{"id":86750,"date":"2025-05-12T16:25:21","date_gmt":"2025-05-12T19:25:21","guid":{"rendered":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/?p=86750"},"modified":"2025-05-12T16:25:27","modified_gmt":"2025-05-12T19:25:27","slug":"resumo-sobre-neuroacantocitose-definicao-tipos-e-mais-parte-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-neuroacantocitose-definicao-tipos-e-mais-parte-1\/","title":{"rendered":"Resumo sobre Neuroacantocitose: defini\u00e7\u00e3o, tipos e mais! &#8211; Parte 1"},"content":{"rendered":"<p>E a&iacute;, doc! Bora mergulhar em mais um tema importante? Hoje o foco &eacute; a <strong>Neuroacantocitose<\/strong>, um grupo raro de doen&ccedil;as neurodegenerativas que se manifestam com altera&ccedil;&otilde;es neuromusculares e a presen&ccedil;a de acant&oacute;citos no sangue perif&eacute;rico.<p>O <strong>Estrat&eacute;gia MED<\/strong> est&aacute; aqui para tornar esse conte&uacute;do mais acess&iacute;vel e refor&ccedil;ar sua base te&oacute;rica, sempre pensando em uma atua&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica mais precisa e fundamentada.<\/p><p>Partiu revisar esse conceito?<\/p><div id=\"ez-toc-container\" class=\"ez-toc-v2_0_79_2 counter-hierarchy ez-toc-counter ez-toc-transparent ez-toc-container-direction\">\n<div class=\"ez-toc-title-container\"><p class=\"ez-toc-title\" style=\"cursor:inherit\">Navegue pelo conte\u00fado<\/p>\n<\/div><nav><ul class='ez-toc-list ez-toc-list-level-1 ' ><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-1\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-neuroacantocitose-definicao-tipos-e-mais-parte-1\/#Definicao-de-Neuroacantocitose\" >Defini&ccedil;&atilde;o de Neuroacantocitose<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-2\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-neuroacantocitose-definicao-tipos-e-mais-parte-1\/#Abetalipoproteinemia\" >Abetalipoproteinemia<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-3\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-neuroacantocitose-definicao-tipos-e-mais-parte-1\/#Corea-acantocitose\" >Corea-acantocitose<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-4\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-neuroacantocitose-definicao-tipos-e-mais-parte-1\/#Veja-tambem\" >Veja tamb&eacute;m!<\/a><\/li><li class='ez-toc-page-1 ez-toc-heading-level-2'><a class=\"ez-toc-link ez-toc-heading-5\" href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-neuroacantocitose-definicao-tipos-e-mais-parte-1\/#Referencias\" >Refer&ecirc;ncias!<\/a><\/li><\/ul><\/nav><\/div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-definicao-de-neuroacantocitose\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Definicao-de-Neuroacantocitose\"><\/span>Defini&ccedil;&atilde;o de Neuroacantocitose<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>neuroacantocitose <\/strong>&eacute; um grupo raro e heterog&ecirc;neo de doen&ccedil;as neurodegenerativas que compartilham tr&ecirc;s caracter&iacute;sticas principais: degenera&ccedil;&atilde;o progressiva do sistema nervoso central, manifesta&ccedil;&otilde;es neuromusculares (como distonias, coreia e fraqueza muscular) e presen&ccedil;a de acant&oacute;citos no esfrega&ccedil;o de sangue perif&eacute;rico.&nbsp;<\/p><p>Os <strong>acant&oacute;citos <\/strong>s&atilde;o hem&aacute;cias com proje&ccedil;&otilde;es espiculadas irregulares na membrana, cujo nome deriva do grego <em>akantha<\/em>, que significa espinho. Eles devem ser diferenciados dos equin&oacute;citos, que apresentam esp&iacute;culas mais finas, uniformes e numerosas, geralmente associados a doen&ccedil;as hep&aacute;ticas ou renais graves.<\/p><p>No contexto da neuroacantocitose, a quantidade de acant&oacute;citos no sangue n&atilde;o necessariamente reflete a gravidade dos sintomas neurol&oacute;gicos. As principais doen&ccedil;as compreendidas nesse grupo incluem a <strong>abetalipoproteinemia<\/strong>, a <strong>coreia-acantocitose<\/strong> e a <strong>s&iacute;ndrome de McLeod<\/strong>.&nbsp;<\/p><p>Al&eacute;m dessas, algumas outras condi&ccedil;&otilde;es, como a <strong>neurodegenera&ccedil;&atilde;o associada &agrave; quinase da pantotenato (PKAN)<\/strong> e a <strong>doen&ccedil;a semelhante &agrave; de Huntington tipo 2<\/strong> (HDL2), tamb&eacute;m podem apresentar acant&oacute;citos de forma vari&aacute;vel. Essas doen&ccedil;as possuem causas gen&eacute;ticas distintas, mas compartilham mecanismos comuns de disfun&ccedil;&atilde;o neurol&oacute;gica e altera&ccedil;&atilde;o na morfologia das hem&aacute;cias.<\/p><figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"578\" height=\"469\" src=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/f1bf2a2fea1e7ccfa7047bf4571f7c2b423ef5f8.jpg\" alt=\"Neuroacantocitose\" class=\"wp-image-86754\"><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fonte: Neuroacantocitose: relato de caso. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, S&atilde;o Paulo, v. 57, n. 2B, p. 456-459, jun. 1999.<\/figcaption><\/figure><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-abetalipoproteinemia\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Abetalipoproteinemia\"><\/span>Abetalipoproteinemia<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A abetalipoproteinemia, tamb&eacute;m conhecida como doen&ccedil;a de Bassen-Kornzweig, &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica autoss&ocirc;mica recessiva rara, causada por muta&ccedil;&otilde;es no gene MTTP (microsomal triglyceride transfer protein).&nbsp;<\/p><p>Esse gene codifica uma prote&iacute;na essencial para a forma&ccedil;&atilde;o e secre&ccedil;&atilde;o das lipoprote&iacute;nas que cont&ecirc;m apolipoprote&iacute;na B, como os quilom&iacute;crons, VLDL (lipoprote&iacute;na de densidade muito baixa) e LDL (lipoprote&iacute;na de baixa densidade). A aus&ecirc;ncia dessas lipoprote&iacute;nas compromete a absor&ccedil;&atilde;o e o transporte das vitaminas lipossol&uacute;veis, especialmente a vitamina E.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manifestacoes-neurologicas-e-fisiopatologia\">Manifesta&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas e fisiopatologia<\/h3><p>As altera&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas associadas &agrave; abetalipoproteinemia s&atilde;o principalmente resultado da defici&ecirc;ncia de vitamina E, que desempenha papel antioxidante crucial no sistema nervoso.&nbsp;<\/p><p>A defici&ecirc;ncia de vitamina A tamb&eacute;m contribui para a degenera&ccedil;&atilde;o retiniana. As altera&ccedil;&otilde;es neuropatol&oacute;gicas afetam principalmente os cord&otilde;es posteriores da medula espinhal e os tractos espinocerebelares, levando a sintomas neuromusculares progressivos.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quadro-clinico\">Quadro cl&iacute;nico<\/h3><p>A doen&ccedil;a costuma se manifestar na inf&acirc;ncia, com sintomas gastrointestinais como esteatorreia, distens&atilde;o abdominal e falha no crescimento. Com o tempo, surgem manifesta&ccedil;&otilde;es neurol&oacute;gicas, que incluem:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Ataxia progressiva (truncal e dos membros);<\/li>\n\n\n\n<li>Neuropatia sensitivo-motora com fraqueza, atrofia muscular distal e perda de reflexos;<\/li>\n\n\n\n<li>Altera&ccedil;&otilde;es visuais, como retinose pigmentar, redu&ccedil;&atilde;o da acuidade visual e altera&ccedil;&otilde;es de campo visual;<\/li>\n\n\n\n<li>Disartria;<\/li>\n\n\n\n<li>Perda da propriocep&ccedil;&atilde;o, podendo haver tamb&eacute;m redu&ccedil;&atilde;o da dor e temperatura;<\/li>\n\n\n\n<li>Os sintomas neurol&oacute;gicos s&atilde;o praticamente indistingu&iacute;veis daqueles observados em casos graves de defici&ecirc;ncia isolada de vitamina E.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-exames-laboratoriais-e-diagnostico\">Exames laboratoriais e diagn&oacute;stico<\/h3><p>Os principais achados laboratoriais incluem:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Colesterol e triglicer&iacute;deos extremamente baixos;<\/li>\n\n\n\n<li>Aus&ecirc;ncia de beta-lipoprote&iacute;nas na eletroforese de lipoprote&iacute;nas;<\/li>\n\n\n\n<li>Presen&ccedil;a de acant&oacute;citos em 50 a 90% das hem&aacute;cias no esfrega&ccedil;o de sangue perif&eacute;rico;<\/li>\n\n\n\n<li>Defici&ecirc;ncia grave de vitamina E (n&iacute;veis indetect&aacute;veis ou muito baixos);<\/li>\n\n\n\n<li>Estudo de condu&ccedil;&atilde;o nervosa mostra aus&ecirc;ncia ou redu&ccedil;&atilde;o dos potenciais sensitivos, com velocidades de condu&ccedil;&atilde;o geralmente normais.<\/li>\n<\/ul><p>O diagn&oacute;stico &eacute; confirmado pela combina&ccedil;&atilde;o dos achados cl&iacute;nicos, altera&ccedil;&otilde;es no perfil lip&iacute;dico e teste gen&eacute;tico identificando muta&ccedil;&otilde;es no gene MTTP.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diagnostico-diferencial\">Diagn&oacute;stico diferencial<\/h3><p>A abetalipoproteinemia pode ser confundida com outras condi&ccedil;&otilde;es neurodegenerativas, como ataxias espinocerebelares dominantes, doen&ccedil;a de Friedreich e ataxia com defici&ecirc;ncia de vitamina E (AVED). A presen&ccedil;a de acant&oacute;citos e o perfil lip&iacute;dico alterado ajudam na distin&ccedil;&atilde;o.<\/p><p>Outras condi&ccedil;&otilde;es semelhantes incluem:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Hipobetalipoproteinemia, causada por muta&ccedil;&otilde;es no gene da apolipoprote&iacute;na B;<\/li>\n\n\n\n<li>S&iacute;ndrome HARP, que inclui acantocitose, retinose pigmentar e degenera&ccedil;&atilde;o do globo p&aacute;lido, relacionada &agrave; muta&ccedil;&atilde;o no gene PANK2 (associado ao PKAN).<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tratamento\">Tratamento<\/h3><p>O tratamento da abetalipoproteinemia baseia-se na suplementa&ccedil;&atilde;o das vitaminas lipossol&uacute;veis, especialmente:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Vitamina E: 150 mg\/kg\/dia<\/li>\n\n\n\n<li>Vitamina A: 100 a 400 UI\/kg\/dia<\/li>\n\n\n\n<li>Vitamina K: 5 a 35 mg\/semana<\/li>\n\n\n\n<li>Vitamina D: 800 a 1200 UI\/dia<\/li>\n<\/ul><p>A administra&ccedil;&atilde;o adequada de vitamina E pode prevenir ou reverter parcialmente os sintomas neurol&oacute;gicos. O acompanhamento dos n&iacute;veis de vitamina E pode ser feito por meio de bi&oacute;psia de tecido adiposo.<\/p><p>Al&eacute;m disso, recomenda-se uma dieta com restri&ccedil;&atilde;o de gorduras, limitando a ingest&atilde;o lip&iacute;dica a no m&aacute;ximo 30% das calorias di&aacute;rias, o que ajuda a controlar os sintomas gastrointestinais, como a esteatorreia.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-corea-acantocitose\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Corea-acantocitose\"><\/span>Corea-acantocitose<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>A <strong>chorea-acantocitose<\/strong> &eacute; uma doen&ccedil;a neurol&oacute;gica rara, de padr&atilde;o autoss&ocirc;mico recessivo, causada por muta&ccedil;&otilde;es no gene <strong>VPS13A<\/strong> (anteriormente chamado de <em>CHAC<\/em>), que codifica a prote&iacute;na <strong>chorein<\/strong>, de fun&ccedil;&atilde;o ainda desconhecida. A doen&ccedil;a tamb&eacute;m &eacute; conhecida como:<\/p><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Doen&ccedil;a VPS13A;<\/li>\n\n\n\n<li>Choreoacantocitose;<\/li>\n\n\n\n<li>Cor&eacute;ia amiotr&oacute;fica familiar com acant&oacute;citos;<\/li>\n\n\n\n<li>S&iacute;ndrome de Levine-Critchley.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-epidemiologia\">Epidemiologia<\/h3><p>A condi&ccedil;&atilde;o &eacute; extremamente rara, com cerca de <strong>1000 casos<\/strong> descritos no mundo. H&aacute; <strong>aglomerados<\/strong> descritos no Jap&atilde;o e no Canad&aacute; franc&ecirc;s.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manifestacoes-clinicas\">Manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas<\/h3><p>O in&iacute;cio dos sintomas geralmente ocorre na <strong>idade adulta jovem<\/strong>, com m&eacute;dia de <strong>35 anos<\/strong>, podendo variar amplamente. Os sintomas principais incluem:<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-disturbios-do-movimento\">Dist&uacute;rbios do movimento<\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Coreia<\/strong> (movimentos involunt&aacute;rios) e\/ou <strong>parkinsonismo<\/strong> (bradicinesia, rigidez);<\/li>\n\n\n\n<li>Movimentos como arremessos de membros, eleva&ccedil;&otilde;es de ombros e empurr&otilde;es p&eacute;lvicos;<\/li>\n\n\n\n<li>Dist&uacute;rbios de marcha, reflexos posturais prejudicados e quedas frequentes;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Distonias orofaciais<\/strong> com protrus&atilde;o repetitiva da l&iacute;ngua (&ldquo;distonia alimentar&rdquo;);<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Mordidas na l&iacute;ngua e nos l&aacute;bios;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li>Tiques vocais em dois ter&ccedil;os dos pacientes (suspiros, grunhidos, estalidos).<\/li>\n<\/ul><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-sintomas-neuropsiquiatricos\">Sintomas neuropsiqui&aacute;tricos<\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>S&iacute;ndrome do lobo frontal<\/strong>: desinibi&ccedil;&atilde;o, impulsividade, obsess&otilde;es, autoabandono;<\/li>\n\n\n\n<li>Psicose, ansiedade, agressividade e comportamento suicida;<\/li>\n\n\n\n<li>D&eacute;ficits cognitivos, especialmente de mem&oacute;ria e fun&ccedil;&atilde;o executiva.<\/li>\n<\/ul><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-outros-sintomas\">Outros sintomas<\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Disartria<\/strong> (fala prejudicada), podendo levar &agrave; mutismo;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Epilepsia<\/strong>: crises t&ocirc;nico-cl&ocirc;nicas ou complexas parciais;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Neuropatia perif&eacute;rica<\/strong>: perda de reflexos e atrofia muscular distal;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Altera&ccedil;&otilde;es oculares<\/strong>: dificuldade sutil na eleva&ccedil;&atilde;o do olhar;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Cardiomiopatia<\/strong>: disfun&ccedil;&atilde;o ventricular em alguns casos.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-exames-complementares\">Exames complementares<\/h3><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Acan&oacute;citos<\/strong> em 5 a 50% dos eritr&oacute;citos circulantes, embora possam surgir tardiamente;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Eleva&ccedil;&atilde;o de CPK<\/strong> (300 a 3000 U\/L); eleva&ccedil;&atilde;o de AST, ALT e LDH em alguns casos;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Neuroimagem<\/strong>: atrofia da cabe&ccedil;a do n&uacute;cleo caudado, dilata&ccedil;&atilde;o dos ventr&iacute;culos laterais;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Estudos neurofisiol&oacute;gicos<\/strong>: neuropatia axonal sensitiva com baixa amplitude de SNAP;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Bi&oacute;psia muscular<\/strong> (quando realizada): altera&ccedil;&otilde;es neurog&ecirc;nicas com fibras anguladas.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diagnostico\">Diagn&oacute;stico<\/h3><p>O diagn&oacute;stico &eacute; baseado nos sinais cl&iacute;nicos t&iacute;picos, presen&ccedil;a de acant&oacute;citos e CK elevada, com testes lip&iacute;dicos normais. A confirma&ccedil;&atilde;o &eacute; feita pela identifica&ccedil;&atilde;o de muta&ccedil;&otilde;es bial&eacute;licas no gene VPS13A.<\/p><p>Deve-se tamb&eacute;m investigar o <strong>fen&oacute;tipo McLeod<\/strong>, especialmente em homens, pois a s&iacute;ndrome de McLeod pode ter quadro id&ecirc;ntico.<\/p><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-diagnostico-diferencial-0\">Diagn&oacute;stico Diferencial<\/h3><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>S&iacute;ndrome de McLeod<\/strong> (diferen&ccedil;a pelo grupo sangu&iacute;neo);<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Doen&ccedil;a de Huntington<\/strong> e <strong>HDL2<\/strong> (coreia, heran&ccedil;a autoss&ocirc;mica dominante);<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Doen&ccedil;a de Wilson<\/strong> (acometimento hep&aacute;tico e altera&ccedil;&otilde;es no metabolismo do cobre);<\/li>\n\n\n\n<li><strong>PKAN (neurodegenera&ccedil;&atilde;o associada &agrave; pantotenato quinase)<\/strong> &ndash; in&iacute;cio precoce e imagem de &ldquo;olho de tigre&rdquo; na resson&acirc;ncia.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tratamento-e-manejo\">Tratamento e Manejo<\/h3><p>N&atilde;o h&aacute; tratamento curativo. A abordagem &eacute; sintom&aacute;tica e <strong>multidisciplinar<\/strong>:<\/p><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-controle-dos-sintomas-motores\"><strong>Controle dos sintomas motores<\/strong><\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Fisioterapia e terapia ocupacional;<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Toxina botul&iacute;nica<\/strong> para distonias orofaciais;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Clozapina<\/strong> pode ajudar em casos selecionados;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Estimula&ccedil;&atilde;o cerebral profunda<\/strong> (globus pallidus interna ou t&aacute;lamo).<\/li>\n<\/ul><h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-outros-cuidados\">Outros cuidados<\/h4><ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Avalia&ccedil;&atilde;o fonoaudiol&oacute;gica frequente; gastrostomia pode ser necess&aacute;ria;<\/li>\n\n\n\n<li>Adapta&ccedil;&atilde;o de comunica&ccedil;&atilde;o com uso de tecnologias assistivas;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Controle de crises epil&eacute;pticas<\/strong> com anticonvulsivantes usuais;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Avalia&ccedil;&atilde;o card&iacute;aca inicial<\/strong> com ECG e ecocardiograma; encaminhamento se altera&ccedil;&otilde;es forem detectadas.<\/li>\n<\/ul><h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-aspectos-geneticos\">Aspectos Gen&eacute;ticos<\/h3><p>Como se trata de doen&ccedil;a <strong>autoss&ocirc;mica recessiva<\/strong>, irm&atilde;os t&ecirc;m <strong>25% de chance<\/strong> de tamb&eacute;m serem afetados. Filhos de pessoas afetadas n&atilde;o desenvolvem a doen&ccedil;a, mas podem ser portadores.<\/p><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-veja-tambem\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Veja-tambem\"><\/span>Veja tamb&eacute;m!<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-sobre-sindrome-da-pessoa-rigida-definicao-manifestacoes-clinicas-e-mais\/\">Resumo sobre S&iacute;ndrome da Pessoa R&iacute;gida: defini&ccedil;&atilde;o, manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-hidrocefalia-de-pressao-normal-diagnostico-tratamento-e-mais\/\">Resumo de hidrocefalia de press&atilde;o normal: diagn&oacute;stico, tratamento e mais!<\/a><\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-neuralgia-do-trigemeo-diagnostico-tratamento-e-mais\/\">Resumo de neuralgia do trig&ecirc;meo: diagn&oacute;stico, tratamento e mais!<\/a>&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/conteudos-gratis\/doencas\/resumo-de-hemorragia-subaracnoidea-espontanea-diagnostico-tratamento-e-mais\/\">Resumo de hemorragia subaracn&oacute;idea espont&acirc;nea: diagn&oacute;stico, tratamento e mais!<\/a>&nbsp;<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/med.estrategia.com\/portal\/outros\/resumo-de-neurofibromatose-tipo-1-diagnostico-tratamento-e-mais\/\">Resumo de neurofibromatose tipo 1: diagn&oacute;stico, tratamento e mais!<\/a>&nbsp;<\/li>\n<\/ul><h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-referencias\"><span class=\"ez-toc-section\" id=\"Referencias\"><\/span>Refer&ecirc;ncias!<span class=\"ez-toc-section-end\"><\/span><\/h2><p>Jeffrey Ralph, MD. <strong>Neuroacanthocytosis<\/strong>. UpToDate, 2024. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"https:\/\/www.uptodate.com\/contents\/neuroacanthocytosis\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">UpToDate<\/a><\/p><p>Feriante J, Gupta V. <strong>Neuroacantocitose<\/strong>. [Atualizado em 10 de julho de 2023]. Em: StatPearls [Internet]. Ilha do Tesouro (FL): StatPearls Publishing; jan. de 2025. Dispon&iacute;vel em: <a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK560767\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/books\/NBK560767\/<\/a><\/p><p>TROIANO, Andr&eacute; R.; TREVISOL-BITTENCOURT, Paulo C. <em>Neuroacantocitose: relato de caso<\/em>. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, S&atilde;o Paulo, v. 57, n. 2B, p. 456-459, jun. 1999. Dispon&iacute;vel em: <a class=\"\" href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0004-282X1999000300023\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/doi.org\/10.1590\/S0004-282X1999000300023<\/a>. Acesso em: 12 maio 2025.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"E a&iacute;, doc! Bora mergulhar em mais um tema importante? 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