Hipotireoidismo: o que é, sintomas e muito mais!

Hipotireoidismo: o que é, sintomas e muito mais!

Quer descobrir tudo sobre o hipotireoidismo? O Estratégia MED separou para você as principais informações sobre o assunto. Acompanhe este texto e descubra!

O que é hipotireoidismo?

O hipotireoidismo é a produção insuficiente dos hormônios tireoidianos e é a alteração endócrina mais comum na população. Pode ser congênito – isto é, existe desde o nascimento – ou adquirido

Além disso, pode ser classificado em primário, pois ocorre devido à doença da própria tireoide, em secundário, caso o órgão afetado seja a hipófise, ou em terciário, caso a estrutura disfuncional seja o hipotálamo. Também pode ocorrer por defeitos na ação dos hormônios tireoidianos, contudo, é uma causa extremamente rara.

Na população, a prevalência é maior em mulheres do que em homens e a incidência aumenta conforme a idade, principalmente após os 50 anos. 

Quais são as principais causas de hipotireoidismo?

Quais são as principais causas de hipotireoidismo?

As causas de hipotireoidismo podem ser diversas, entretanto, nesse texto serão abordadas as mais recorrentes em nosso meio.

Hipotireoidismo congênito

É o distúrbio endócrino congênito mais comum e é uma das doenças rastreadas pelo Teste do Pezinho. Pode causar retardo mental, porém tal consequência é evitável, caso haja diagnóstico precoce da condição. A principal causa é o defeito de desenvolvimento da tireoide durante a gestação, que pode levar a sua ausência – agenesia -, ao seu subdesenvolvimento – hipoplasia – ou localização fora do leito tireoidiano – ectopia.

Quando não há defeito na formação da tireoide, o hipotireoidismo congênito é causado por erros inatos na síntese dos hormônios tireoidianos. Os pacientes com essa forma da doença podem apresentar glândula de tamanho normal ou aumentado. 

Muito raramente, o hipotireoidismo congênito tem causa central, devido a distúrbios do hipotálamo ou hipófise, que causam redução do hormônio liberador de tireotrofina (TRH) ou do hormônio tireoestimulante (TSH).

Tireoidite autoimune

É a causa mais comum de hipotireoidismo adquirido em adultos e é conhecida como doença ou tireoidite de Hashimoto. Tem prevalência maior em mulheres e sua incidência aumenta na meia-idade.

A causa da tireoidite autoimune não é completamente conhecida, porém é possível encontrar anticorpos antiperoxidase (antiTPO) e anticorpos antitireoglobulina (antiTG) na maioria dos pacientes acometidos. 

Hipotireoidismo central

Aqui se encontram as doenças que interferem na produção de TRH pelo hipotálamo, na sua condução pela haste hipofisária ou na síntese de TSH pela hipófise.

As causas mais comuns dessas deficiências são adenomas hipofisários, tumores que invadem o hipotálamo,  haste hipofisária na região suprasselar, sarcoidose e hemocromatose.

Quais os sintomas de hipotireoidismo?

No hipotireoidismo evidente, os principais sintomas são fadiga, fraqueza, intolerância ao frio, ganho de peso, disfunção cognitiva, retardo mental em recém-nascidos, crescimento retardado em crianças e adolescentes, pele seca, depressão, mialgia e hipermenorragia.

Os principais sinais encontrados em pacientes com hipotireoidismo são movimentos e fala lentificados, reflexos tendinosos retardados, bradicardia, mixedema, edema periorbitário e macroglossia.

Entretanto, quando o hipotireoidismo é subclínico, isto é, os níveis de hormônios tireoidianos estão normais, porém são associados a dosagem de TSH elevada, o paciente é assintomático, de maneira que, geralmente, trata-se de achado incidental em exames de rotina.

Qual a diferença de hipotireoidismo e hipertireoidismo?

O hipotireoidismo decorre da produção insuficiente de hormônios tireoidianos, ao passo que o hipertireoidismo ocorre devido à produção excessiva de tais hormônios, o que leva a apresentações clínicas diversas e, muitas vezes, antagônicas.

Diagnóstico

O diagnóstico se inicia com a anamnese e exame físico compatíveis com os sinais e sintomas característicos do hipotireoidismo. Na palpação da tireoide, esta pode se apresentar impalpável, com tamanho normal ou aumentada de forma difusa.

Laboratorialmente, o principal exame para identificar a função reduzida da tireoide é a dosagem do TSH, visto que concentrações elevadas desse hormônio estão presentes nos pacientes com hipotireoidismo primário, que é a forma mais prevalente, pois é 1000 vezes mais comum que a secundária ou terciária. Confirmada a elevação do TSH, deve ser solicitada a dosagem de T4 livre, que possibilitará definir o grau da disfunção tireoidiana.

Nas causas centrais, o TSH pode estar baixo, normal ou discretamente aumentado. Deve-se suspeitar de hipotireoidismo central caso o paciente apresente, além das manifestações de tal doença, achados clínicos de lesão selar, outras insuficiências hipofisárias, antecedentes de trauma craniano ou história de doenças de depósito, como sarcoidose e hemocromatose. Nesses casos, o achado de T4 livre reduzido deve ser complementado com exames laboratoriais e de imagem direcionados à causa mais provável do hipotireoidismo central.

Tratamento

Nas causas de hipotireoidismo primário, o principal objetivo é restabelecer o estado funcional da tireoide, com reposição hormonal. A medicação de escolha é a levotiroxina. Após 6 semanas do início do tratamento, deve ser feita a avaliação laboratorial da função tireoidiana e eventuais ajustes de dosagem.

Já no hipotireoidismo secundário e terciário, cada causa deve ser, se possível, tratada, entretanto não se exclui a reposição hormonal com levotiroxina.

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