Uma paciente de vinte e cinco anos de idade procurou atendimento no ambulatório de clínica médica com relato de dispneia aos esforços, que evoluiu nas últimas quatro semanas para ortopneia e episódios de dispneia paroxística noturna. Informou também, nesses últimos dias, a presença de edema de membros inferiores, mais acentuado no período vespertino. O exame físico mostrou: pressão arterial de 115 mmHg x 70 mmHg, frequência cardíaca de 80 bpm, pré-córdio calmo, ritmo cardíaco regular em dois tempos, primeira bulha hiperfonética em foco mitral e segunda bulha hiperfonética em foco pulmonar, presença de estalido de abertura, de sopro diastólico suave (grau 2 de Levine) e de reforço pré-sistólico mais bem audíveis em foco mitral e presença de sopro sistólico (grau 2 Levine) mais bem audível em foco tricúspide, sem irradiações e intensificado com a manobra de Rivero-Carvallo. Havia discretos estertores inspiratórios em terços inferiores de ambos hemitórax. Abdome livre e sem visceromegalias. Edema de membros inferiores, com sinal de Godet positivo, +1/+4. O eletrocardiograma mostrou ritmo sinusal, eixo elétrico médio do QRS (SÂQRS) discretamente desviado para a direita e sinais de sobrecarga atrial esquerda. A radiografia de tórax mostrou área cardíaca normal, sinais de dilatação do átrio esquerdo, de congestão venocapilar pulmonar e de ingurgitamento venoso crônico. Com base nessas informações clínicas e nos exames complementares apresentados, julgue o item seguinte.
O achado estetoacústico descrito no foco tricúspide, bem como sua modificação com a manobra semiológica de Rivero- Carvallo, são indícios da presença de insuficiência tricúspide.