Um paciente vítima de acidente automobilístico (colisão de veículos) chegou ao serviço de emergência trazido pelo SAMU. Apresentava-se hipocorado ++/4+, hipotenso (PA: 80 mmHg × 50 mmHg), taquicárdico (110 bpm), com saturação de O2 de 91% e com escala de coma de Glasgow: 14. O exame físico mostrou crepitação no hemitórax direito ao nível do 8.º, 9.º e 10.º arcos costais, equimose no epigástrio, dor a palpação do abdômen e bacia estável. Após ressuscitação volêmica, estabilizaram-se os níveis pressóricos, o que permitiu a realização de rotina radiológica. Raios X de tórax mostrou fratura do 8.º, do 9.º e do 10.º arco costal, sem hemopneumotórax. A ultrassonografia abdominal na sala de emergência mostrou líquido livre na cavidade, laceração do fígado e hematoma subcapsular esplênico. Foi indicada laparotomia exploradora. Na exploração da cavidade peritoneal, foram identificados cerca de 1,5 L de sangue livre na cavidade peritoneal, hematoma subcapsular extenso acometendo 1/3 inferior do baço, laceração de 5 cm de comprimento e 4 cm de profundidade no segmento VI do fígado com sangramento ativo, lesão do corpo do pâncreas atingindo o ducto pancreático principal, laceração do cólon transverso com extravasamento de fezes para a cavidade peritoneal.
Em relação à abordagem cirúrgica a ser realizada no paciente do caso clínico precedente, julgue o item subsequente.
A técnica de hepatorrafia com pontos profundos separados (hepatorrafia) mostra-se superior à hepatorrafia com digitoclasia, apresentando menor risco de evoluir com formação de hematoma intra-hepático, de áreas necróticas e de abscesso hepático no pós-operatório.