{"id":112316,"date":"2026-08-04T09:35:15","date_gmt":"2026-08-04T12:35:15","guid":{"rendered":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/?p=112316"},"modified":"2026-08-04T09:35:18","modified_gmt":"2026-08-04T12:35:18","slug":"resumo-sobre-farmacodermias-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-farmacodermias-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/","title":{"rendered":"Resumo sobre Farmacodermias: defini\u00e7\u00e3o, manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e mais!"},"content":{"rendered":"<p>E a&iacute;, doc! Vamos explorar mais um tema essencial? Hoje o foco &eacute; as <strong>Farmacodermias<\/strong>, rea&ccedil;&otilde;es adversas a medicamentos que se manifestam principalmente na pele e nas mucosas, com apresenta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas variadas, desde exantemas leves at&eacute; formas graves e potencialmente fatais, como a s&iacute;ndrome de Stevens-Johnson e a necr&oacute;lise epid&eacute;rmica t&oacute;xica.<p>O <strong>Estrat&eacute;gia MED<\/strong> est&aacute; aqui para descomplicar esse conceito e ajudar voc&ecirc; a aprofundar seus conhecimentos, promovendo uma pr&aacute;tica cl&iacute;nica cada vez mais eficaz e segura.<\/p><p>Vamos nessa!<\/p><div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_79_2 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-farmacodermias-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Definicao-de-Farmacodermias\" >Defini&ccedil;&atilde;o de Farmacodermias<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-farmacodermias-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Epidemiologia-das-Farmacodermias\" >Epidemiologia das Farmacodermias<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-farmacodermias-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Etiologia-das-Farmacodermias\" >Etiologia das Farmacodermias<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-farmacodermias-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Fisiopatologia-das-Farmacodermias\" >Fisiopatologia das Farmacodermias<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-farmacodermias-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Principais-tipos-de-farmacodermias\" >Principais tipos de farmacodermias<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-farmacodermias-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Tratamento-das-Farmacodermias\" >Tratamento das Farmacodermias<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-farmacodermias-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Veja-tambem\" >Veja tamb&eacute;m!<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-farmacodermias-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Referencias\" >Refer&ecirc;ncias<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-definicao-de-farmacodermias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Definicao-de-Farmacodermias\"><\/span>Defini&ccedil;&atilde;o de Farmacodermias<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Farmacodermias s&atilde;o rea&ccedil;&otilde;es adversas cut&acirc;neas desencadeadas pela administra&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica de medicamentos, caracterizadas pelo surgimento de manifesta&ccedil;&otilde;es na pele e, em alguns casos, em mucosas.&nbsp;<\/p><p>Essas rea&ccedil;&otilde;es apresentam grande diversidade cl&iacute;nica, variando desde erup&ccedil;&otilde;es eritematosas leves e autolimitadas at&eacute; formas graves e potencialmente fatais, como a necr&oacute;lise epid&eacute;rmica t&oacute;xica (s&iacute;ndrome de Lyell).&nbsp;<\/p><p>Por constitu&iacute;rem um grupo heterog&ecirc;neo de doen&ccedil;as, geralmente n&atilde;o apresentam caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas espec&iacute;ficas que permitam identificar imediatamente o medicamento respons&aacute;vel, tornando fundamental a investiga&ccedil;&atilde;o cuidadosa da rela&ccedil;&atilde;o temporal entre o uso do f&aacute;rmaco e o aparecimento das les&otilde;es, bem como a identifica&ccedil;&atilde;o do agente causador para orientar o tratamento e prevenir novas exposi&ccedil;&otilde;es.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-epidemiologia-das-farmacodermias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Epidemiologia-das-Farmacodermias\"><\/span>Epidemiologia das Farmacodermias<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>As farmacodermias representam um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica devido &agrave; sua elevada frequ&ecirc;ncia e ao potencial de causar morbidade e mortalidade. Estima-se que cerca de <strong>10% dos pacientes hospitalizados<\/strong> desenvolvam algum tipo de rea&ccedil;&atilde;o cut&acirc;nea relacionada ao uso de medicamentos, enquanto sua incid&ecirc;ncia varia entre <strong>1% e 3%<\/strong> entre indiv&iacute;duos que utilizam m&uacute;ltiplos f&aacute;rmacos.<\/p><p>Embora a maioria dos casos apresente evolu&ccedil;&atilde;o benigna e autolimitada, aproximadamente <strong>2% das farmacodermias<\/strong> correspondem a formas graves, com risco significativo de sequelas permanentes e &oacute;bito.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-etiologia-das-farmacodermias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Etiologia-das-Farmacodermias\"><\/span>Etiologia das Farmacodermias<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>As farmacodermias podem ser desencadeadas por praticamente qualquer medicamento de uso sist&ecirc;mico, embora algumas classes farmacol&oacute;gicas apresentem maior potencial para causar rea&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas.&nbsp;<\/p><p>Entre os principais agentes envolvidos destacam-se os antibi&oacute;ticos, anticonvulsivantes, antineopl&aacute;sicos, anti-inflamat&oacute;rios n&atilde;o esteroides (AINEs), alopurinol e meios de contraste radiol&oacute;gico. Os antibi&oacute;ticos e os f&aacute;rmacos antiepil&eacute;pticos est&atilde;o entre os medicamentos mais frequentemente associados a essas rea&ccedil;&otilde;es, apresentando complica&ccedil;&otilde;es t&oacute;xicas em aproximadamente 1% a 5% dos tratamentos.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-fisiopatologia-das-farmacodermias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Fisiopatologia-das-Farmacodermias\"><\/span>Fisiopatologia das Farmacodermias<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A fisiopatologia das farmacodermias &eacute; complexa e envolve diferentes mecanismos biol&oacute;gicos. De maneira geral, as rea&ccedil;&otilde;es adversas a medicamentos podem ser classificadas em <strong>n&atilde;o imunol&oacute;gicas<\/strong> e <strong>imunol&oacute;gicas<\/strong>.<\/p><p>As rea&ccedil;&otilde;es <strong>n&atilde;o imunol&oacute;gicas<\/strong> correspondem &agrave; maioria dos casos (75% a 80%) e decorrem de efeitos previs&iacute;veis relacionados &agrave;s propriedades farmacol&oacute;gicas do medicamento, como toxicidade dependente da dose, intera&ccedil;&otilde;es medicamentosas ou altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas.<\/p><p>J&aacute; as rea&ccedil;&otilde;es <strong>imunol&oacute;gicas <\/strong>representam aproximadamente 5% a 10% de todas as rea&ccedil;&otilde;es adversas medicamentosas e fazem parte do grupo das rea&ccedil;&otilde;es imprevis&iacute;veis. Elas s&atilde;o mediadas pelo sistema imunol&oacute;gico e podem ocorrer por mecanismos de hipersensibilidade imediata, geralmente mediada por anticorpos IgE, ou por mecanismos tardios mediados por linf&oacute;citos T. Essa diversidade de mecanismos explica a ampla variedade de apresenta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas observadas nas farmacodermias.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-principais-tipos-de-farmacodermias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Principais-tipos-de-farmacodermias\"><\/span>Principais tipos de farmacodermias<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>As farmacodermias apresentam manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas bastante variadas, desde erup&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas benignas e autolimitadas at&eacute; quadros graves, com comprometimento sist&ecirc;mico e risco de morte. O reconhecimento do padr&atilde;o cl&iacute;nico &eacute; essencial para o diagn&oacute;stico, suspens&atilde;o do medicamento causador e in&iacute;cio do tratamento adequado.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-exantema-medicamentoso-erupcao-exantematosa-ou-morbiliforme\">Exantema medicamentoso (erup&ccedil;&atilde;o exantematosa ou morbiliforme)<\/h3><p>O exantema medicamentoso &eacute; a forma mais frequente de farmacodermia, correspondendo a aproximadamente <strong>40% de todas as rea&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas induzidas por medicamentos<\/strong>. Geralmente surge entre <strong>1 dia e 3 semanas<\/strong> ap&oacute;s o in&iacute;cio do tratamento, embora possa ocorrer mais precocemente em pacientes previamente sensibilizados.<\/p><p>Clinicamente, caracteriza-se por m&aacute;culas e p&aacute;pulas eritematosas distribu&iacute;das de forma sim&eacute;trica, sem acometimento das mucosas, lembrando um exantema viral. As les&otilde;es costumam iniciar no tronco ou em &aacute;reas submetidas &agrave; press&atilde;o e, posteriormente, disseminam-se para os membros.<\/p><p>Os principais medicamentos associados incluem:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Antibi&oacute;ticos, especialmente betalact&acirc;micos e sulfonamidas;<\/li>\n\n\n\n<li>Anti-inflamat&oacute;rios n&atilde;o esteroides (AINEs);<\/li>\n\n\n\n<li>Anticonvulsivantes, como carbamazepina e hidanto&iacute;nas;<\/li>\n\n\n\n<li>Alopurinol.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-urticaria-medicamentosa-e-angioedema\">Urtic&aacute;ria medicamentosa e angioedema<\/h3><p>A urtic&aacute;ria induzida por medicamentos pode apresentar-se de duas formas principais: <strong>imediata<\/strong> ou <strong>tardia<\/strong>.<\/p><p>A urtic&aacute;ria imediata manifesta-se geralmente entre <strong>1 e 2 horas<\/strong> ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o do medicamento e representa uma rea&ccedil;&atilde;o potencialmente grave, pois pode evoluir para <strong>anafilaxia<\/strong>. Nesses casos, o f&aacute;rmaco deve ser imediatamente suspenso.<\/p><p>J&aacute; a urtic&aacute;ria tardia surge alguns dias ap&oacute;s o in&iacute;cio da medica&ccedil;&atilde;o e, em muitos casos, est&aacute; relacionada aos efeitos farmacol&oacute;gicos do medicamento, n&atilde;o constituindo necessariamente uma contraindica&ccedil;&atilde;o absoluta para sua continuidade, dependendo da avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.<\/p><p>O angioedema (edema de Quincke) pode ocorrer isoladamente ou associado &agrave; urtic&aacute;ria, acometendo principalmente face, l&aacute;bios, l&iacute;ngua e vias a&eacute;reas superiores.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-eritema-pigmentar-fixo-epf\">Eritema pigmentar fixo (EPF)<\/h3><p>O <strong>eritema pigmentar fixo<\/strong>, tamb&eacute;m conhecido como <strong>erup&ccedil;&atilde;o fixa por medicamento<\/strong>, caracteriza-se pelo aparecimento de uma ou mais les&otilde;es arredondadas ou ovais, de colora&ccedil;&atilde;o vermelho-acastanhada, geralmente entre <strong>24 horas e alguns dias<\/strong> ap&oacute;s a administra&ccedil;&atilde;o do medicamento.<\/p><p>Uma caracter&iacute;stica marcante dessa farmacodermia &eacute; o reaparecimento das les&otilde;es exatamente nos mesmos locais quando ocorre nova exposi&ccedil;&atilde;o ao f&aacute;rmaco respons&aacute;vel. Em alguns casos, as m&aacute;culas podem evoluir para placas associadas &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de ves&iacute;culas ou bolhas, deixando hiperpigmenta&ccedil;&atilde;o residual ap&oacute;s a resolu&ccedil;&atilde;o.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sindrome-de-stevens-johnson-ssj-e-necrolise-epidermica-toxica-net\">S&iacute;ndrome de Stevens-Johnson (SSJ) e Necr&oacute;lise Epid&eacute;rmica T&oacute;xica (NET)<\/h3><p>A <strong>s&iacute;ndrome de Stevens-Johnson (SSJ)<\/strong> e a <strong>necr&oacute;lise epid&eacute;rmica t&oacute;xica (NET)<\/strong> representam as formas mais graves das farmacodermias e constituem um espectro cont&iacute;nuo da mesma doen&ccedil;a.<\/p><p>A diferencia&ccedil;&atilde;o entre elas baseia-se na extens&atilde;o do descolamento epid&eacute;rmico:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>SSJ:<\/strong> comprometimento inferior a 10% da superf&iacute;cie corporal;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>S&iacute;ndrome de sobreposi&ccedil;&atilde;o SSJ\/NET:<\/strong> acometimento entre 10% e 30%;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>NET:<\/strong> comprometimento superior a 30% da superf&iacute;cie corporal.<\/li>\n<\/ul><p>As manifesta&ccedil;&otilde;es geralmente surgem cerca de <strong>1 a 3 semanas<\/strong> ap&oacute;s o in&iacute;cio do medicamento causador.<\/p><p>Inicialmente, observa-se um exantema macular eritematoso ou purp&uacute;rico que rapidamente evolui para necrose epid&eacute;rmica, forma&ccedil;&atilde;o de bolhas e extensas &aacute;reas de descolamento da pele. O acometimento costuma iniciar na face e disseminar-se simetricamente para o restante do corpo.<\/p><p>Dois achados cl&iacute;nicos s&atilde;o altamente sugestivos dessas condi&ccedil;&otilde;es:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Sinal de Nikolsky positivo<\/strong>, caracterizado pelo descolamento da epiderme mediante leve fric&ccedil;&atilde;o;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Eros&otilde;es dolorosas em duas ou mais mucosas<\/strong>, incluindo cavidade oral, conjuntivas, nariz, regi&atilde;o genital ou anal.<\/li>\n<\/ul><p>Os pacientes frequentemente apresentam febre alta, intensa dor cut&acirc;nea, desidrata&ccedil;&atilde;o, infec&ccedil;&atilde;o secund&aacute;ria e comprometimento respirat&oacute;rio. A NET apresenta elevada mortalidade, estimada em cerca de <strong>25%<\/strong>, exigindo tratamento hospitalar intensivo.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sindrome-dress\">S&iacute;ndrome DRESS<\/h3><p>A <strong>s&iacute;ndrome DRESS<\/strong> (<em>Drug Reaction with Eosinophilia and Systemic Symptoms<\/em>) &eacute; uma rea&ccedil;&atilde;o de hipersensibilidade grave caracterizada por acometimento cut&acirc;neo associado a manifesta&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas.<\/p><p>Os sintomas surgem geralmente entre <strong>2 e 6 semanas<\/strong> ap&oacute;s o in&iacute;cio do medicamento.<\/p><p>A manifesta&ccedil;&atilde;o cut&acirc;nea mais comum consiste em um exantema maculopapular pruriginoso ou eritrodermia febril. Aproximadamente <strong>30% dos pacientes<\/strong> apresentam edema facial importante.<\/p><p>O principal diferencial da s&iacute;ndrome DRESS &eacute; o comprometimento de &oacute;rg&atilde;os internos, podendo ocorrer:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Hepatite;<\/li>\n\n\n\n<li>Nefrite intersticial;<\/li>\n\n\n\n<li>Pneumonite;<\/li>\n\n\n\n<li>Miocardite;<\/li>\n\n\n\n<li>Pancreatite.<\/li>\n<\/ul><p>Tamb&eacute;m s&atilde;o frequentes linfadenomegalias generalizadas, eosinofilia e quadro semelhante &agrave; mononucleose infecciosa. Entretanto, a eosinofilia pode estar ausente nas fases iniciais da doen&ccedil;a.<\/p><p>Como as manifesta&ccedil;&otilde;es viscerais podem persistir por v&aacute;rias semanas ap&oacute;s o desaparecimento das les&otilde;es cut&acirc;neas, pacientes com DRESS necessitam de hospitaliza&ccedil;&atilde;o e acompanhamento prolongado.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pustulose-exantematica-generalizada-aguda-pega-agep\">Pustulose Exantem&aacute;tica Generalizada Aguda (PEGA\/AGEP)<\/h3><p>A <strong>pustulose exantem&aacute;tica generalizada aguda (PEGA)<\/strong>, conhecida internacionalmente como <strong>AGEP<\/strong>, caracteriza-se pelo surgimento abrupto de numerosas p&uacute;stulas est&eacute;reis sobre &aacute;reas extensas de eritema.<\/p><p>As les&otilde;es predominam nas grandes pregas corporais, como regi&otilde;es axilares e inguinais, podendo posteriormente evoluir para descama&ccedil;&atilde;o superficial. O acometimento de mucosas pode ocorrer, por&eacute;m costuma ser discreto.<\/p><p>Na maioria dos casos, a doen&ccedil;a inicia-se entre <strong>24 horas e 4 dias<\/strong> ap&oacute;s o uso do medicamento, sendo frequentemente desencadeada por:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Aminopenicilinas;<\/li>\n\n\n\n<li>Macrol&iacute;deos;<\/li>\n\n\n\n<li>Outros antibi&oacute;ticos.<\/li>\n<\/ul><p>Os principais sintomas s&atilde;o prurido, sensa&ccedil;&atilde;o de queimadura e febre. Embora a evolu&ccedil;&atilde;o geralmente seja favor&aacute;vel, com resolu&ccedil;&atilde;o em aproximadamente <strong>10 dias<\/strong> ap&oacute;s a suspens&atilde;o do medicamento, a PEGA apresenta potencial para evolu&ccedil;&atilde;o grave, com mortalidade estimada em cerca de <strong>5%<\/strong>.<\/p><p>O principal diagn&oacute;stico diferencial &eacute; a psor&iacute;ase pustulosa generalizada, cuja diferencia&ccedil;&atilde;o baseia-se na hist&oacute;ria cl&iacute;nica, evolu&ccedil;&atilde;o das les&otilde;es e achados histopatol&oacute;gicos.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tratamento-das-farmacodermias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Tratamento-das-Farmacodermias\"><\/span>Tratamento das Farmacodermias<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A principal medida no tratamento das farmacodermias &eacute; a <strong>suspens&atilde;o imediata do medicamento suspeito<\/strong>, sempre que poss&iacute;vel, considerando a rela&ccedil;&atilde;o entre os riscos e os benef&iacute;cios da interrup&ccedil;&atilde;o do tratamento. Quando necess&aacute;rio, o f&aacute;rmaco deve ser substitu&iacute;do por uma alternativa terap&ecirc;utica. Al&eacute;m disso, recomenda-se a notifica&ccedil;&atilde;o dos casos graves aos sistemas de farmacovigil&acirc;ncia.<\/p><p>Na maioria dos casos, o tratamento &eacute; sintom&aacute;tico e inclui o uso de <strong>corticosteroides t&oacute;picos<\/strong> e <strong>anti-histam&iacute;nicos orais<\/strong> para controle da inflama&ccedil;&atilde;o e do prurido. Os corticosteroides sist&ecirc;micos, como a prednisona (0,5&ndash;1 mg\/kg\/dia), s&atilde;o frequentemente utilizados na pr&aacute;tica cl&iacute;nica, embora sua efic&aacute;cia n&atilde;o esteja bem estabelecida para todas as farmacodermias.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-indicacoes-de-hospitalizacao\">Indica&ccedil;&otilde;es de hospitaliza&ccedil;&atilde;o<\/h3><p>A interna&ccedil;&atilde;o &eacute; indicada na presen&ccedil;a de sinais de gravidade, como:<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sinais-cutaneos\">Sinais cut&acirc;neos<\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Comprometimento de mais de 60% da superf&iacute;cie corporal;<\/li>\n\n\n\n<li>Eritema confluente;<\/li>\n\n\n\n<li>Edema facial;<\/li>\n\n\n\n<li>Dor cut&acirc;nea intensa;<\/li>\n\n\n\n<li>P&uacute;rpura palp&aacute;vel;<\/li>\n\n\n\n<li>Necrose, bolhas ou descolamento da epiderme;<\/li>\n\n\n\n<li>Sinal de Nikolsky positivo;<\/li>\n\n\n\n<li>Eros&otilde;es em mucosas;<\/li>\n\n\n\n<li>Urtic&aacute;ria extensa ou edema de l&iacute;ngua.<\/li>\n<\/ul><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sinais-sistemicos\">Sinais sist&ecirc;micos<\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Febre alta;<\/li>\n\n\n\n<li>Linfadenomegalia;<\/li>\n\n\n\n<li>Artralgia ou artrite;<\/li>\n\n\n\n<li>Dispneia;<\/li>\n\n\n\n<li>Hipotens&atilde;o.<\/li>\n<\/ul><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-alteracoes-laboratoriais\">Altera&ccedil;&otilde;es laboratoriais<\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Eosinofilia &gt;1.000 c&eacute;lulas\/mm&sup3;;<\/li>\n\n\n\n<li>Linf&oacute;citos at&iacute;picos;<\/li>\n\n\n\n<li>Altera&ccedil;&otilde;es das provas de fun&ccedil;&atilde;o hep&aacute;tica.<\/li>\n<\/ul><p>O reconhecimento precoce dos casos graves e a suspens&atilde;o imediata do medicamento respons&aacute;vel s&atilde;o fundamentais para reduzir a morbidade e a mortalidade associadas &agrave;s farmacodermias.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-veja-tambem\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Veja-tambem\"><\/span>Veja tamb&eacute;m!<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-da-sindrome-dress-causas-diagnostico-e-mais\/\">Resumo da S&iacute;ndrome DRESS: causas, diagn&oacute;stico e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-sindrome-de-stevens-johnson-conceito-diagnostico-e-mais\/\">Resumo de S&iacute;ndrome de Stevens Johnson: conceito, diagn&oacute;stico e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-erupcoes-purpuricas-definicao-tipos-e-mais\/\">Resumo sobre Erup&ccedil;&otilde;es purp&uacute;ricas: defini&ccedil;&atilde;o, tipos e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-radiodermatite-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Radiodermatite: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-eritema-multiforme-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Eritema Multiforme: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-dermatose-neutrofilica-febril-aguda-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Dermatose neutrof&iacute;lica febril aguda: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-hidradenite-supurativa-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre Hidradenite Supurativa: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-referencias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Referencias\"><\/span>Refer&ecirc;ncias<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Al Aboud DM, Nessel TA, Hafsi W. Cutaneous Adverse Drug Reaction. [Updated 2023 Apr 10]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2026 Jan-. Available from: <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK533000\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK533000\/<\/a><\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"E a&iacute;, doc! Vamos explorar mais um tema essencial? 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