Lucia, 20 anos, vem para consulta na estratégia saúde da família da sua área apresentando corrimento de aspecto amarelo-esverdeado, bolhoso, com odor fétido e em moderada quantidade. Apresenta ainda período de disúria e dor durante o coito. Afirma possuir parceiro fixo há 2 anos, porém ocorreram episódios de traição por parte dela nos últimos 3 meses. A paciente solicita sigilo do profissional médico e o tratamento adequado. Perante este caso, o médico da família deve:
Questão
PR - Prefeitura Municipal de Cascavel - PMC
2019
Residência (Acesso Direto)
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4000057165
A
Suspeitar de vaginose bacteriana, iniciar tratamento com metronidazol tópico ou sistêmico e tranquilizar a paciente orientando que este tipo de infecção ocorre por um desequilíbrio da flora vaginal e, portanto, não se trata de uma infecção sexualmente transmissível.
B
Suspeitar de doença inflamatória pélvica, devendo-se iniciar tratamento com ciprofloxacino 500 mg por 7 dias e azitromicina 1 g dose única. Por se tratar de doença sexualmente transmissível, o parceiro deve ser também tratado, porém a decisão por chamá-lo deve partir da própria paciente.
C
Suspeitar de gonorreia, iniciando tratamento com 250 mg de ceftriaxona em dose única. Outra opção seria 1 grama de azitromicina em dose única. Como se trata de uma doença sexualmente transmissível, a paciente deve ser orientada a coletar exames para outras infecções transmissíveis como hepatite B, sífilis e HIV. O namorado deve ser notificado imediatamente pela equipe para também ser tratado e orientado a coletar os exames.
D
Suspeitar de tricomoníase, prescrever tratamento com metronidazol 500 mg 4 comprimidos em dose única, ofertar exames de rastreamento para outras infecções sexualmente transmissíveis e orientar a paciente quanto a necessidade do tratamento dos parceiros pelo risco de recontaminação.
E
Suspeitar de clamídia, iniciar tratamento com azitromicina 1 g dose única, orientar que por se tratar de infecção sexualmente transmissível é importante complementar a investigação com outras sorologias como HIV, sífilis, hepatite B e C. A paciente deve procurar os parceiros e avisá-los da necessidade de tratamento sob o risco de ser processada por exposição de outra pessoa a riscos.