Vítima de atropelamento por auto, um paciente de 24 anos é atendido no prontosocorro, com os seguintes achados na avaliação primária:
A: via aérea pérvia;
B: frequência respiratória: 20 irpm, murmúrio vesicular presente bilateralmente, saturação de oxigênio: 96%;
C: Pulso: 120 bpm, PA: 60 × 40 mmHg, enchimento capilar: 5 segundos, FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma): negativo; pelve instável; toque retal: sem alterações; sondagem vesical: sem hematúria;
D: Glasgow: 14, pupilas isofotorreagentes, sem déficits motores ou sensitivos;
E: ferimento lacerante extenso de todo o períneo, com perda de pele, comprometendo a região perianal e o escroto, com sangramento difuso, “em babação”.
Foi feito o tamponamento extraperitoneal de pelve com compressas e o paciente recebeu vacinação antitetânica e antibioticoterapia. Conduta frente à lesão perineal, além da hemostasia e do desbridamento dos tecidos desvitalizados: