{"id":110238,"date":"2026-05-21T08:40:16","date_gmt":"2026-05-21T11:40:16","guid":{"rendered":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/?p=110238"},"modified":"2026-05-22T10:09:47","modified_gmt":"2026-05-22T13:09:47","slug":"resumo-de-otite-externa-maligna-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-otite-externa-maligna-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/","title":{"rendered":"Resumo de Otite externa maligna: defini\u00e7\u00e3o, manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e mais!"},"content":{"rendered":"<p>E a&iacute;, doc! Vamos explorar mais um tema essencial? Hoje o foco &eacute; a <strong>otite externa maligna<\/strong>, uma infec&ccedil;&atilde;o invasiva do conduto auditivo externo que pode se estender para a base do cr&acirc;nio, geralmente causada por <em>Pseudomonas aeruginosa<\/em> e mais frequente em pacientes idosos, diab&eacute;ticos ou imunossuprimidos.<p>O <strong>Estrat&eacute;gia MED<\/strong> est&aacute; aqui para descomplicar esse conceito e ajudar voc&ecirc; a aprofundar seus conhecimentos, promovendo uma pr&aacute;tica cl&iacute;nica cada vez mais eficaz e segura.<\/p><p>Vamos nessa!<\/p><div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_79_2 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-otite-externa-maligna-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Definicao-de-Otite-externa-maligna\" >Defini&ccedil;&atilde;o de Otite externa maligna<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-otite-externa-maligna-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Etiologia-da-Otite-externa-maligna\" >Etiologia da Otite externa maligna<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-otite-externa-maligna-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Fisiopatologia-da-Otite-externa-maligna\" >Fisiopatologia da Otite externa maligna<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-otite-externa-maligna-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Manifestacoes-clinicas-de-Otite-externa-maligna\" >Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas de Otite externa maligna<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-otite-externa-maligna-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Diagnostico-de-Otite-externa-maligna\" >Diagn&oacute;stico de Otite externa maligna<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-otite-externa-maligna-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Tratamento-da-otite-externa-maligna\" >Tratamento da otite externa maligna<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-otite-externa-maligna-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Veja-tambem\" >Veja tamb&eacute;m!<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-otite-externa-maligna-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Referencias\" >Refer&ecirc;ncias<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-definicao-de-otite-externa-maligna\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Definicao-de-Otite-externa-maligna\"><\/span>Defini&ccedil;&atilde;o de Otite externa maligna<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>otite externa maligna<\/strong>, tamb&eacute;m chamada de otite externa necrotizante, <strong>&eacute; uma infec&ccedil;&atilde;o grave, agressiva e potencialmente fatal <\/strong>que se inicia no conduto auditivo externo e pode se disseminar para a base do cr&acirc;nio e o osso temporal.&nbsp;<\/p><p>Geralmente &eacute; causada pela bact&eacute;ria <em>Pseudomonas aeruginosa<\/em> e acomete principalmente idosos e pacientes com diabetes mellitus. A doen&ccedil;a representa uma progress&atilde;o da otite externa comum, evoluindo de um processo inflamat&oacute;rio local para celulite, condrite e osteomielite do osso temporal.&nbsp;<\/p><p>Sua propaga&ccedil;&atilde;o pode atingir estruturas adjacentes, como a mastoide, articula&ccedil;&atilde;o temporomandibular, par&oacute;tida e base do cr&acirc;nio, podendo causar complica&ccedil;&otilde;es graves, incluindo neuropatias cranianas, meningite, abscessos cerebrais e trombose de seios venosos durais.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-etiologia-da-otite-externa-maligna\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Etiologia-da-Otite-externa-maligna\"><\/span>Etiologia da Otite externa maligna<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A otite externa maligna &eacute; causada principalmente pela bact&eacute;ria gram-negativa <em>Pseudomonas aeruginosa<\/em>, o <strong>agente etiol&oacute;gico mais frequente da doen&ccedil;a<\/strong>. Outros microrganismos tamb&eacute;m podem estar envolvidos, como <em>Proteus spp<\/em>, <em>Klebsiella spp<\/em>, <em>Staphylococcus aureus<\/em>, incluindo cepas MRSA, e <em>Staphylococcus epidermidis<\/em>. Infec&ccedil;&otilde;es f&uacute;ngicas por <em>Aspergillus spp<\/em> e <em>Candida spp<\/em> tamb&eacute;m podem ocorrer.<\/p><p>A doen&ccedil;a acomete principalmente <strong>idosos imunossuprimidos<\/strong>, especialmente pacientes com diabetes mellitus. O <strong>diabetes favorece a infec&ccedil;&atilde;o <\/strong>por causar vasculopatia de pequenos vasos, disfun&ccedil;&atilde;o imunol&oacute;gica e altera&ccedil;&otilde;es no cer&uacute;men do conduto auditivo externo, como aumento do pH e redu&ccedil;&atilde;o da lisozima, tornando o local mais suscet&iacute;vel &agrave; prolifera&ccedil;&atilde;o bacteriana. <strong>Pacientes com diabetes tipo 1 costumam apresentar evolu&ccedil;&atilde;o mais grave<\/strong>.<\/p><p>Outros <strong>fatores predisponentes<\/strong> incluem HIV, neoplasias e quimioterapia. Em pacientes com HIV, a doen&ccedil;a tende a surgir em idade mais jovem, com menor associa&ccedil;&atilde;o &agrave; <em>Pseudomonas <\/em>e maior frequ&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es f&uacute;ngicas, al&eacute;m de pior progn&oacute;stico.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fisiopatologia-da-otite-externa-maligna\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Fisiopatologia-da-Otite-externa-maligna\"><\/span>Fisiopatologia da Otite externa maligna<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A fisiopatologia da otite externa maligna <strong>inicia-se geralmente como uma otite externa simples<\/strong>, acometendo os tecidos moles do conduto auditivo externo. Posteriormente, a infec&ccedil;&atilde;o dissemina-se pelos planos fasciais e seios venosos, causando eros&atilde;o &oacute;ssea e extens&atilde;o para estruturas adjacentes.<\/p><p>A propaga&ccedil;&atilde;o ocorre principalmente pela jun&ccedil;&atilde;o osteocartilaginosa do conduto auditivo externo e pelas fissuras de Santorini, permitindo que a infec&ccedil;&atilde;o alcance a base do cr&acirc;nio, os forames estilomastoideo e jugular e o canal do hipoglosso, evoluindo para osteomielite do osso temporal.<\/p><p>O <strong>acometimento dessas regi&otilde;es pode gerar neuropatias cranianas<\/strong>, com manifesta&ccedil;&otilde;es como fraqueza facial, disfagia, rouquid&atilde;o e fraqueza da l&iacute;ngua e do ombro. Em casos mais avan&ccedil;ados, a dissemina&ccedil;&atilde;o medial pode atingir o seio cavernoso e comprometer os nervos trig&ecirc;meo e abducente, indicando pior progn&oacute;stico.<\/p><p>A dissemina&ccedil;&atilde;o pode ocorrer em diferentes dire&ccedil;&otilde;es:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Anterior<\/strong>: acometimento da par&oacute;tida, m&uacute;sculos da mastiga&ccedil;&atilde;o, articula&ccedil;&atilde;o temporomandibular e nervo facial.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Medial<\/strong>: extens&atilde;o para a gordura parafar&iacute;ngea, nasofaringe, nervos cranianos inferiores, clivo e &aacute;pice petroso.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Posterior<\/strong>: dissemina&ccedil;&atilde;o para o processo mastoide.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Intracraniana<\/strong>: envolvimento da dura-m&aacute;ter, seios venosos, veia jugular, art&eacute;ria car&oacute;tida interna e seio cavernoso, caracterizando doen&ccedil;a avan&ccedil;ada.<\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manifestacoes-clinicas-de-otite-externa-maligna\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Manifestacoes-clinicas-de-Otite-externa-maligna\"><\/span>Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas de Otite externa maligna<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A otite externa maligna geralmente inicia-se como uma otite externa aparentemente comum, por&eacute;m com evolu&ccedil;&atilde;o progressiva e refrat&aacute;ria ao tratamento habitual. O sintoma mais caracter&iacute;stico &eacute; a <strong>otalgia intensa, cont&iacute;nua e desproporcional ao exame f&iacute;sico<\/strong>, frequentemente pior &agrave; noite. Al&eacute;m disso, &eacute; comum a presen&ccedil;a de <strong>otorreia persistente<\/strong>, que n&atilde;o melhora com antimicrobianos t&oacute;picos convencionais.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-achados-otologicos\">Achados otol&oacute;gicos<\/h3><p>Ao exame f&iacute;sico, os pacientes costumam apresentar:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Pavilh&atilde;o auricular eritematoso, edemaciado e doloroso;<\/li>\n\n\n\n<li>Edema importante do conduto auditivo externo;<\/li>\n\n\n\n<li>Sensibilidade intensa &agrave; palpa&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o entre a mastoide e o ramo mandibular;<\/li>\n\n\n\n<li>Exsudato no conduto auditivo externo;<\/li>\n\n\n\n<li>Presen&ccedil;a de <strong>tecido de granula&ccedil;&atilde;o na jun&ccedil;&atilde;o &oacute;sseo-cartilaginosa do conduto auditivo externo<\/strong>, considerado um achado cl&aacute;ssico, especialmente nas infec&ccedil;&otilde;es por Pseudomonas aeruginosa.<\/li>\n<\/ul><p>Febre &eacute; incomum, e muitos pacientes n&atilde;o apresentam altera&ccedil;&otilde;es significativas dos sinais vitais.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-comprometimento-neurologico\">Comprometimento neurol&oacute;gico<\/h3><p>Com a progress&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o para a base do cr&acirc;nio, podem surgir neuropatias cranianas. O nervo facial &eacute; o mais frequentemente acometido devido &agrave; sua proximidade com o conduto auditivo externo &oacute;sseo. As manifesta&ccedil;&otilde;es podem incluir:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Paralisia facial perif&eacute;rica;<\/li>\n\n\n\n<li>Disfagia;<\/li>\n\n\n\n<li>Rouquid&atilde;o;<\/li>\n\n\n\n<li>Fraqueza do ombro;<\/li>\n\n\n\n<li>Fraqueza e desvio da l&iacute;ngua.<\/li>\n<\/ul><p>Em casos avan&ccedil;ados, pode haver acometimento dos nervos trig&ecirc;meo e abducente, situa&ccedil;&atilde;o associada a pior progn&oacute;stico e maior extens&atilde;o da doen&ccedil;a.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sinais-de-doenca-avancada\">Sinais de doen&ccedil;a avan&ccedil;ada<\/h3><p>A dissemina&ccedil;&atilde;o intracraniana pode causar:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Altera&ccedil;&otilde;es do estado mental;<\/li>\n\n\n\n<li>D&eacute;ficits neurol&oacute;gicos;<\/li>\n\n\n\n<li>Sinais de acometimento men&iacute;ngeo ou intracraniano.<\/li>\n<\/ul><p>Esses achados sugerem extens&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o para estruturas intracranianas e indicam doen&ccedil;a grave.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diagnostico-de-otite-externa-maligna\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Diagnostico-de-Otite-externa-maligna\"><\/span>Diagn&oacute;stico de Otite externa maligna<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>O diagn&oacute;stico da otite externa maligna &eacute; <strong>baseado na associa&ccedil;&atilde;o entre quadro cl&iacute;nico, exames laboratoriais, culturas microbiol&oacute;gicas e m&eacute;todos de imagem<\/strong>, sendo fundamental para confirmar a extens&atilde;o da doen&ccedil;a e monitorar a resposta terap&ecirc;utica.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-exames-laboratoriais\">Exames laboratoriais<\/h3><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Hemograma<\/strong>: o leucograma pode ser normal ou apresentar discreta leucocitose. Desvio &agrave; esquerda n&atilde;o &eacute; um achado frequente.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Marcadores inflamat&oacute;rios<\/strong>: a velocidade de hemossedimenta&ccedil;&atilde;o (VHS) e a prote&iacute;na C-reativa (PCR) geralmente encontram-se elevadas e s&atilde;o &uacute;teis para acompanhamento da resposta ao tratamento. Ap&oacute;s o in&iacute;cio da terapia adequada, o VHS costuma come&ccedil;ar a reduzir em cerca de duas semanas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Glicemia<\/strong>: pacientes diab&eacute;ticos devem realizar avalia&ccedil;&atilde;o glic&ecirc;mica rigorosa, pois a infec&ccedil;&atilde;o pode agravar o controle metab&oacute;lico. Em pacientes sem diagn&oacute;stico pr&eacute;vio de diabetes, recomenda-se investiga&ccedil;&atilde;o para diabetes mellitus ap&oacute;s o diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cultura e bi&oacute;psia<\/strong>: a coleta de secre&ccedil;&atilde;o do conduto auditivo externo deve ser realizada preferencialmente antes do in&iacute;cio da antibioticoterapia, permitindo identifica&ccedil;&atilde;o do agente etiol&oacute;gico e testes de sensibilidade antimicrobiana. A bi&oacute;psia do conduto auditivo externo tamb&eacute;m &eacute; importante, especialmente em casos recorrentes, tanto para direcionar o tratamento quanto para excluir diagn&oacute;sticos diferenciais, como neoplasias e colesteatoma.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-metodos-de-imagem\">M&eacute;todos de imagem<\/h3><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Tomografia computadorizada (TC)<\/strong>: a TC &eacute; &uacute;til para identificar eros&atilde;o &oacute;ssea e desmineraliza&ccedil;&atilde;o, principalmente no conduto auditivo externo e mastoide. Tamb&eacute;m pode demonstrar destrui&ccedil;&atilde;o cortical &oacute;ssea e apagamento dos planos gordurosos subtemporais.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Resson&acirc;ncia magn&eacute;tica (RM)<\/strong>: a RM apresenta melhor avalia&ccedil;&atilde;o da extens&atilde;o para tecidos moles, nervos cranianos e estruturas intracranianas. Al&eacute;m disso, detecta complica&ccedil;&otilde;es como trombose venosa e dissemina&ccedil;&atilde;o intracraniana.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cintilografia &oacute;ssea com tecn&eacute;cio-99m (Tc-99m)<\/strong>: &eacute; &uacute;til no diagn&oacute;stico inicial da osteomielite associada &agrave; doen&ccedil;a. Entretanto, possui baixa utilidade no seguimento terap&ecirc;utico, pois pode permanecer positiva mesmo ap&oacute;s resolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cintilografia com g&aacute;lio-67 (Ga-67)<\/strong>: permite melhor monitoramento da atividade inflamat&oacute;ria e da resposta ao tratamento, sendo frequentemente utilizada no acompanhamento da resolu&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cintilografia com &iacute;ndio-111 (In-111)<\/strong>: m&eacute;todo alternativo ao Ga-67 para avalia&ccedil;&atilde;o da atividade inflamat&oacute;ria e monitoramento da doen&ccedil;a.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>PET\/CT:<\/strong> o PET\/CT com fluorodesoxiglicose identifica tecidos metabolicamente ativos, podendo auxiliar tanto no diagn&oacute;stico quanto no acompanhamento da infec&ccedil;&atilde;o e na diferencia&ccedil;&atilde;o com neoplasias.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-criterios-diagnosticos\">Crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos<\/h3><p>O diagn&oacute;stico pode ser baseado nos crit&eacute;rios de Cohen e Friedman, que incluem crit&eacute;rios maiores e menores.<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-criterios-maiores\">Crit&eacute;rios maiores<\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Otalgia intensa;<\/li>\n\n\n\n<li>Edema;<\/li>\n\n\n\n<li>Exsudato;<\/li>\n\n\n\n<li>Tecido de granula&ccedil;&atilde;o no conduto auditivo externo;<\/li>\n\n\n\n<li>Microabscesso;<\/li>\n\n\n\n<li>Cintilografia &oacute;ssea positiva;<\/li>\n\n\n\n<li>Falha do tratamento local por mais de uma semana.<\/li>\n<\/ul><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-criterios-menores\">Crit&eacute;rios menores<\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Diabetes mellitus;<\/li>\n\n\n\n<li>Neuropatias cranianas;<\/li>\n\n\n\n<li>Altera&ccedil;&otilde;es radiol&oacute;gicas;<\/li>\n\n\n\n<li>Condi&ccedil;&atilde;o debilitante;<\/li>\n\n\n\n<li>Idade avan&ccedil;ada.<\/li>\n<\/ul><p>Para confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, todos os crit&eacute;rios maiores devem estar presentes.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tratamento-da-otite-externa-maligna\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Tratamento-da-otite-externa-maligna\"><\/span>Tratamento da otite externa maligna<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>O tratamento da otite externa maligna <strong>baseia-se principalmente no uso prolongado de antimicrobianos <\/strong>com atividade contra<em> Pseudomonas aeruginosa<\/em>, <strong>associado ao controle rigoroso das comorbidades<\/strong>, especialmente diabetes mellitus. A escolha terap&ecirc;utica depende da gravidade da doen&ccedil;a, da presen&ccedil;a de complica&ccedil;&otilde;es e do estado imunol&oacute;gico do paciente.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tratamento-ambulatorial\">Tratamento ambulatorial<\/h3><p>Pacientes imunocompetentes, com doen&ccedil;a inicial e sem sinais de acometimento &oacute;sseo ou neurol&oacute;gico, podem ser tratados ambulatorialmente com:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Ciprofloxacino oral<\/strong>, devido &agrave; excelente atividade antipseudomonas e boa absor&ccedil;&atilde;o oral.<\/li>\n<\/ul><p>Espera-se melhora cl&iacute;nica em 48 a 72 horas. A persist&ecirc;ncia dos sintomas ap&oacute;s esse per&iacute;odo sugere falha terap&ecirc;utica e necessidade de interna&ccedil;&atilde;o.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indicacoes-de-internacao-hospitalar\">Indica&ccedil;&otilde;es de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar<\/h3><p>A hospitaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; recomendada nos seguintes casos:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Diabetes mellitus descompensado;<\/li>\n\n\n\n<li>Imunossupress&atilde;o;<\/li>\n\n\n\n<li>Evid&ecirc;ncia de acometimento &oacute;sseo;<\/li>\n\n\n\n<li>Neuropatias cranianas;<\/li>\n\n\n\n<li>Extens&atilde;o al&eacute;m dos tecidos moles do ouvido externo;<\/li>\n\n\n\n<li>Falha pr&eacute;via do tratamento oral;<\/li>\n\n\n\n<li>Suspeita de resist&ecirc;ncia da Pseudomonas &agrave;s fluoroquinolonas.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-antibioticoterapia-intravenosa\">Antibioticoterapia intravenosa<\/h3><p>Pacientes graves geralmente necessitam de terapia combinada com:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Ciprofloxacino<\/strong><strong><br><\/strong>associado a<\/li>\n\n\n\n<li>Um beta-lact&acirc;mico antipseudomonas, como:\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>cefepime;<\/li>\n\n\n\n<li>ceftazidima;<\/li>\n\n\n\n<li>piperacilina-tazobactam.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul><p>Nos casos de resist&ecirc;ncia bacteriana, podem ser utilizados antibi&oacute;ticos como meropenem. Aminoglicos&iacute;deos s&atilde;o evitados devido ao risco de ototoxicidade.<\/p><p>Ap&oacute;s identifica&ccedil;&atilde;o do agente etiol&oacute;gico e do perfil de sensibilidade, o esquema antimicrobiano deve ser ajustado.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tratamento-conforme-o-agente-etiologico\">Tratamento conforme o agente etiol&oacute;gico<\/h3><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-infeccao-por-pseudomonas\">Infec&ccedil;&atilde;o por Pseudomonas<\/h4><p>Quando sens&iacute;vel, mant&eacute;m-se ciprofloxacino. Em casos resistentes, utilizam-se beta-lact&acirc;micos antipseudomonas conforme antibiograma.<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-outros-agentes-bacterianos\">Outros agentes bacterianos<\/h4><p>Podem ocorrer infec&ccedil;&otilde;es por <em>Proteus spp<\/em>, <em>Klebsiella spp <\/em>e <em>Staphylococcus aureus<\/em>, incluindo MRSA, sendo necess&aacute;rio direcionar o tratamento conforme cultura e sensibilidade.<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-infeccoes-fungicas\">Infec&ccedil;&otilde;es f&uacute;ngicas<\/h4><p>Infec&ccedil;&otilde;es por <em>Aspergillus spp<\/em> s&atilde;o raras, por&eacute;m graves, sendo tratadas principalmente com voriconazol prolongado. Alternativas incluem anfotericina B lipossomal, isavuconazol e posaconazol.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-avaliacao-da-resposta-terapeutica\">Avalia&ccedil;&atilde;o da resposta terap&ecirc;utica<\/h3><p>A <strong>resposta cl&iacute;nica deve ser reavaliada entre 48 e 72 horas ap&oacute;s o in&iacute;cio do tratamento<\/strong>. A melhora da dor costuma ser o primeiro sinal de resposta. VHS e PCR tamb&eacute;m auxiliam no monitoramento.<\/p><p>Na aus&ecirc;ncia de melhora cl&iacute;nica, deve-se:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>ampliar a cobertura antimicrobiana;<\/li>\n\n\n\n<li>investigar resist&ecirc;ncia bacteriana;<\/li>\n\n\n\n<li>considerar infec&ccedil;&atilde;o f&uacute;ngica;<\/li>\n\n\n\n<li>realizar bi&oacute;psia para excluir neoplasia.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-duracao-do-tratamento\">Dura&ccedil;&atilde;o do tratamento<\/h3><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Infec&ccedil;&otilde;es bacterianas: geralmente <strong>6 a 8 semanas<\/strong>;<\/li>\n\n\n\n<li>Infec&ccedil;&otilde;es f&uacute;ngicas: frequentemente <strong>mais de 12 semanas<\/strong>.<\/li>\n<\/ul><p>A dura&ccedil;&atilde;o depende da melhora cl&iacute;nica, normaliza&ccedil;&atilde;o dos marcadores inflamat&oacute;rios e resolu&ccedil;&atilde;o radiol&oacute;gica progressiva.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-terapias-adjuvantes\">Terapias adjuvantes<\/h3><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-desbridamento-cirurgico\">Desbridamento cir&uacute;rgico<\/h4><p>Tem papel limitado e geralmente &eacute; reservado para:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>obten&ccedil;&atilde;o de bi&oacute;psias profundas;<\/li>\n\n\n\n<li>infec&ccedil;&otilde;es f&uacute;ngicas;<\/li>\n\n\n\n<li>casos refrat&aacute;rios.<\/li>\n<\/ul><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-oxigenoterapia-hiperbarica\">Oxigenoterapia hiperb&aacute;rica<\/h4><p>Pode ser utilizada em casos selecionados, embora as evid&ecirc;ncias de benef&iacute;cio sejam limitadas.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-medidas-com-papel-limitado\">Medidas com papel limitado<\/h3><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Antibi&oacute;ticos t&oacute;picos n&atilde;o possuem papel importante no tratamento da doen&ccedil;a estabelecida.<\/li>\n\n\n\n<li>Excis&atilde;o cir&uacute;rgica extensa n&atilde;o &eacute; recomendada na pr&aacute;tica atual.<\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-veja-tambem\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Veja-tambem\"><\/span>Veja tamb&eacute;m!<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/outros\/resumo-sobre-neurite-vestibular-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Neurite vestibular: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-sindrome-de-eagle-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre S&iacute;ndrome de Eagle: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-disfuncao-da-tuba-de-eustaquio-definicao-etiologias-e-mais\/\">Resumo sobre Disfun&ccedil;&atilde;o da tuba de Eust&aacute;quio: defini&ccedil;&atilde;o, etiologias e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-otite-media-com-efusao-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Otite m&eacute;dia com efus&atilde;o: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-tontura-postural-perceptual-persistente-definicao-etiologias-e-mais\/\">Resumo sobre Tontura Postural-Perceptual Persistente: defini&ccedil;&atilde;o, etiologias e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/outros\/resumo-sobre-perfuracao-da-membrana-timpanica-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Perfura&ccedil;&atilde;o da membrana timp&acirc;nica: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-otite-media-com-efusao-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Otite m&eacute;dia com efus&atilde;o: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-referencias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Referencias\"><\/span>Refer&ecirc;ncias<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Hohman MH, Kelley C. Necrotizing (Malignant) Otitis Externa. [Updated 2023 Oct 29]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-. Available from: <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK556138\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK556138\/<\/a><\/p><p>Jennifer Rubin Grandis, MD. Necrotizing (malignant) external otitis. UpToDate, 2025. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"https:\/\/www.uptodate.com\/contents\/necrotizing-malignant-external-otitis?search=otite%20externa%20maligna&amp;source=search_result&amp;selectedTitle=1~13&amp;usage_type=default&amp;display_rank=1&amp;searchCorrelationId=0e116db9-4426-4c5c-b17b-3e9813bd165d&amp;searchCorrelationTerm=otite%20externa%20maligna#H6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">UpToDate<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"E a&iacute;, doc! Vamos explorar mais um tema essencial? 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