por via oral ou intravenosa<br>Dose ajustada individualmente, com monitoriza&ccedil;&atilde;o rigorosa devido ao risco de hipercalcemia<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-suplementacao-de-calcio\">Suplementa&ccedil;&atilde;o de c&aacute;lcio<\/h3><p>Todos os pacientes devem garantir ingest&atilde;o adequada de c&aacute;lcio:<br><strong>1.000 a 1.200 mg por dia<\/strong><strong><br><\/strong> Em pacientes com m&aacute; absor&ccedil;&atilde;o, pode ser necess&aacute;rio at&eacute; <strong>4 g por dia<\/strong><strong><br><\/strong> Em casos de hipercalci&uacute;ria ou nefrolit&iacute;ase, usar doses menores<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-monitorizacao\">Monitoriza&ccedil;&atilde;o<\/h3><p>Acompanhamento &eacute; essencial, pois a cicatriza&ccedil;&atilde;o &oacute;ssea pode levar <strong>meses a mais de um ano<\/strong>.<br>Devem ser monitorados:<br>Fosfatase alcalina, c&aacute;lcio s&eacute;rico e urin&aacute;rio, f&oacute;sforo e PTH<br>25(OH)D ap&oacute;s 2 a 4 meses para ajuste da dose<br>Densitometria &oacute;ssea inicial e repetida ap&oacute;s cerca de 1 ano<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-outras-etiologias\">Outras etiologias<\/h3><p>Quando a osteomal&aacute;cia decorre de <strong>perda renal de fosfato, s&iacute;ndrome de Fanconi, hipofosfatasia ou osteomal&aacute;cia induzida por tumor<\/strong>, o tratamento deve ser direcionado &agrave; <strong>corre&ccedil;&atilde;o da causa espec&iacute;fica<\/strong>, como remo&ccedil;&atilde;o tumoral, corre&ccedil;&atilde;o da acidose ou terapias direcionadas, al&eacute;m da reposi&ccedil;&atilde;o vitam&iacute;nica quando indicada.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-veja-tambem\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Veja-tambem\"><\/span>Veja tamb&eacute;m!<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/ciclo-basico\/resumo-sobre-contracao-muscular-fisiologia-muscular-tipos-de-musculo-e-mais\/\">Resumo sobre Contra&ccedil;&atilde;o Muscular: fisiologia muscular, tipos de m&uacute;sculo e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-hipercifose-definicao-consequencias-a-saude-e-mais\/\">Resumo sobre Hipercifose: defini&ccedil;&atilde;o, consequ&ecirc;ncias &agrave; sa&uacute;de e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/ciclo-basico\/resumo-sobre-periosteo-definicao-composicao-e-mais\/\">Resumo sobre Peri&oacute;steo: defini&ccedil;&atilde;o, composi&ccedil;&atilde;o e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteogenesis-imperfecta-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Osteogenesis Imperfecta: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/ciclo-basico\/resumo-sobre-maleolo-anatomia-principais-acometimentos-e-mais\/\">Resumo sobre Mal&eacute;olo: anatomia, principais acometimentos e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-sindrome-da-cauda-equina-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre S&iacute;ndrome da Cauda Equina: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-osteoma-definicao-classificacao-e-mais\/\">Resumo sobre Osteoma: defini&ccedil;&atilde;o, classifica&ccedil;&atilde;o e mais!<\/a><\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-referencias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Referencias\"><\/span>Refer&ecirc;ncias<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Adi Cohen, MD, MHSMatthew T Drake, MD, PhD. <strong>Clinical manifestations, diagnosis, and treatment of osteomalacia in adults<\/strong>. UpToDate, 2025. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"https:\/\/www.uptodate.com\/contents\/clinical-manifestations-diagnosis-and-treatment-of-osteomalacia-in-adults?search=osteomal%C3%A1cia&amp;source=search_result&amp;selectedTitle=1~94&amp;usage_type=default&amp;display_rank=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">UpToDate<\/a><\/p><p>Zimmerman L, Anastasopoulou C, McKeon B. <strong>Osteomalacia<\/strong>. [Updated 2024 Sep 2]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2025 Jan-. Available from: <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK551616\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK551616\/<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"E a&iacute;, doc! Vamos explorar mais um tema essencial? 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