Lactente do sexo feminino, com 1 ano e 8 meses de idade, foi internada com queixa de febre persistente há mais de 10 dias, inapetência e prostração intensas, e vem recebendo hidratação
venosa e medicações sintomáticas. A lactente, nascida a termo, de parto vaginal, sem comorbidades conhecidas, sem internações ou cirurgias prévias, sem alergias a medicamentos, não encontra-se em uso de medicações contínuas. O seu calendário vacinal está atualizado. Na avaliação em leito de enfermaria observa-se criança febril, temperatura axilar = 38,7ºC, prostrada, chorosa, consolável. A mãe refere que a lactente mantém inapetência, desânimo, diurese preservada, evacuação habitual, mas refere ter observado aumento do volume abdominal.
Exame físico: lactente consciente, pouco cooperativa, sem meningismos, oroscopia sem alterações, otoscopia sem alterações, hemodinamicamente estável, taquicardia e taquipneia discretas, abdome globoso. Fígado palpável 8 cm abaixo do rebordo costal direito e baço palpável 6 cm abaixo do rebordo costal esquerdo.
Exames complementares: hemoglobina = 8,6 g/dL; leucócitos = 2.800/mm³; plaquetas = 150.000/mm³.
A hipótese diagnóstica levantada é de leishmaniose visceral.
Como é feito o diagnóstico definitivo e qual é o tratamento de primeira linha indicado para a paciente?