Uma gestante com 28 semanas de gravidez deu entrada na emergência obstétrica apresentando convulsões. O diagnóstico foi eclampsia e, após 8 horas de tentativas de estabilização clínica, foi indicada a interrupção da gestação como uma das medidas para interromper a gravidade do quadro. O RN prematuro não respirava e encontrava-se em hipotonia generalizada. Na sala de parto, o RN recebeu as manobras de reanimação para a sua condição de prematuridade extrema e em seguida foi encaminhado para a unidade de terapia intensiva neonatal, onde foi colocado em suporte respiratório não invasivo com CPAP nasal e oxigênio e FiO2 progressiva até 100%. Mesmo com todas essas medidas, ao final da primeira hora de vida, não houve qualquer melhora do quadro respiratório. A radiografia de tórax mostrou infiltrado reticulogranular difuso até periferia pulmonar sem discriminação da silhueta cardíaca. A gasometria arterial mostrou pH 7,28; paO2 45 mmHg; paCO2 65 mmHg; e BE −10.
Considerando esse caso clínico, julgue o próximo item.
Administração de corticosteroide a essa parturiente na sua admissão na emergência reduziria significativamente a morbimortalidade desse RN.