Gestante de 37 semanas (calculada pela data da última menstruação), primigesta, 36 anos, apesar de assintomática, foi internada na enfermaria de gestação de alto risco por apresentar pressão arterial de 170/120 mmHg. Não fez pré-natal, mas refere que, antes da gestação, teve diagnóstico de hipertensão arterial, quando foi prescrita medicação hipotensora, que tomou irregularmente. Parou de usar a medicação na gestação, por receio de prejudicar o feto. Ao exame clínico na internação, a altura uterina era de 31cm, o colo impérvio, contrações uterinas ausentes, sem demais alterações. A avaliação laboratorial mostrou hemoglobina de 14,5 g/dL, contagem de leucócitos e plaquetas normais, pequena elevação das transaminases. As dosagens de bilirrubinas, ureia e creatinina eram normais; a análise de urina de 24 horas mostrou excreção de 2,4g de proteínas no período. A cardiotocografia era normal e a ultrassonografia mostrou o feto com peso no percentil 9 para 37 semanas, com líquido amniótico diminuído e estudo de dopplerfluxometria normal. Sobre esta gestante, podemos dizer que:
Questão
PR - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba - SMS
2022
Residência (Acesso Direto)
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4000175807
A
Tem apenas hipertensão arterial crônica, pois não apresenta a tríade clássica obrigatória para o diagnóstico de pré-eclâmpsia no momento da internação (hipertensão, edema e proteinúria e nem alteração laboratorial obrigatória, que é a plaquetopenia).
B
Não tem pré-eclâmpsia, pois já tinha diagnóstico prévio de hipertensão crônica, e a excreção aumentada de proteínas pode ocorrer fisiologicamente na gestação.
C
Podemos afastar a pré-eclâmpsia, pois não apresenta os sintomas típicos da doença, que são: epigastralgia, cefaleia, escotomas e turvamento de visão.
D
Apesar do acompanhamento inadequado, o diagnóstico provável é de pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão arterial crônica.