{"id":106328,"date":"2026-01-30T15:31:51","date_gmt":"2026-01-30T18:31:51","guid":{"rendered":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/?p=106328"},"modified":"2026-01-30T15:32:00","modified_gmt":"2026-01-30T18:32:00","slug":"resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/","title":{"rendered":"Resumo sobre Doen\u00e7a da Arranhadura do Gato: defini\u00e7\u00e3o, manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e mais!"},"content":{"rendered":"<p>E a&iacute;, doc! Vamos explorar mais um tema essencial? Hoje o foco &eacute; a <strong>Doen&ccedil;a da Arranhadura do Gato<\/strong>, uma infec&ccedil;&atilde;o bacteriana causada principalmente pela Bartonella henselae, geralmente transmitida por arranhaduras ou mordidas de gatos, especialmente filhotes.&nbsp;<p>O <strong>Estrat&eacute;gia MED<\/strong> est&aacute; aqui para descomplicar esse conceito e ajudar voc&ecirc; a aprofundar seus conhecimentos, promovendo uma pr&aacute;tica cl&iacute;nica cada vez mais eficaz e segura.<\/p><p>Vamos nessa!<\/p><div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_79_2 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Definicao-de-Doenca-da-arranhadura-do-gato\" >Defini&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Fisiopatologia-da-Doenca-da-arranhadura-do-gato\" >Fisiopatologia da Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Epidemiologia-da-Doenca-da-arranhadura-do-gato\" >Epidemiologia da Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Manifestacoes-clinicas-da-Doenca-da-arranhadura-do-gato\" >Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Diagnostico-da-Doenca-da-arranhadura-do-gato\" >Diagn&oacute;stico da Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Tratamento-da-Doenca-da-arranhadura-do-gato\" >Tratamento da Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#De-olho-na-prova\" >De olho na prova!<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Veja-tambem\" >Veja tamb&eacute;m!<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-9\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-doenca-da-arranhadura-do-gato-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Referencias\" >Refer&ecirc;ncias<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-definicao-de-doenca-da-arranhadura-do-gato\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Definicao-de-Doenca-da-arranhadura-do-gato\"><\/span>Defini&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>s&iacute;ndrome da arranhadura do gato<\/strong> &eacute; uma zoonose infecciosa causada principalmente pela bact&eacute;ria <em>Bartonella henselae<\/em>, caracterizada, na sua forma t&iacute;pica, por <strong>linfadenite regional subaguda e autolimitada<\/strong> que surge ap&oacute;s a inocula&ccedil;&atilde;o cut&acirc;nea do agente, geralmente por <strong>arranhadura, mordedura ou contato da saliva do gato com pele lesionada ou mucosas<\/strong>.&nbsp;<\/p><p>Os gatos dom&eacute;sticos, especialmente filhotes infestados por pulgas, constituem o principal reservat&oacute;rio do microrganismo, sendo a transmiss&atilde;o favorecida pela presen&ccedil;a de ectoparasitas.&nbsp;<\/p><p>Ap&oacute;s um per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o de alguns dias, pode surgir uma les&atilde;o cut&acirc;nea prim&aacute;ria no local da inocula&ccedil;&atilde;o, seguida do aumento doloroso de linfonodos regionais, quadro que, na maioria dos indiv&iacute;duos imunocompetentes, evolui de forma benigna e autolimitada.&nbsp;<\/p><p>Entretanto, em uma parcela menor dos casos, especialmente em imunodeprimidos ou adultos, a doen&ccedil;a pode apresentar manifesta&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas ou at&iacute;picas, com acometimento ocular, neurol&oacute;gico ou visceral, refletindo a capacidade da <em>Bartonella henselae<\/em> de disseminar-se hematogenamente e induzir resposta inflamat&oacute;ria granulomatosa nos tecidos afetados .<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fisiopatologia-da-doenca-da-arranhadura-do-gato\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Fisiopatologia-da-Doenca-da-arranhadura-do-gato\"><\/span>Fisiopatologia da Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A fisiopatologia da <strong>doen&ccedil;a da arranhadura do gato<\/strong> envolve uma sequ&ecirc;ncia de eventos infecciosos e imunol&oacute;gicos desencadeados principalmente pela <em>Bartonella henselae<\/em> ap&oacute;s a inocula&ccedil;&atilde;o do microrganismo na pele ou mucosas humanas. A infec&ccedil;&atilde;o geralmente ocorre por <strong>arranhadura, mordedura ou contato da saliva do gato com microles&otilde;es cut&acirc;neas<\/strong>, sendo os felinos, especialmente jovens e infestados por pulgas, o principal reservat&oacute;rio do agente.<\/p><p>Ap&oacute;s a inocula&ccedil;&atilde;o, a <em>Bartonella henselae<\/em> penetra nos tecidos locais e inicia um processo infeccioso inicial caracterizado pelo surgimento de uma <strong>les&atilde;o cut&acirc;nea prim&aacute;ria<\/strong>, que pode se manifestar como p&aacute;pula ou ves&iacute;cula eritematosa.&nbsp;<\/p><p>Em seguida, a bact&eacute;ria dissemina-se pelos <strong>vasos linf&aacute;ticos regionais<\/strong>, alcan&ccedil;ando os linfonodos de drenagem, onde se estabelece o principal foco da doen&ccedil;a. A bact&eacute;ria apresenta tropismo por <strong>c&eacute;lulas endoteliais e eritr&oacute;citos<\/strong>, sendo capaz de aderir, invadir e persistir intracelularmente, o que contribui para a manuten&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>Nos linfonodos acometidos, ocorre uma intensa <strong>resposta inflamat&oacute;ria mediada por imunidade celular<\/strong>, com ativa&ccedil;&atilde;o de macr&oacute;fagos, linf&oacute;citos e c&eacute;lulas endoteliais. Esse processo leva &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de uma <strong>linfadenite granulomatosa<\/strong>, que evolui por est&aacute;gios histopatol&oacute;gicos progressivos.&nbsp;<\/p><p>Inicialmente observa-se hiperplasia linfoide, seguida pela forma&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas necr&oacute;ticas com infiltrado inflamat&oacute;rio misto e, em fases mais avan&ccedil;adas, pela constitui&ccedil;&atilde;o de microabscessos e abscessos, podendo haver supura&ccedil;&atilde;o do linfonodo. A presen&ccedil;a de granulomas e necrose reflete mais a resposta imune do hospedeiro do que a carga bacteriana propriamente dita, j&aacute; que frequentemente poucos microrganismos s&atilde;o identificados nos tecidos.<\/p><p>A <em>Bartonella henselae<\/em> tamb&eacute;m &eacute; capaz de induzir um <strong>fen&oacute;tipo pr&oacute;-inflamat&oacute;rio e angioproliferativo<\/strong> nas c&eacute;lulas endoteliais, estimulando prolifera&ccedil;&atilde;o vascular. Esse mecanismo explica o aparecimento de manifesta&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas e at&iacute;picas, como acometimento hepatoespl&ecirc;nico, ocular e neurol&oacute;gico, especialmente em indiv&iacute;duos imunodeprimidos. A dissemina&ccedil;&atilde;o hematog&ecirc;nica pode ocorrer a partir do foco linfonodal, permitindo o envolvimento de &oacute;rg&atilde;os distantes.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-epidemiologia-da-doenca-da-arranhadura-do-gato\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Epidemiologia-da-Doenca-da-arranhadura-do-gato\"><\/span>Epidemiologia da Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>doen&ccedil;a da arranhadura do gato<\/strong> &eacute; uma zoonose de <strong>distribui&ccedil;&atilde;o mundial<\/strong>, associada principalmente ao contato com <strong>gatos dom&eacute;sticos<\/strong>, sobretudo filhotes. Cerca de <strong>90% dos casos<\/strong> apresentam hist&oacute;ria de contato com gatos, geralmente por <strong>arranhadura ou mordedura<\/strong>. Os felinos s&atilde;o o principal reservat&oacute;rio da <em>Bartonella henselae<\/em>, e a <strong>pulga do gato<\/strong> atua como vetor na transmiss&atilde;o entre os animais.<\/p><p>A doen&ccedil;a acomete principalmente <strong>crian&ccedil;as e adolescentes<\/strong>, sem predom&iacute;nio entre os sexos, e ocorre com maior frequ&ecirc;ncia em indiv&iacute;duos <strong>imunocompetentes<\/strong>, nos quais o curso &eacute; habitualmente benigno e autolimitado. Em regi&otilde;es de clima temperado, observa-se maior incid&ecirc;ncia no <strong>outono e inverno<\/strong>, enquanto em &aacute;reas tropicais essa sazonalidade &eacute; menos definida. Grupos com contato frequente com animais, como <strong>veterin&aacute;rios<\/strong>, apresentam maior risco, e formas mais graves s&atilde;o mais comuns em <strong>imunodeprimidos<\/strong> .<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manifestacoes-clinicas-da-doenca-da-arranhadura-do-gato\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Manifestacoes-clinicas-da-Doenca-da-arranhadura-do-gato\"><\/span>Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>As <strong>manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da doen&ccedil;a da arranhadura do gato<\/strong> apresentam espectro amplo e seguem, em geral, uma <strong>cronologia caracter&iacute;stica<\/strong> ap&oacute;s a inocula&ccedil;&atilde;o da <em>Bartonella henselae<\/em>, variando desde formas localizadas e benignas at&eacute; apresenta&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fase-inicial\">Fase inicial<\/h3><p>Ap&oacute;s a inocula&ccedil;&atilde;o cut&acirc;nea ou mucosa, geralmente por arranhadura, mordedura ou contato da saliva do gato com pele lesionada, ocorre um per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o de aproximadamente <strong>3 a 10 dias<\/strong>. Nessa fase pode surgir a <strong>les&atilde;o prim&aacute;ria de inocula&ccedil;&atilde;o<\/strong>, que se manifesta como p&aacute;pula, ves&iacute;cula ou pequena les&atilde;o eritematosa, ocasionalmente evoluindo para crosta. Essa les&atilde;o &eacute;, em geral, pouco sintom&aacute;tica e regride espontaneamente em dias ou semanas.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fase-linfonodal\">Fase linfonodal<\/h3><p>Entre <strong>7 e 50 dias ap&oacute;s a inocula&ccedil;&atilde;o<\/strong>, desenvolve-se a manifesta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica t&iacute;pica da doen&ccedil;a, a <strong>linfadenopatia regional<\/strong>. Os linfonodos acometidos localizam-se pr&oacute;ximos ao s&iacute;tio de inocula&ccedil;&atilde;o, sendo mais frequentes os axilares, cervicais, submandibulares, epitrocleares e inguinais. A adenopatia costuma ser unilateral, dolorosa, firme e m&oacute;vel, podendo variar de poucos cent&iacute;metros at&eacute; volumes maiores.&nbsp;<\/p><p>Em cerca de <strong>10 a 15% dos casos<\/strong>, ocorre a <strong>supura&ccedil;&atilde;o linfonodal<\/strong>. Essa fase pode associar-se a sintomas sist&ecirc;micos leves, como febre baixa, mal-estar, fadiga, cefaleia, anorexia, mialgia e artralgia. A linfadenopatia geralmente persiste por <strong>2 a 3 meses<\/strong>, com resolu&ccedil;&atilde;o progressiva.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fase-de-resolucao\">Fase de resolu&ccedil;&atilde;o<\/h3><p>Na maioria dos indiv&iacute;duos imunocompetentes, a doen&ccedil;a mant&eacute;m-se localizada e evolui de forma <strong>benigna e autolimitada<\/strong>, com regress&atilde;o gradual da adenopatia e desaparecimento dos sintomas sist&ecirc;micos, sem sequelas.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manifestacoes-sistemicas-e-atipicas\">Manifesta&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas e at&iacute;picas.<\/h3><p>Em uma minoria dos pacientes, estimada em <strong>10 a 15%<\/strong>, ocorre <strong>dissemina&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica<\/strong>, geralmente semanas ap&oacute;s o in&iacute;cio da linfadenopatia. Essas formas incluem acometimento hepatoespl&ecirc;nico, caracterizado por febre prolongada, dor abdominal, hepatomegalia e esplenomegalia; manifesta&ccedil;&otilde;es oculares, como a s&iacute;ndrome oculoglandular de Parinaud e a neuroretinite; manifesta&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas, como encefalopatia, convuls&otilde;es e altera&ccedil;&otilde;es do n&iacute;vel de consci&ecirc;ncia; al&eacute;m de envolvimento musculoesquel&eacute;tico, &oacute;sseo ou, mais raramente, card&iacute;aco. As apresenta&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas s&atilde;o mais frequentes em <strong>adultos e indiv&iacute;duos imunodeprimidos<\/strong>, nos quais a evolu&ccedil;&atilde;o pode ser mais prolongada e associada a maior morbidade.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diagnostico-da-doenca-da-arranhadura-do-gato\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Diagnostico-da-Doenca-da-arranhadura-do-gato\"><\/span>Diagn&oacute;stico da Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Inicialmente, o diagn&oacute;stico &eacute; <strong>presuntivo<\/strong>, baseado na presen&ccedil;a de <strong>linfadenopatia regional subaguda<\/strong>, geralmente dolorosa, associada a <strong>hist&oacute;ria de contato recente com gatos<\/strong>, em especial filhotes, com ou sem relato de arranhadura, mordedura ou contato com saliva em pele lesionada. A identifica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de <strong>les&atilde;o cut&acirc;nea de inocula&ccedil;&atilde;o<\/strong> fortalece a suspeita cl&iacute;nica. Em casos t&iacute;picos, esse conjunto de achados costuma ser suficiente para o manejo inicial.<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Diagn&oacute;stico epidemiol&oacute;gico:<\/strong> fundamenta-se na exposi&ccedil;&atilde;o a <strong>gatos dom&eacute;sticos<\/strong>, principalmente jovens e infestados por pulgas, al&eacute;m da ocorr&ecirc;ncia mais frequente em crian&ccedil;as e adolescentes. Esses dados s&atilde;o essenciais para diferenciar a doen&ccedil;a de outras causas de adenomegalia regional.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sorologia para <\/strong><strong><em>Bartonella henselae<\/em><\/strong><strong>:<\/strong> realizada por imunofluoresc&ecirc;ncia indireta ou ensaios imunoenzim&aacute;ticos, detecta anticorpos espec&iacute;ficos e auxilia na confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico. T&iacute;tulos elevados ou soroconvers&atilde;o sugerem infec&ccedil;&atilde;o recente, por&eacute;m resultados negativos n&atilde;o excluem a doen&ccedil;a, e rea&ccedil;&otilde;es cruzadas podem ocorrer.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>T&eacute;cnicas moleculares (PCR):<\/strong> permitem a detec&ccedil;&atilde;o do DNA da bact&eacute;ria em amostras de linfonodo, sangue ou outros tecidos. S&atilde;o m&eacute;todos mais espec&iacute;ficos e &uacute;teis principalmente em <strong>formas at&iacute;picas ou sist&ecirc;micas<\/strong>, embora a sensibilidade varie conforme o est&aacute;gio da doen&ccedil;a e o tipo de amostra.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Exame histopatol&oacute;gico:<\/strong> indicado quando h&aacute; d&uacute;vida diagn&oacute;stica ou necessidade de excluir outras etiologias, como neoplasias ou tuberculose. Os achados incluem <strong>hiperplasia linfoide, granulomas com necrose central e microabscessos<\/strong>, podendo-se demonstrar bacilos pela colora&ccedil;&atilde;o de Warthin Starry.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cultura bacteriana:<\/strong> poss&iacute;vel a partir de material cl&iacute;nico, por&eacute;m pouco utilizada na pr&aacute;tica devido ao <strong>crescimento lento e exigente<\/strong> da <em>Bartonella henselae<\/em>, al&eacute;m da baixa disponibilidade em laborat&oacute;rios de rotina.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Diagn&oacute;stico diferencial<\/strong>: deve considerar outras causas de linfadenopatia regional, como infec&ccedil;&otilde;es bacterianas e virais, micobact&eacute;rias, toxoplasmose e neoplasias, especialmente nos casos de evolu&ccedil;&atilde;o at&iacute;pica ou prolongada.<\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tratamento-da-doenca-da-arranhadura-do-gato\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Tratamento-da-Doenca-da-arranhadura-do-gato\"><\/span>Tratamento da Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A doen&ccedil;a da arranhadura do gato &eacute;, na maioria dos casos, <strong>benigna e autolimitada<\/strong>, por&eacute;m o <strong>tratamento antimicrobiano &eacute; recomendado<\/strong> para reduzir a dura&ccedil;&atilde;o dos sintomas e o risco de complica&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-forma-tipica-nbsp-linfadenite-regional-isolada\">Forma t&iacute;pica &ndash;&nbsp; linfadenite regional isolada<\/h3><p>O tratamento de primeira linha &eacute; a <strong>azitromicina<\/strong>, que demonstrou reduzir mais rapidamente o volume linfonodal. Mesmo pacientes imunocompetentes e com quadro leve podem ser tratados.<\/p><p>Alternativas em caso de intoler&acirc;ncia incluem <strong>claritromicina, rifampicina ou sulfametoxazol-trimetoprim<\/strong>.<\/p><p>A drenagem cir&uacute;rgica n&atilde;o &eacute; indicada. Em linfonodos muito dolorosos ou supurativos, pode-se realizar <strong>aspira&ccedil;&atilde;o com agulha<\/strong> para al&iacute;vio sintom&aacute;tico.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-linfadenite-refrataria\">Linfadenite refrat&aacute;ria<\/h3><p>Se n&atilde;o houver melhora ap&oacute;s 3 a 4 semanas, deve-se <strong>reavaliar o diagn&oacute;stico<\/strong>. Mantida a suspeita de doen&ccedil;a da arranhadura do gato, pode-se repetir o tratamento com <strong>azitromicina associada &agrave; rifampicina<\/strong>.<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Forma disseminada: hepatoespl&ecirc;nica ou febre de origem indeterminada: <\/strong>Indica-se <strong>terapia antimicrobiana combinada<\/strong>, preferencialmente <strong>azitromicina + rifampicina<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li>Esquemas alternativos incluem <strong>rifampicina + gentamicina<\/strong> em pacientes selecionados.<\/li>\n\n\n\n<li>O tratamento &eacute; mais prolongado e a resposta deve ser monitorada clinicamente.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manifestacoes-neurologicas-e-oculares\">Manifesta&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas e oculares<\/h3><p>Sempre devem ser tratadas.<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O esquema de escolha &eacute; <strong>doxiciclina associada &agrave; rifampicina<\/strong>, especialmente em adultos e crian&ccedil;as maiores.<\/li>\n\n\n\n<li>Em crian&ccedil;as pequenas ou quando a doxiciclina &eacute; contraindicada, utilizam-se <strong>rifampicina + azitromicina<\/strong> ou <strong>rifampicina + sulfametoxazol-trimetoprim<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li>Na <strong>neuroretinite<\/strong>, o tratamento &eacute; prolongado, geralmente por <strong>4 a 6 semanas<\/strong>.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-uso-de-corticosteroides\">Uso de corticosteroides<\/h3><p>Indicado como <strong>terapia adjuvante na neuroretinite<\/strong>, associado ao antibi&oacute;tico, visando reduzir inflama&ccedil;&atilde;o e risco de sequelas visuais. Pode ser considerado em casos graves ou persistentes, mas n&atilde;o &eacute; rotina.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-de-olho-na-prova\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"De-olho-na-prova\"><\/span>De olho na prova!<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>N&atilde;o pense que esse assunto fica de fora das provas de resid&ecirc;ncia, concursos p&uacute;blicos ou at&eacute; das avalia&ccedil;&otilde;es da gradua&ccedil;&atilde;o. Veja!<\/p><p><em>PR &ndash; Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica do Paran&aacute; &ndash; AMP &ndash; 2018 &ndash; Resid&ecirc;ncia (Acesso Direto)<\/em><\/p><p>Paciente de 42 anos de idade, relata aumento de volume de linfonodo axilar &agrave; esquerda, doloroso, e febre. Trabalha como cuidador de animais, com c&atilde;es e gatos. Nega comorbidades. Ao exame apresenta: T = 37,9&ordm;C, com linfadenopatia axilar &agrave; esquerda dolorosa, les&atilde;o pustulosa em antebra&ccedil;o esquerdo de 0,5 cm de di&acirc;metro. Assinale a assertiva que cont&eacute;m o pat&oacute;geno mais prov&aacute;vel e o tratamento antimicrobiano correto para este.<\/p><p>A) S. aureus; sulfametoxazol + trimetoprim.<\/p><p>B) M. tuberculosis; esquema RIPE.<\/p><p>C) B. henselae; azitromicina.<\/p><p>D) M. avium; azitromicina.<\/p><p>E) Y. pestis; doxiciclina.&nbsp;<\/p><p>Coment&aacute;rio da quest&atilde;o:<\/p><p>A) Incorreta a alternativa &ldquo;a&rdquo;. O S. aureus n&atilde;o &eacute; o agente etiol&oacute;gico da doen&ccedil;a da arranhadura do gato.&nbsp;<\/p><p>B) Incorreta a alternativa &ldquo;b&rdquo;. Como vimos, o paciente apresenta cl&iacute;nica de doen&ccedil;a da arranhadura do gato e n&atilde;o de tuberculose, portanto essa alternativa est&aacute; errada.<\/p><p>C) Correta a alternativa &ldquo;c&rdquo;. A Bartonella henselae &eacute; um bacilo gram-negativo e o agente etiol&oacute;gico da doen&ccedil;a da arranhadura do gato. O tratamento &eacute; feito com azitromicina por 5 dias.<\/p><p>D) Incorreta a alternativa &ldquo;d&rdquo;. O M. avium n&atilde;o &eacute; o agente etiol&oacute;gico da doen&ccedil;a da arranhadura do gato.<\/p><p>E) Incorreta a alternativa &ldquo;e&rdquo;, pois a Y. pestis &eacute; o agente etiol&oacute;gico da peste bub&ocirc;nica, doen&ccedil;a transmitida por pulgas de roedores. Se caracteriza clinicamente pelo aparecimento s&uacute;bito de febre, calafrios, astenia e cefaleia, seguido de linfadenopatia dolorosa. As les&otilde;es de pele no local da inocula&ccedil;&atilde;o s&atilde;o geralmente inaparentes e a maioria dos pacientes ignora ou esquece. O tratamento de escolha &eacute; feito com aminoglicos&iacute;deos, sendo a doxicilina droga alternativa.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-veja-tambem\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Veja-tambem\"><\/span>Veja tamb&eacute;m!<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/caxumba\/\">Caxumba ou papeira: descubra tudo sobre<\/a><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/rubeola\/\">Rub&eacute;ola: causas, sintomas e muito mais<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/gripe\/\">Gripe: sintomas, tratamento e mais &ndash; Estrat&eacute;gia MED<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/resumed\/resumed-de-malaria\/\">ResuMED de Mal&aacute;ria: diagn&oacute;stico, tratamento, preven&ccedil;&atilde;o e muito mais<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/profissoes-da-medicina\/infectologia\/\">Resid&ecirc;ncia M&eacute;dica em Infectologia: rotina, sal&aacute;rio e mais<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/atualidades\/desenvolvimento-da-vacina\/\">Vacina: quais as etapas de desenvolvimento e como funciona<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-infeccao-congenita-por-citomegalovirus-diagnostico-tratamento-e-mais\/\">Resumo de infec&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita por citomegalov&iacute;rus: diagn&oacute;stico, tratamento e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-prostatite-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Prostatite: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-sindrome-de-lemierre-definicao-fisiopatologia-e-mais\/\">Resumo sobre S&iacute;ndrome de Lemierre: defini&ccedil;&atilde;o, fisiopatologia e mais!<\/a><\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-referencias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Referencias\"><\/span>Refer&ecirc;ncias<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>HAGIWARA, Mitika K.; DRUMMOND, Marina Rovani; FERREIRO VELHO, Paulo Eduardo Neves. <strong>Doen&ccedil;a da arranhadura do gato<\/strong>. S&atilde;o Paulo: Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo, Coordenadoria de Controle de Doen&ccedil;as, [s.d.]. S&eacute;rie Zoonoses. Dispon&iacute;vel em: https:\/\/www.saude.sp.gov.br\/resources\/ccd\/publicacoes\/publicacoes-ccd\/zoonoses\/doenca_arranhadura_gato.pdf. Acesso em: 27 jan. 2026.<\/p><p>SPACH, David H.; KAPLAN, Sheldon L. <strong>Microbiology, epidemiology, clinical manifestations, and diagnosis of cat scratch disease<\/strong>. In: UpToDate. Waltham: UpToDate Inc., 2024. Dispon&iacute;vel em:<a href=\"https:\/\/www.uptodate.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> https:\/\/www.uptodate.com<\/a>.&nbsp;<\/p><p>SPACH, David H.; KAPLAN, Sheldon L. <strong>Treatment of cat scratch disease<\/strong>. In: UpToDate. Waltham: UpToDate Inc., 2024. Atualizado em 16 fev. 2024. Dispon&iacute;vel em:<a href=\"https:\/\/www.uptodate.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> https:\/\/www.uptodate.com<\/a>.&nbsp;<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"E a&iacute;, doc! Vamos explorar mais um tema essencial? 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