{"id":86734,"date":"2025-05-12T12:34:21","date_gmt":"2025-05-12T15:34:21","guid":{"rendered":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/?p=86734"},"modified":"2025-06-13T17:41:40","modified_gmt":"2025-06-13T20:41:40","slug":"resumo-sobre-febre-q-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-febre-q-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/","title":{"rendered":"Resumo sobre Febre Q: defini\u00e7\u00e3o, manifesta\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas e mais!"},"content":{"rendered":"<p>E a&iacute;, doc! Vamos mergulhar em mais um tema relevante? Hoje o assunto &eacute; a <strong>Febre Q<\/strong>, uma zoonose causada pela <em>Coxiella burnetii<\/em>, que pode se manifestar de forma aguda com febre, cefaleia e pneumonia, ou evoluir para quadros cr&ocirc;nicos, como endocardite.<p>O <strong>Estrat&eacute;gia MED<\/strong> est&aacute; aqui para facilitar sua compreens&atilde;o sobre essa doen&ccedil;a infecciosa pouco comum, mas importante, refor&ccedil;ando uma atua&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica cada vez mais precisa e segura.<\/p><p>Vamos nessa?<\/p><div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_79_2 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-febre-q-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Definicao-de-Febre-Q\" >Defini&ccedil;&atilde;o de Febre Q<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-febre-q-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Transmissao-da-Febre-Q\" >Transmiss&atilde;o da Febre Q<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-febre-q-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Manifestacoes-clinicas-da-Febre-Q\" >Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da Febre Q<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-febre-q-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Diagnostico-de-Febre-Q\" >Diagn&oacute;stico de Febre Q<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-febre-q-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Tratamento-da-Febre-Q\" >Tratamento da Febre Q<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-6\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-febre-q-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#De-olho-na-prova\" >De olho na prova!<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-7\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-febre-q-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Veja-tambem\" >Veja tamb&eacute;m!<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-8\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-febre-q-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/#Referencias\" >Refer&ecirc;ncias&nbsp;<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-definicao-de-febre-q\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Definicao-de-Febre-Q\"><\/span>Defini&ccedil;&atilde;o de Febre Q<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A Febre Q &eacute; uma doen&ccedil;a zoon&oacute;tica causada pela bact&eacute;ria Coxiella burnetii, que infecta humanos e diversos animais, sendo especialmente relevante em ruminantes dom&eacute;sticos como ovinos e caprinos.&nbsp;<\/p><p>Nesses animais, pode causar abortos, natimortos e surtos reprodutivos que afetam grande parte do rebanho, embora muitos casos sejam assintom&aacute;ticos e dif&iacute;ceis de identificar. A soropositividade nem sempre indica excre&ccedil;&atilde;o da bact&eacute;ria, dificultando o controle.<\/p><p>Em humanos, a infec&ccedil;&atilde;o pode ser <strong>assintom&aacute;tica<\/strong>, causar sintomas gripais leves ou evoluir para <strong>pneumonia <\/strong>e problemas reprodutivos. Pessoas com doen&ccedil;as card&iacute;acas ou vasculares t&ecirc;m risco de desenvolver formas <strong>graves <\/strong>e <strong>cr&ocirc;nicas<\/strong>.&nbsp;<\/p><p>A <strong>transmiss&atilde;o <\/strong>ocorre principalmente por <strong>inala&ccedil;&atilde;o de aeross&oacute;is<\/strong> contaminados durante o parto de ruminantes infectados, e os microrganismos podem ser dispersos pelo vento, provocando surtos em popula&ccedil;&otilde;es sem contato direto com animais.&nbsp;<\/p><p>Um surto importante ocorreu na Holanda (2007&ndash;2010), com mais de 4.000 casos e medidas dr&aacute;sticas de controle, incluindo abate sanit&aacute;rio de ruminantes. Ainda h&aacute; aspectos da doen&ccedil;a que permanecem pouco compreendidos.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-transmissao-da-febre-q\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Transmissao-da-Febre-Q\"><\/span>Transmiss&atilde;o da Febre Q<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A febre Q &eacute; transmitida principalmente por inala&ccedil;&atilde;o de <strong>aeross&oacute;is <\/strong>contaminados com produtos de origem animal, como restos placent&aacute;rios, l&atilde; e fezes de animais infectados, sendo gado, cabras e ovelhas os principais reservat&oacute;rios.&nbsp;<\/p><p>A <strong>ingest&atilde;o de leite cru e seus derivados<\/strong> tamb&eacute;m representa risco de infec&ccedil;&atilde;o. Outras formas menos comuns de transmiss&atilde;o incluem contato direto com animais, transfus&atilde;o de sangue, transplantes, transmiss&atilde;o vertical, sexual e possivelmente nosocomial.<\/p><p>Apesar de rara, a transmiss&atilde;o por via digestiva n&atilde;o &eacute; desprez&iacute;vel. Casos isolados apontam para outras rotas, como a exposi&ccedil;&atilde;o em ambientes hospitalares e obst&eacute;tricos. H&aacute; uma vacina eficaz contra a febre Q, a Q-Vax, usada na Austr&aacute;lia desde 1989, recomendada especialmente para profissionais com exposi&ccedil;&atilde;o ocupacional, como veterin&aacute;rios. A vacina&ccedil;&atilde;o de rebanhos tamb&eacute;m &eacute; eficaz para reduzir a propaga&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e a contamina&ccedil;&atilde;o ambiental.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manifestacoes-clinicas-da-febre-q\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Manifestacoes-clinicas-da-Febre-Q\"><\/span>Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da Febre Q<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>As manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas da febre Q s&atilde;o bastante vari&aacute;veis e podem se apresentar de forma assintom&aacute;tica, aguda ou cr&ocirc;nica. A infec&ccedil;&atilde;o assintom&aacute;tica &eacute; comum, ocorrendo em 50% a 60% dos casos, mas quando os sintomas se manifestam, podem abranger desde um quadro gripal leve at&eacute; formas mais graves como pneumonia severa ou endocardite.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-doenca-aguda\">Doen&ccedil;a aguda<\/h3><p>Na forma aguda, os sintomas mais frequentes incluem <strong>febre<\/strong>, <strong>sudorese<\/strong>, <strong>tosse <\/strong>(&agrave;s vezes produtiva), <strong>mialgia <\/strong>e <strong>artralgia<\/strong>. <strong>Pneumonia <\/strong>e <strong>hepatite <\/strong>s&atilde;o achados comuns, sendo a pneumonia geralmente leve, embora possa evoluir para s&iacute;ndrome do desconforto respirat&oacute;rio agudo.&nbsp;<\/p><p>Hepatite leve, com aumento discreto das transaminases, e hepatomegalia ou esplenomegalia tamb&eacute;m s&atilde;o poss&iacute;veis. Casos raros de <strong>colecistite acalculosa<\/strong> foram descritos. O conjunto de <strong>febre<\/strong>, <strong>hepatite <\/strong>e <strong>pneumonia at&iacute;pica <\/strong>deve levantar suspeita cl&iacute;nica de febre Q.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-doenca-cronica\">Doen&ccedil;a cr&ocirc;nica<\/h3><p>A forma cr&ocirc;nica afeta principalmente pessoas com fatores de risco como gravidez, imunossupress&atilde;o, les&otilde;es valvulares card&iacute;acas ou anormalidades vasculares. A principal manifesta&ccedil;&atilde;o &eacute; a <strong>endocardite<\/strong>, que representa 60% a 70% dos casos cr&ocirc;nicos e cerca de 3% a 5% de todos os casos de endocardite.&nbsp;<\/p><p>A apresenta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica &eacute; at&iacute;pica, muitas vezes com culturas sangu&iacute;neas negativas, aus&ecirc;ncia de febre em at&eacute; 18% dos pacientes e vegeta&ccedil;&otilde;es pequenas e subendoteliais. A <strong>valvulopatia <\/strong>&eacute; um fator de risco significativo, mesmo altera&ccedil;&otilde;es menores aumentam o risco de progress&atilde;o da doen&ccedil;a.<\/p><p>Al&eacute;m da endocardite, <strong>infec&ccedil;&otilde;es vasculares<\/strong> (como aneurismas e pr&oacute;teses vasculares infectadas) s&atilde;o a segunda forma cr&ocirc;nica mais comum, com alta mortalidade (25%). Outras formas menos frequentes incluem <strong>osteomielite<\/strong>, <strong>hepatite granulomatosa<\/strong>, <strong>infec&ccedil;&otilde;es pulmonares cr&ocirc;nicas<\/strong> e, em alguns casos, <strong>s&iacute;ndrome da fadiga cr&ocirc;nica p&oacute;s-febre Q<\/strong>, especialmente descrita na Europa e Austr&aacute;lia.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-influencia-de-fatores-do-hospedeiro\">Influ&ecirc;ncia de fatores do hospedeiro<\/h3><p>Fatores como idade, sexo e condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas influenciam a apresenta&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. Indiv&iacute;duos com mais de 15 anos e do sexo masculino s&atilde;o mais propensos a apresentar sintomas. Homens representaram 77% dos casos nos EUA.&nbsp;<\/p><p>Em gestantes, a febre Q pode levar a complica&ccedil;&otilde;es como aborto espont&acirc;neo, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Pacientes imunossuprimidos est&atilde;o mais suscet&iacute;veis &agrave;s formas graves ou cr&ocirc;nicas.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diagnostico-de-febre-q\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Diagnostico-de-Febre-Q\"><\/span>Diagn&oacute;stico de Febre Q<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>O diagn&oacute;stico da febre Q &eacute; realizado principalmente por exames sorol&oacute;gicos, com destaque para a imunofluoresc&ecirc;ncia indireta, considerada o m&eacute;todo mais utilizado por sua alta sensibilidade e especificidade. Embora t&eacute;cnicas como a rea&ccedil;&atilde;o em cadeia da polimerase (PCR) sejam promissoras por detectarem precocemente o <em>Coxiella burnetii<\/em>, seu uso ainda &eacute; restrito a laborat&oacute;rios especializados e estudos de pesquisa.<\/p><p>O exame histopatol&oacute;gico pode mostrar granulomas em anel (&ldquo;doughnut granulomas&rdquo;), achado cl&aacute;ssico mas n&atilde;o espec&iacute;fico da doen&ccedil;a. A visualiza&ccedil;&atilde;o direta ou cultivo do microrganismo &eacute; dificultada pelo risco biol&oacute;gico, pois o <em>C. burnetii<\/em> &eacute; altamente infeccioso e exige conten&ccedil;&atilde;o de n&iacute;vel 3 de biosseguran&ccedil;a. Por isso, a maioria dos laborat&oacute;rios cl&iacute;nicos n&atilde;o realiza o cultivo da bact&eacute;ria.<\/p><p>A detec&ccedil;&atilde;o de anticorpos das fases I e II da bact&eacute;ria &eacute; o teste sorol&oacute;gico padr&atilde;o. Os anticorpos da fase II s&atilde;o indicativos de infec&ccedil;&atilde;o aguda, enquanto os da fase I, em t&iacute;tulos elevados, sugerem infec&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica. T&iacute;tulos de IgG &ge;200 e IgM &ge;50 contra a fase II indicam infec&ccedil;&atilde;o recente, enquanto um t&iacute;tulo de IgG &ge;800 contra a fase I aponta para doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, como a endocardite por febre Q. Esses valores podem variar entre os laborat&oacute;rios.<\/p><p>Os anticorpos da fase II geralmente aparecem at&eacute; a segunda semana da infec&ccedil;&atilde;o e, em 90% dos casos, est&atilde;o presentes at&eacute; a terceira semana. A aus&ecirc;ncia de anticorpos ap&oacute;s quatro semanas sugere outra etiologia. J&aacute; os t&iacute;tulos de IgG podem permanecer elevados por tempo prolongado, sendo indicativo de evolu&ccedil;&atilde;o para cronicidade caso a eleva&ccedil;&atilde;o persista.<\/p><p>Para o diagn&oacute;stico de endocardite por febre Q, al&eacute;m de crit&eacute;rios cl&iacute;nicos, &eacute; necess&aacute;ria a confirma&ccedil;&atilde;o sorol&oacute;gica ou por PCR. Um t&iacute;tulo de IgG da fase I &ge;800 &eacute; considerado um dos crit&eacute;rios maiores modificados de Duke. A PCR pode ser &uacute;til na fase inicial, especialmente quando os t&iacute;tulos de anticorpos ainda est&atilde;o baixos.<\/p><p>O seguimento sorol&oacute;gico ap&oacute;s o diagn&oacute;stico de febre Q aguda deve ser feito conforme protocolos cl&iacute;nicos, embora a maioria dos dados dispon&iacute;veis seja baseada em estudos com popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, principalmente mais idosas. Acompanhamentos alternativos devem ser realizados com orienta&ccedil;&atilde;o de um infectologista.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tratamento-da-febre-q\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Tratamento-da-Febre-Q\"><\/span>Tratamento da Febre Q<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p><strong>Na forma aguda<\/strong>, a infec&ccedil;&atilde;o por <em>Coxiella burnetii<\/em> pode se manifestar de forma assintom&aacute;tica em at&eacute; 60% dos casos, mas o tratamento &eacute; recomendado mesmo quando reconhecida tardiamente. O tratamento de escolha &eacute; a <em>doxiciclina<\/em> (100 mg, via oral, a cada 12 horas por 14 dias). A efic&aacute;cia &eacute; maior quando iniciado at&eacute; o terceiro dia de sintomas, mas ainda pode ser ben&eacute;fico at&eacute; uma semana ap&oacute;s o in&iacute;cio do quadro. Outras op&ccedil;&otilde;es como macrol&iacute;deos (ex.: claritromicina, roxitromicina) e fluoroquinolonas mostraram efic&aacute;cia in vitro, mas os dados cl&iacute;nicos s&atilde;o limitados. Em casos de contraindica&ccedil;&atilde;o &agrave; doxiciclina (como gravidez ou idade inferior a 8 anos), recomenda-se <em>cotrimoxazol<\/em>.<\/p><p><strong>Na forma cr&ocirc;nica<\/strong>, o quadro mais comum &eacute; a endocardite. O tratamento exige uma abordagem prolongada e combina <em>doxiciclina<\/em> (100 mg duas vezes ao dia) com <em>hidroxicloroquina<\/em> (200 mg tr&ecirc;s vezes ao dia), por pelo menos 18 meses. Essa combina&ccedil;&atilde;o demonstrou maior efic&aacute;cia e menor taxa de reca&iacute;das em compara&ccedil;&atilde;o com outras alternativas. Para pacientes que n&atilde;o toleram hidroxicloroquina, recomenda-se doxiciclina associada a fluoroquinolona por 3 a 4 anos. A associa&ccedil;&atilde;o com rifampicina &eacute; poss&iacute;vel, mas limitada por intera&ccedil;&otilde;es medicamentosas.<\/p><p>Acompanhamento sorol&oacute;gico &eacute; necess&aacute;rio, com dosagens trimestrais de anticorpos IgA e IgG at&eacute; titula&ccedil;&atilde;o inferior a 1:200. Ap&oacute;s o fim da terapia, deve-se continuar monitorando a sorologia para detectar reca&iacute;das. Pacientes em uso prolongado de hidroxicloroquina devem realizar avalia&ccedil;&otilde;es oftalmol&oacute;gicas anuais.<\/p><p><strong>Casos especiais<\/strong> incluem:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Gestantes<\/strong>: devido &agrave; contraindica&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias drogas, o tratamento indicado &eacute; o <em>cotrimoxazol<\/em> (320 mg de trimetoprim e 1600 mg de sulfametoxazol por dia, por pelo menos 5 semanas). Apesar de n&atilde;o ser curativo em todos os casos, reduz complica&ccedil;&otilde;es obst&eacute;tricas. A infec&ccedil;&atilde;o materna pode ser tratada definitivamente ap&oacute;s o parto.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Pacientes com valvulopatias<\/strong>: t&ecirc;m alto risco de evolu&ccedil;&atilde;o para endocardite e devem realizar ecocardiograma na fase aguda. Se houver valvulopatia, recomenda-se tratamento por 12 meses com doxiciclina e hidroxicloroquina, mesmo sem sinais de doen&ccedil;a cr&ocirc;nica.<br><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Complica&ccedil;&otilde;es endovasculares e osteoarticulares<\/strong>: requerem abordagem cir&uacute;rgica aliada a antibioticoterapia prolongada com as mesmas drogas utilizadas na endocardite.<\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-de-olho-na-prova\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"De-olho-na-prova\"><\/span>De olho na prova!<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>N&atilde;o pense que esse assunto fica de fora das provas de resid&ecirc;ncia, concursos p&uacute;blicos ou das avalia&ccedil;&otilde;es da gradua&ccedil;&atilde;o. Veja um exemplo abaixo:<\/p><p><em>RJ &ndash; Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro &ndash; UNIRIO (Hospital Universit&aacute;rio Gaffr&eacute;e e Guinle &ndash; HUGG) &ndash; 2021 &ndash; Resid&ecirc;ncia (Acesso Direto)<\/em><\/p><p>A febre Q &eacute; causada por qual agente etiol&oacute;gico?<\/p><p>A) Borrelia burgdorferi.<\/p><p>B) Rickettsia ricketsii.<\/p><p>C) Rhizopus arrhizus.<\/p><p>D) Coxiella burnetti.<\/p><p>E) Torulaspora delbrbrueckii.<\/p><p>Coment&aacute;rio da quest&atilde;o:<\/p><p>A) A alternativa A est&aacute; incorreta, pois a <em>Borrelia burgdorferi<\/em> causa a doen&ccedil;a de Lyme, tamb&eacute;m transmitida por carrapatos.<\/p><p>B) A alternativa B est&aacute; incorreta, pois a <em>Rickettsia ricketsii<\/em> &eacute; o agente causador da febre maculosa.<\/p><p>C) A alternativa C est&aacute; incorreta, pois o <em>Rhizopus arrhizus<\/em>, um fungo, pode causar a mucormicose.<\/p><p>D) A alternativa D est&aacute; <strong>correta<\/strong>, pois a febre Q &eacute; uma doen&ccedil;a altamente contagiosa causada pela <em>Coxiella burnetii<\/em>.<\/p><p>E) A alternativa E est&aacute; incorreta, pois a <em>Torulaspora delbrueckii<\/em> &eacute; uma levedura usada na produ&ccedil;&atilde;o de vinhos.<\/p><p>Para quem vive a Medicina na pr&aacute;tica, o Estrat&eacute;gia MED &eacute; parceiro ideal. 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In: MEURER, Igor Rosa et al. (Org.). T&oacute;picos em ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de: contribui&ccedil;&otilde;es, desafios e possibilidades. Volume I. Cap&iacute;tulo XXXII. [S.l.]: Amplla, 2024. DOI: 10.51859\/amplla.tcs2421-32.<\/p><p>DAMASCENO, Iangla Araujo de Melo; GUERRA, Ricardo Consigliero. Coxiella burnetii e a <strong>febre Q no Brasil: uma quest&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica<\/strong>. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva, Rio de Janeiro, v. 23, n. 12, p. 4261-4270, 2018. DOI: 10.1590\/1413-812320182312.27772016.<\/p><p><strong>SPICKLER, Anna Rovid.<\/strong> <em>Febre Q<\/em>. Traduzido e adaptado &agrave; situa&ccedil;&atilde;o do Brasil por MENDES, Ricardo Evandro; GRIS, Aline. Ames (IA): Center for Food Security and Public Health, Iowa State University, 2019. Dispon&iacute;vel em:<a href=\"https:\/\/www.cfsph.iastate.edu\/diseaseinfo\/factsheets-pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"> https:\/\/www.cfsph.iastate.edu\/diseaseinfo\/factsheets-pt\/<\/a>. Acesso em: 09 maio 2025<\/p><p>SANTOS, Ana Sofia; BACELLAR, F&aacute;tima; FRAN&Ccedil;A, Ana. <strong>Febre Q: revis&atilde;o de conceitos \/ Q fever: a revision of concepts<\/strong>. Revista Portuguesa de Cl&iacute;nica Geral, Lisboa, v. 14, n. 2, p. 90&ndash;99, abr.\/jun. 2007.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"E a&iacute;, doc! Vamos mergulhar em mais um tema relevante? 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