Psoríase: causa, tipos e muito mais!

Psoríase: causa, tipos e muito mais!

Quer descobrir tudo sobre a psoríase? O Estratégia MED separou para você as principais informações sobre o assunto. Acompanhe este texto e descubra!

O que é a psoríase?

A psoríase é uma doença inflamatória crônica e recorrente que acomete a pele e que possui diversas manifestações sistêmicas associadas. Na maior parte dos casos, se manifesta com placas eritematosas e descamativas na superfície cutânea.

Acomete homens e mulheres na mesma proporção. Pode aparecer em todas as idades, entretanto, os maiores picos de incidência são nas 2ª e 5ª décadas de vida.

Quais as causas da psoríase?

Quais as causas da psoríase?

fundamentos genéticos para a ocorrência da psoríase. Se um dos pais é acometido pela doença, há, aproximadamente, 8% de chance da prole também o ser. Já se ambos os genitores sofrem de psoríase, esse risco sobe para cerca de 40%.

Os loci gênicos dos PSORS, que definem suscetibilidade para a ocorrência de psoríase, estão no braço curto do cromossomo 6, onde se localiza também o gene da doença de Crohn.

Entretanto, apenas as alterações genéticas não são suficientes para que se desencadeie a psoríase, pois é necessária a presença de fatores ambientais para tanto. Podemos citar entre eles:

  1. Traumas cutâneos;
  2. Infecções estreptocócicas;
  3. Medicamentos, como sais de lítio, antimaláricos, betabloqueadores, AINEs e inibidores da ECA;
  4. Hipertensão, diabetes mellitus e obesidade;
  5. Etilismo; e
  6. Fatores psicogênicos.

Sintomas

O principal sintoma da psoríase é a presença de placas eritematoescamosas bem delimitadas. Normalmente acometem mais a face extensora dos membros, como joelhos e cotovelos, além de atingir couro cabeludo e região sacral. Contudo, cada tipo de psoríase possui manifestações que lhe são características.

Tipos

A psoríase é classificada por tipos, que variam conforme as manifestações clínicas que a doença apresenta em cada indivíduo.

Psoríase vulgar 

É a forma mais comum da doença, visto que acomete, aproximadamente, 90% dos pacientes. É também conhecida como psoríase em placas

Traz o sintoma mais clássico da psoríase: a placa eritematoescamosa em regiões extensoras. O número de lesões nesses pacientes é bastante variável, podendo ser única ou atingir centenas. Quando as lesões atingem as regiões flexoras, é chamada psoríase invertida, pois o suor e fricção no local torna a descamação menos evidente. 

Pode apresentar outros sintomas associados, como prurido e queimação nos locais de lesão. Há períodos de exacerbação da doença alternados com fases de controle, porém a doença é crônica, e não pode ser curada.

Psoríase gutata

Atinge mais crianças, adolescentes e adultos jovens. Sua principal característica é o aparecimento de pápulas eritematodescamativas que tem tamanho aproximado de 0,5 cm a 1 cm. As lesões surgem principalmente no tronco

Seu desenvolvimento é bastante associado à ocorrência prévia de uma infecção estreptocócica. Na evolução da doença, a psoríase gutata pode passar a ser caracterizada como psoríase vulgar. 

Psoríase pustulosa

Pode ocorrer em forma generalizada ou forma localizada. Na primeira, há surgimento de pequenas pústulas que são seguidas por descolamentos de pele. É também chamada de psoríase de Von Zumbusch

Pode ocorrer em pacientes com psoríase vulgar, geralmente após algum evento desencadeante, como interrupção de corticosteroide sistêmico, hipocalcemia, infecções ou irritantes químicos. Nesse tipo de psoríase, pode ocorrer queda do estado geral do paciente, febre e leucocitose. Ela não perdura por muito tempo, retornando ao quadro anterior em poucas semanas ou evoluindo para psoríase eritrodérmica.

Já a forma localizada, compreende três subtipos, uma com lesão única ou poucas lesões pustulosas, que não evolui para a forma generalizada, outra que apresenta lesões nas extremidades dos dedos das mãos ou dos pés, e a última que é chamada como pustulose palmoplantar abacteriana, que surge nas palmas ou cavos plantares.

Psoríase eritrodérmica

Apresenta eritema intenso, em todo o corpo, com descamação  discreta. Pode ocorrer como evolução da psoríase pustulosa e também pode corresponder à exacerbação da doença no paciente com AIDS.

Há grande comprometimento da função de barreira da pele, o que pode levar a bacteremia e sepse, além de desidratação. Dessa forma, o paciente pode ir a óbito, caso não seja devidamente acompanhado. 

Psoríase ungueal

Essa forma causa depressões cupuliformes das unhas, destruição da unha com aspecto de gota de óleo, estriações transversais e hiperqueratose subungueal. Pode preceder as lesões cutâneas e permanecer como única manifestação da doença por muitos anos.

A artrite psoriática

A artrite psoriática é uma manifestação sistêmica associada à psoríase. Trata-se de uma espondiloartropatia inflamatória e acomete de 10% a 30% dos pacientes com essa condição, sendo que todos os tipos de psoríase podem apresentar a artrite psoriática.

Diagnóstico

O diagnóstico é principalmente clínico, dada a forma características das lesões cutâneas. É possível realizar exame histopatológico das lesões a fim de confirmar a patologia, entretanto nem sempre os achados são específicos para a doença. 

Tratamento

O tratamento varia bastante em relação com o tipo, evolução do quadro e presença de comorbidades. O principal objetivo terapêutico é o controle da doença, visto que não há cura para essa condição.

As principais estratégias para o manejo da psoríase são:

  1. Estímulo à exposição solar;
  2. Uso de corticosteroides tópicos nas lesões;
  3. Coaltar com óxido de zinco, em concentrações de 2 a 5%;
  4. Antralina em baixas concentrações por períodos curtos; e
  5. Análogos da vitamina D3.

Nas exacerbações mais graves, há outras alternativas, como o Método Goeckerman, que associa o coaltar com radiação UVB e o PUVA, que administra um agente fotoativo por via oral – chamado 8-MOP – seguido de exposição à radiação de ondas longas. Alguns medicamentos que podem ser usados nesses casos são o metotrexato, a ciclosporina A e a acitretina.  

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