{"id":107141,"date":"2026-02-15T17:42:41","date_gmt":"2026-02-15T20:42:41","guid":{"rendered":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/?p=107141"},"modified":"2026-03-02T09:06:30","modified_gmt":"2026-03-02T12:06:30","slug":"resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\/","title":{"rendered":"Resumo de Dissec\u00e7\u00e3o Espont\u00e2nea de Art\u00e9ria Coron\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><strong>Ol&aacute;, querido doutor e doutora!<\/strong> A <strong>Dissec&ccedil;&atilde;o Espont&acirc;nea de Art&eacute;ria Coron&aacute;ria (DEAC)<\/strong> &eacute; uma causa n&atilde;o ateroscler&oacute;tica de s&iacute;ndrome coronariana aguda, com perfil cl&iacute;nico distinto do infarto relacionado &agrave; placa. Predomina em mulheres jovens ou de meia-idade e exige alto grau de suspei&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica.<p><em>Recorr&ecirc;ncia de DEAC pode ocorrer em at&eacute; 20% dos pacientes ao longo do seguimento.<\/em><\/p><div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_79_2 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\/#O-que-e-a-Disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\" >O que &eacute; a Dissec&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de art&eacute;ria coron&aacute;ria<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\/#Fisiopatologia\" >Fisiopatologia<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\/#Epidemiologia-e-fatores-de-risco\" >Epidemiologia e fatores de risco<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\/#Fatores-associados\" >Fatores associados<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\/#Avaliacao-clinica\" >Avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\/#Diagnostico\" >Diagn&oacute;stico&nbsp;<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\/#Tratamento\" >Tratamento<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\/#Complicacoes-e-prognostico\" >Complica&ccedil;&otilde;es e progn&oacute;stico&nbsp;<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-9\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\/#Veja-tambem\" >Veja tamb&eacute;m<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-que-e-a-disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"O-que-e-a-Disseccao-espontanea-de-arteria-coronaria\"><\/span>O que &eacute; a Dissec&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de art&eacute;ria coron&aacute;ria<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>Dissec&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de art&eacute;ria coron&aacute;ria (DEAC)<\/strong> &eacute; caracterizada pela separa&ccedil;&atilde;o das camadas da parede arterial coron&aacute;ria decorrente de <strong>hemorragia intramural<\/strong>, com ou sem ruptura da &iacute;ntima. Esse processo resulta na forma&ccedil;&atilde;o de <strong>falso l&uacute;men<\/strong>, levando &agrave; compress&atilde;o do l&uacute;men verdadeiro e redu&ccedil;&atilde;o do fluxo sangu&iacute;neo coronariano, podendo culminar em <strong>isquemia mioc&aacute;rdica ou infarto agudo do mioc&aacute;rdio<\/strong>.<\/p><p>O termo &ldquo;espont&acirc;nea&rdquo; diferencia essa entidade das dissec&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias a trauma, procedimentos percut&acirc;neos ou doen&ccedil;a ateroscler&oacute;tica. Trata-se de uma causa <strong>n&atilde;o ateroscler&oacute;tica de s&iacute;ndrome coronariana aguda<\/strong>, com perfil cl&iacute;nico distinto do IAM relacionado &agrave; placa.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fisiopatologia\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Fisiopatologia\"><\/span>Fisiopatologia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>Dissec&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de art&eacute;ria coron&aacute;ria (DEAC)<\/strong> resulta da separa&ccedil;&atilde;o das camadas da parede arterial por forma&ccedil;&atilde;o de <strong>hematoma intramural<\/strong>, com ou sem ruptura da &iacute;ntima. Esse processo leva &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de um <strong>falso l&uacute;men<\/strong>, que exerce efeito compressivo sobre o l&uacute;men verdadeiro, reduzindo o fluxo coronariano e podendo evoluir para <strong>isquemia mioc&aacute;rdica ou infarto agudo do mioc&aacute;rdio<\/strong>.<\/p><p>Dois mecanismos fisiopatol&oacute;gicos s&atilde;o descritos:<\/p><p><strong>1. Mecanismo &ldquo;inside-out&rdquo;<\/strong><\/p><p>Ocorre ruptura prim&aacute;ria da &iacute;ntima, permitindo a entrada de sangue do l&uacute;men verdadeiro para o interior da parede arterial. Forma-se um flap de dissec&ccedil;&atilde;o e pode haver comunica&ccedil;&atilde;o entre l&uacute;men verdadeiro e falso l&uacute;men.<\/p><p><strong>2. Mecanismo &ldquo;outside-in&rdquo;<\/strong><\/p><p>Considerado o mais prevalente, caracteriza-se por <strong>hemorragia espont&acirc;nea na camada m&eacute;dia<\/strong>, geralmente relacionada &agrave; ruptura dos vasa vasorum. O hematoma intramural se forma sem comunica&ccedil;&atilde;o inicial com o l&uacute;men arterial, promovendo compress&atilde;o progressiva da luz verdadeira.<\/p><p>Independentemente do mecanismo inicial, o evento final comum &eacute; a <strong>compress&atilde;o do l&uacute;men verdadeiro pelo hematoma intramural<\/strong>, resultando em obstru&ccedil;&atilde;o coronariana de intensidade vari&aacute;vel. A aus&ecirc;ncia frequente de comunica&ccedil;&atilde;o entre falso e verdadeiro l&uacute;men refor&ccedil;a a predomin&acirc;ncia do mecanismo outside-in.<\/p><p>Altera&ccedil;&otilde;es estruturais da parede arterial aumentam a vulnerabilidade &agrave; dissec&ccedil;&atilde;o, especialmente em pacientes com <strong>displasia fibromuscular<\/strong> ou <strong>dist&uacute;rbios do tecido conjuntivo<\/strong>, nos quais h&aacute; fragilidade da arquitetura vascular.<\/p><p>Achados histopatol&oacute;gicos podem demonstrar <strong>inflama&ccedil;&atilde;o focal na advent&iacute;cia<\/strong>, com predom&iacute;nio eosinof&iacute;lico, por&eacute;m sem envolvimento significativo da &iacute;ntima ou da m&eacute;dia, o que diferencia a DEAC das vasculites sist&ecirc;micas.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-epidemiologia-e-fatores-de-risco\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Epidemiologia-e-fatores-de-risco\"><\/span>Epidemiologia e fatores de risco<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>Dissec&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de art&eacute;ria coron&aacute;ria (DEAC)<\/strong> apresenta marcado predom&iacute;nio no sexo feminino, correspondendo a aproximadamente <strong>87% a 95% dos casos<\/strong>, com idade m&eacute;dia de apresenta&ccedil;&atilde;o entre <strong>44 e 53 anos<\/strong>. Diferentemente do infarto ateroscler&oacute;tico, as pacientes frequentemente t&ecirc;m <strong>baixa carga de fatores de risco cardiovasculares tradicionais<\/strong>.<\/p><p>A DEAC &eacute; respons&aacute;vel por at&eacute; <strong>um ter&ccedil;o dos infartos agudos do mioc&aacute;rdio em mulheres com menos de 50 anos<\/strong>. Tamb&eacute;m representa a principal causa de infarto relacionado &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o e ao per&iacute;odo periparto, embora os casos associados &agrave; gravidez correspondam a menos de 15% do total de eventos.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fatores-associados\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Fatores-associados\"><\/span>Fatores associados<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-1-sexo-feminino-e-faixa-etaria-tipica\">1. Sexo feminino e faixa et&aacute;ria t&iacute;pica<\/h3><p>Predom&iacute;nio em mulheres de meia-idade, muitas vezes previamente saud&aacute;veis do ponto de vista cardiovascular.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-2-influencia-hormonal\">2. Influ&ecirc;ncia hormonal<\/h3><p>Flutua&ccedil;&otilde;es hormonais desempenham papel relevante, incluindo:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Gravidez e per&iacute;odo periparto;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Terapia hormonal;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Fertiliza&ccedil;&atilde;o assistida.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-3-arteriopatias-subjacentes\">3. Arteriopatias subjacentes<\/h3><p>A associa&ccedil;&atilde;o mais consistente &eacute; com <strong>displasia fibromuscular<\/strong>, identificada em mais de 50% dos pacientes submetidos a rastreamento vascular. Outras altera&ccedil;&otilde;es arteriais extracoron&aacute;rias, como <strong>aneurismas e tortuosidade arterial<\/strong>, tamb&eacute;m s&atilde;o frequentes.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-4-predisposicao-genetica-e-historia-familiar\">4. Predisposi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica e hist&oacute;ria familiar<\/h3><p>Embora a maioria dos casos seja espor&aacute;dica, h&aacute; relatos de agrega&ccedil;&atilde;o familiar. Variantes gen&eacute;ticas, como o locus <strong>PHACTR1&ndash;EDN1<\/strong>, est&atilde;o associadas a maior suscetibilidade.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-5-estressores-fisicos-e-emocionais\">5. Estressores f&iacute;sicos e emocionais<\/h3><p>Eventos precipitantes s&atilde;o comuns:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Exerc&iacute;cio f&iacute;sico intenso;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Manobras de Valsalva;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tosse, v&ocirc;mitos;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Estresse emocional agudo.<\/li>\n<\/ul><p>O estresse emocional &eacute; mais frequentemente relatado em mulheres, enquanto o f&iacute;sico tende a ser mais descrito em homens.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-6-saude-mental\">6. Sa&uacute;de mental<\/h3><p>Ansiedade e depress&atilde;o apresentam maior preval&ecirc;ncia em mulheres com DEAC, sugerindo poss&iacute;vel intera&ccedil;&atilde;o entre fatores psicossociais e vulnerabilidade vascular.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-7-doencas-inflamatorias-e-do-tecido-conjuntivo\">7. Doen&ccedil;as inflamat&oacute;rias e do tecido conjuntivo<\/h3><p>Condi&ccedil;&otilde;es como l&uacute;pus, vasculites e s&iacute;ndromes do tecido conjuntivo s&atilde;o raras, ocorrendo em menos de 5% dos casos, mas devem ser consideradas em contextos cl&iacute;nicos sugestivos.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-avaliacao-clinica\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Avaliacao-clinica\"><\/span>Avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>Dissec&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de art&eacute;ria coron&aacute;ria (DEAC)<\/strong> apresenta-se, geralmente, como <strong>s&iacute;ndrome coronariana aguda<\/strong>, sendo a <strong>dor tor&aacute;cica<\/strong> o sintoma predominante, relatado em mais de 90% dos pacientes. A dor costuma ser descrita como press&atilde;o, peso ou aperto retroesternal, podendo irradiar para <strong>membros superiores, ombro, pesco&ccedil;o ou dorso<\/strong>.<\/p><p>Sintomas associados s&atilde;o frequentes e incluem:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Dispneia;<\/strong><\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>N&aacute;useas e v&ocirc;mitos;<\/strong><\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Diaforese;<\/strong><\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Dor cervical ou dorsal.<\/strong><\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-forma-de-apresentacao\">Forma de apresenta&ccedil;&atilde;o<\/h3><p>A maioria dos pacientes evolui com <strong>infarto agudo do mioc&aacute;rdio<\/strong>, podendo ocorrer tanto:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Com supradesnivelamento do segmento ST (STEMI)<\/strong>, observado em aproximadamente 20% a 50% dos casos;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Sem supradesnivelamento do ST (NSTEMI)<\/strong>, forma mais frequente.<\/li>\n<\/ul><p>Arritmias ventriculares, como <strong>taquicardia ventricular ou fibrila&ccedil;&atilde;o ventricular<\/strong>, ocorrem em 3% a 10% dos pacientes e podem evoluir para parada card&iacute;aca. <strong>Choque cardiog&ecirc;nico<\/strong> &eacute; incomum, ocorrendo em menos de 5% dos casos.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-evolucao-clinica\">Evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica<\/h3><p>Os sintomas podem ser inst&aacute;veis, com dor persistente ou recorrente. Cerca de um ter&ccedil;o dos pacientes relatam epis&oacute;dios pr&eacute;vios semelhantes antes do evento agudo, sugerindo instabilidade coronariana pr&eacute;via.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diagnostico-nbsp\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Diagnostico\"><\/span>Diagn&oacute;stico&nbsp;<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>O diagn&oacute;stico da <strong>Dissec&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de art&eacute;ria coron&aacute;ria (DEAC)<\/strong> deve ser suspeito diante de quadro compat&iacute;vel com <strong>s&iacute;ndrome coronariana aguda<\/strong>, especialmente em mulheres jovens com poucos fatores de risco cardiovasculares tradicionais.&nbsp;<\/p><p>A confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica &eacute; realizada principalmente por <strong>angiografia coronariana<\/strong>, considerada o m&eacute;todo padr&atilde;o para identifica&ccedil;&atilde;o da dissec&ccedil;&atilde;o.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-achados-angiograficos\">Achados angiogr&aacute;ficos<\/h3><p>A angiografia pode demonstrar diferentes padr&otilde;es:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Tipo 1<\/strong>: presen&ccedil;a de contraste extraluminal com m&uacute;ltiplos l&uacute;mens radiolucentes, padr&atilde;o considerado caracter&iacute;stico;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Tipo 2<\/strong>: estenose difusa, longa e de gravidade vari&aacute;vel, frequentemente com transi&ccedil;&atilde;o abrupta do calibre normal para estreitamento uniforme, sendo o padr&atilde;o mais comum;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Tipo 3<\/strong>: les&atilde;o focal que pode simular aterosclerose, exigindo investiga&ccedil;&atilde;o adicional.<\/li>\n<\/ul><p>A identifica&ccedil;&atilde;o pode ser desafiadora, pois nem sempre h&aacute; visualiza&ccedil;&atilde;o direta da parede arterial.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-imagem-intracoronaria\">Imagem intracoron&aacute;ria<\/h3><p>Nos casos em que a angiografia &eacute; inconclusiva ou h&aacute; d&uacute;vida diagn&oacute;stica, recomenda-se o uso de:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Tomografia de coer&ecirc;ncia &oacute;ptica (OCT);<\/strong><\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Ultrassonografia intravascular (IVUS).<\/strong><\/li>\n<\/ul><p>Esses m&eacute;todos permitem demonstrar <strong>hematoma intramural, duplo l&uacute;men e aus&ecirc;ncia de placa ateroscler&oacute;tica significativa<\/strong>. A OCT apresenta resolu&ccedil;&atilde;o superior, facilitando a visualiza&ccedil;&atilde;o de detalhes da parede arterial, por&eacute;m deve ser utilizada com cautela devido ao risco potencial de progress&atilde;o da dissec&ccedil;&atilde;o durante o procedimento.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-exames-complementares\">Exames Complementares<\/h3><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Biomarcadores card&iacute;acos<\/strong> geralmente elevados, embora n&atilde;o espec&iacute;ficos;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Eletrocardiograma<\/strong> pode evidenciar supradesnivelamento do ST, altera&ccedil;&otilde;es isqu&ecirc;micas ou at&eacute; ser inicialmente normal.<\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tratamento\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Tratamento\"><\/span>Tratamento<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>O manejo da <strong>Dissec&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de art&eacute;ria coron&aacute;ria (DEAC)<\/strong> difere do infarto ateroscler&oacute;tico e prioriza <strong>abordagem conservadora em pacientes est&aacute;veis<\/strong>, devido &agrave; elevada taxa de <strong>cicatriza&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea da art&eacute;ria coron&aacute;ria<\/strong>. As recomenda&ccedil;&otilde;es atuais baseiam-se em dados observacionais e consenso de especialistas, uma vez que n&atilde;o h&aacute; ensaios cl&iacute;nicos randomizados espec&iacute;ficos.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-estrategia-conservadora\">Estrat&eacute;gia Conservadora<\/h3><p>Indicada para pacientes:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Hemodinamicamente est&aacute;veis;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Sem <strong>isquemia recorrente;<\/strong><\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Sem arritmias ventriculares graves;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Sem acometimento do <strong>tronco da coron&aacute;ria esquerda.<\/strong><\/li>\n<\/ul><p>Recomenda-se <strong>monitoriza&ccedil;&atilde;o hospitalar por 3 a 5 dias<\/strong>, per&iacute;odo de maior risco para progress&atilde;o da dissec&ccedil;&atilde;o ou recorr&ecirc;ncia precoce, que ocorre em aproximadamente 5% a 10% dos casos, especialmente na primeira semana.<\/p><p>O objetivo &eacute; vigil&acirc;ncia cl&iacute;nica rigorosa para identificar sinais de instabilidade que justifiquem interven&ccedil;&atilde;o.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-revascularizacao\">Revasculariza&ccedil;&atilde;o<\/h3><p>A revasculariza&ccedil;&atilde;o deve ser reservada para situa&ccedil;&otilde;es de maior gravidade, como:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Isquemia persistente;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Instabilidade hemodin&acirc;mica;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Arritmias ventriculares graves;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dissec&ccedil;&atilde;o de tronco de coron&aacute;ria esquerda;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Comprometimento proximal extenso ou multivascular.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-angioplastia-coronaria-percutanea-pci\">Angioplastia Coron&aacute;ria Percut&acirc;nea (PCI)<\/h3><p>Apresenta desafios t&eacute;cnicos importantes:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Risco de <strong>propaga&ccedil;&atilde;o da dissec&ccedil;&atilde;o;<\/strong><\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Expans&atilde;o do hematoma intramural;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dificuldade de posicionamento adequado do fio-guia no l&uacute;men verdadeiro;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Menor taxa de sucesso comparada ao IAM ateroscler&oacute;tico.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cirurgia-de-revascularizacao-miocardica-cabg\">Cirurgia de Revasculariza&ccedil;&atilde;o Mioc&aacute;rdica (CABG)<\/h3><p>Indicada em casos de:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Falha da PCI;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dissec&ccedil;&atilde;o extensa proximal;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Anatomia desfavor&aacute;vel para interven&ccedil;&atilde;o percut&acirc;nea.<\/li>\n<\/ul><p>Pode ser limitada pela fragilidade da parede arterial e pela possibilidade de competitividade de fluxo ap&oacute;s cicatriza&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea do vaso nativo.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-terapia-medicamentosa\">Terapia Medicamentosa<\/h3><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-anticoagulacao\">Anticoagula&ccedil;&atilde;o<\/h4><p>Deve ser suspensa ap&oacute;s confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, exceto se houver outra indica&ccedil;&atilde;o formal, devido ao risco de expans&atilde;o do hematoma intramural.<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-&beta;-bloqueadores\">&beta;-bloqueadores<\/h4><p>Recomendados para reduzir estresse parietal e risco de recorr&ecirc;ncia, al&eacute;m de auxiliar no controle da press&atilde;o arterial.<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-antiagregacao-plaquetaria\">Antiagrega&ccedil;&atilde;o plaquet&aacute;ria<\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Aspirina<\/strong> geralmente mantida;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dupla antiagrega&ccedil;&atilde;o pode ser considerada por per&iacute;odo limitado, especialmente ap&oacute;s implante de stent.<\/li>\n<\/ul><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-trombolise\">Tromb&oacute;lise<\/h4><p>Contraindicada, pois pode agravar a dissec&ccedil;&atilde;o e ampliar o hematoma.<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-ieca-ou-bra\">IECA ou BRA<\/h4><p>Indicados em casos de disfun&ccedil;&atilde;o ventricular significativa.<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-estatinas\">Estatinas<\/h4><p>Utilizadas apenas se houver dislipidemia ou outra indica&ccedil;&atilde;o formal, n&atilde;o sendo rotina na DEAC isolada.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-complicacoes-e-prognostico-nbsp\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Complicacoes-e-prognostico\"><\/span>Complica&ccedil;&otilde;es e progn&oacute;stico&nbsp;<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>Dissec&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea de art&eacute;ria coron&aacute;ria (DEAC)<\/strong> pode evoluir com eventos cardiovasculares graves na fase inicial. As principais complica&ccedil;&otilde;es incluem:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Infarto agudo do mioc&aacute;rdio;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Arritmias ventriculares malignas;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Choque cardiog&ecirc;nico;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Insufici&ecirc;ncia card&iacute;aca;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Extens&atilde;o da dissec&ccedil;&atilde;o;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Reinfarto precoce<\/strong>, especialmente na primeira semana;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Morte s&uacute;bita, rara.<\/li>\n<\/ul><p>A maioria dos eventos adversos ocorre nos primeiros dias, o que justifica <strong>monitoriza&ccedil;&atilde;o hospitalar por 3 a 5 dias<\/strong> para detec&ccedil;&atilde;o precoce de instabilidade.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-complicacoes-tardias\">Complica&ccedil;&otilde;es tardias<\/h3><p>No seguimento, podem ocorrer:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Recorr&ecirc;ncia de DEAC em outro territ&oacute;rio coronariano, com incid&ecirc;ncia cumulativa que pode chegar a 20%;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Dor tor&aacute;cica persistente ou recorrente, frequentemente sem evid&ecirc;ncia de isquemia ativa;<\/li>\n<\/ul><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Impacto psicol&oacute;gico significativo, incluindo ansiedade relacionada a sintomas recorrentes.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-prognostico\">Progn&oacute;stico<\/h3><p>O progn&oacute;stico tende a ser <strong>favor&aacute;vel em pacientes est&aacute;veis tratados de forma conservadora<\/strong>, com taxas de <strong>cicatriza&ccedil;&atilde;o angiogr&aacute;fica espont&acirc;nea superiores a 80%<\/strong> em semanas a meses.<\/p><p>Ap&oacute;s a fase aguda, o risco de eventos adversos maiores &eacute; relativamente baixo, embora a recorr&ecirc;ncia permane&ccedil;a uma preocupa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica relevante.&nbsp;<\/p><p><strong><em>Venha fazer parte da maior plataforma de Medicina do Brasil! 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N&atilde;o perca a oportunidade de elevar seus estudos, inscreva-se agora e comece a construir um caminho de excel&ecirc;ncia na medicina!<\/em><\/strong>&nbsp;<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-veja-tambem\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Veja-tambem\"><\/span>Veja tamb&eacute;m<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-infarto-renal-causas-diagnostico-e-mais\/\">Resumo de Infarto renal: causas, diagn&oacute;stico e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-infarto-pontino-etiologia-tratamento-e-mais\/\">Resumo de Infarto Pontino: etiologia, tratamento e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-craniofaringioma-conceito-tratamento-e-mais\/\">Resumo de Craniofaringioma: conceito, tratamento e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-hipopituitarismo-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Hipopituitarismo: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-nodulos-de-tireoide-avaliacao-manejo-e-mais\/\">Resumo de n&oacute;dulos de tireoide: avalia&ccedil;&atilde;o, manejo e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/ciclo-basico\/resumo-sobre-glucagon-onde-e-produzido-qual-sua-funcao-e-mais\/\">Resumo sobre Glucagon: onde &eacute; produzido, qual sua fun&ccedil;&atilde;o e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-hiperparatireoidismo-primario-definicao-etiologias-e-mais\/\">Resumo sobre Hiperparatireoidismo Prim&aacute;rio: defini&ccedil;&atilde;o, etiologias e mais<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/farmacos\/resumo-sobre-vasopressina-mecanismo-de-acao-indicacoes-e-mais\/\">Resumo sobre Vasopressina: mecanismo de a&ccedil;&atilde;o, uso cl&iacute;nico e mais!<\/a><\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-canal-do-youtube-nbsp\">Canal do YouTube&nbsp;<\/h3><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@EstrategiaMED\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">YouTube do Estrat&eacute;gia MED<\/a><\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-referencias-bibliograficas-nbsp\">Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas&nbsp;<\/h3><ol class=\"wp-block-list\">\n<li>KIM, E. S. H. <strong>Spontaneous coronary-artery dissection<\/strong>. <em>The New England Journal of Medicine<\/em>, v. 383, n. 24, p. 2358&ndash;2370, 2020.<\/li>\n<\/ol><ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li>HAYES, S. N.; TWEET, M. S.; ADLAM, D. et al. <strong>Spontaneous coronary artery dissection: JACC state-of-the-art review<\/strong>. <em>Journal of the American College of Cardiology<\/em>, v. 76, n. 8, p. 961&ndash;984, 2020.<\/li>\n<\/ol><ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li>EBSCO INFORMATION SERVICES. <strong>Spontaneous Coronary Artery Dissection<\/strong>. DynaMed. Ipswich, MA: EBSCO, 2022.&nbsp;<\/li>\n<\/ol><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ol&aacute;, querido doutor e doutora! 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