Uma mulher de 63 anos de idade relata dispneia e palpitações há cerca de dois meses. Há uma semana notou, também, edema de MMII, que é mais importante no final do dia. Ela relata que nos últimos dias não consegue subir um lance de escadas sem se cansar e tem dormido com dois ou três travesseiros. Queixa-se também de dor em hipocôndrio direito. Ela é tabagista (5-10 cigarros ao dia, há 20 anos), hipertensa, diabética e dislipidêmica, e faz uso irregular de enalapril, 20 mg ao dia, metformina, 1.000 mg ao dia e sinvastatina, 20 mg ao dia. Não há em seu relato história de dor torácica, angina ou infarto. Ao exame, paciente orientada, hipocorada +/4+, hidratada, anictérica e acianótica, IMC: 31, Ictus cordis cerca de 3 cm, localizado na linha hemiclavicular esquerda, no sexto espaço intercostal. Bulhas arrítmicas. MMII com edema 2+/4+. FC: 90 bpm. PA: 160x100 mmHg, MSD sentada. Tórax com expansibilidade simétrica, frêmito tóraco-vocal normal. Som claro pulmonar à percussão. MVF, com discretos sibilos audíveis em ambos hemitórax e crepitações em bases pulmonares. FR: 20 irpm, sem esforço respiratório. Abdome livre, com fígado palpável a 2 cm do rebordo costal direito, borda romba, doloroso. Não foi observada ascite.

Foram solicitados ECG e RX de tórax, representados a seguir.

Sobre a o tratamento da arritmia apresentada pela paciente, analise as seguintes afirmativas.
I. Não há recomendação de uso de anticoagulante para essa paciente,
PORQUE
II. o ritmo cardíaco observado ao ECG não implica em risco aumentado de eventos cardioembólicos.
Sobre a paciente em questão, pode-se afirmar: