Síndrome do ovário policístico: entenda!

Síndrome do ovário policístico: entenda!

Quer descobrir tudo sobre a síndrome do ovário policístico? O Estratégia MED separou para você as principais informações sobre o assunto. Acompanhe este texto e descubra!

O que é a Síndrome do ovário policístico?

A síndrome do ovário policístico é a presença de sinais e sintomas compatíveis com hiperandrogenismo e anovulação crônica associado a um achado de ovários micropolicísticos e que pode causar diversos transtornos à mulher que tem essa síndrome, como infertilidade e maior risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O que causa a Síndrome do ovário policístico?

O que causa a Síndrome do ovário policístico?

A etiologia da síndrome do ovário policístico ainda é desconhecida, apesar da evolução do conhecimento sobre essa condição. Alguns pesquisadores acreditam que haja alguma questão genética associada ao desenvolvimento dessa síndrome, ao passo que outros creem em alterações epigenéticas e ambientais que levam ao seu surgimento.

Quais os sintomas da síndrome?

A síndrome do ovário policístico tem como característica marcante o hiperandrogenismo, seja clínico ou laboratorial. Sua manifestação pode se dar principalmente por hirsutismo, que é o aumento da presença de pelos em locais onde essa pilificação é mais comum em homens, como rosto, peito e costas, além do surgimento de acne.

Também há a presença de anovulação crônica, que se apresenta clinicamente com ciclos menstruais irregulares. Por fim, é possível em alguns casos observar a presença de pequenos cistos nos ovários durante uma avaliação ultrassonográfica. 

A síndrome dos ovários policísticos associa-se de maneira importante à resistência insulínica, de forma que o médico que acompanha a paciente com essa condição deve estar atento tanto aos sinais clínicos dessa situação, como a acantose nigricans, que é o achado de escurecimento e espessamento da pele, especialmente nas regiões das dobras, como aos exames laboratoriais, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada. 

Diagnóstico da síndrome do ovário policístico

O diagnóstico dessa síndrome é de exclusão, ou seja, só é realizado quando excluem-se outras possíveis doenças que podem cursar com quadro clínico semelhante, como disfunção tireoidiana, uso exógeno de andrógenos, tumor ovariano ou de suprarrenal, hiperprolactinemia, entre outras.

Para uma melhor padronização, foram elaborados os critérios de Rotterdam, nos quais dois dos três achados seguintes devem estar presentes para o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos:

  1. Anovulação crônica;
  2. Hiperandrogenismo; e
  3. Ultrassom pélvico com imagem de ovários policísticos. 

Entretanto, esses são critérios que não são capazes de abranger todas as apresentações clínicas da síndrome, de maneira que o médico deve avaliar de maneira cuidadosa a paciente que está sob seus cuidados. 

Qual o tratamento?

Não existe um tratamento curativo para a síndrome do ovário policístico. No entanto,  é fundamental que haja um cuidado em relação ao maior risco de resistência insulínica que as portadoras dessa síndrome possuem. Assim, dieta com restrição a carboidratos simples e realização de atividades físicas com regularidade são importantes para a redução do risco cardiovascular nessas pessoas.

Além disso, é possível tratar de forma sintomática, e, portanto, paliativa, algumas das manifestações da síndrome. A irregularidade menstrual e o hiperandrogenismo podem ser aliviados com o uso de anticoncepcionais orais, cujo critério de escolha depende da situação de cada mulher. 

Em mulheres com hirsutismo muito pronunciado, é possível utilizar alguns medicamentos como acetato de ciproterona e espironolactona.

Já em casos de infertilidade, é possível utilizar indutores da ovulação, como citrato de clomifeno e citrato de tamoxifeno, ou inibidores da aromatase, como o letrozol. 

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