Humberto, 82 anos de idade, acamado há 10 anos por demência vascular após episódio de AVC isquêmico extenso. E totalmente dependente para as atividades básicas da vida diária e não contactua com as pessoas há cerca de 1 ano. E cuidado pela filha. Há 2 anos apresenta disfagia para sólidos e há 6 meses para líquidos. Comparece a Emergência com história de queda do estado geral e recusa da alimentação via oral há 3 dias. No atendimento inicial, apresentava-se em mau estado geral, descorado ++/4+, desidratado +++/+4, com roncos de transmissão, FR 30 irpm, oximetria sem captura, com respiração ruidosa, extremidades frias e mal perfundidas, FC 130 bpm e PA 72 x 40 mmHg. A equipe da sala de emergência aborda a filha sobre a compreensão do quadro atual e ela entende que o pai está próximo ao final da vida e não deseja que ele sofra, mas está muito preocupada por ele não estar conseguindo comer.
Qual é a conduta com relação à alimentação nesta fase?