Pacientes de 4 anos, proveniente de zona rural do interior do Mato Grosso, é internado com história de febre e emagrecimento há 3 meses. Há cerca de um mês foi internado para tratamento de pneumonia por 10 dias, recebendo antibióticos e duas transfusões de concentrado de hemácias. Após a alta, ainda mantinha febre diária e emagrecimento e a mãe percebeu aumento do volume abdominal, palidez, apatia e perda do apetite. Ao exame físico, a criança apresenta panículo adiposo escasso, palidez cutâneo-mucosa de 3+/4+, petéquias na face e membros inferiores, discreta adenomegalia inguinal. Abdome volumoso, sem ascite, com fígado palpável a 6 cm da Reborda Costal Direita (RCD) e o baço a 8 cm da RCE. Sobre o caso acima, marque V para as afirmativas Verdadeiras e F para as Falsas.

( ) O paciente apresenta quadro clínico e laboratorial compatível com o diagnóstico de linfoma, leishmaniose visceral e paracoccidioidomicose sistêmica.
( ) A hipótese de paracoccidioidomicose é improvável pela ausência de lesões mucosas e pulmonares em forma de borboleta.
( ) O diagnóstico mais provável é o de linfoma, pois tanto a leishmaniose visceral como a paracoccidioidomicose são doenças raras na infância.
( ) O mielograma com pesquisa de fungos e parasitas é o exame indicado para fazer o diagnóstico diferencial.
( ) Resultado positivo da sorologia para leishmaniose visceral (Leishmania sp) em qualquer título confirma o diagnóstico.
( ) Caso no mielograma sejam encontradas formas amastigotas de Leishmania sp, essa criança tem leishmaniose visceral
