Homem, 72 anos, com história de doença de Parkinson há 6 anos, apresenta-se na consulta com bradicinesia, tremor de repouso à direita, desequilíbrio, quedas esporádicas e leve discinesia. Queixa-se da sensação como se houvesse alguém em pé atrás dele. Volta e meia se vira para olhar, mas não vê ninguém. Isso o tem perturbado, pois no começo se manifestava apenas à noite, mas agora também acontece durante o dia. Conta que enxerga vultos na visão periférica há cerca de 1 ano e vez ou outra também vê animais correndo pelo chão da cozinha. Lembra-se especificamente de um porco-espinho e uma borboleta, contudo reconhece que só pode ser “coisa da sua cabeça”, porque os dois não poderiam estar juntos. Faz uso de levodopa + benserazida 100+25 mg 5 vezes ao dia, entacapona 200 mg 5 vezes ao dia (concomitante à levodopa), pramipexol 1 mg 3 vezes ao dia e amantadina 100 mg 3 vezes ao dia.
Qual é a primeira conduta a ser considerada nesse caso?