O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a oferecer um novo tratamento contra a malária em crianças menores de 16 anos, marcando um passo importante no controle da doença no país. A medicação, à base de tafenoquina na formulação pediátrica de 50 mg, é indicada para pacientes com peso entre 10 e 35 quilos e promete transformar a forma como o Brasil enfrenta a malária vivax, a mais frequente entre os tipos registrados no território nacional.
A principal inovação está na dose única, que substitui o antigo tratamento de até duas semanas de comprimidos diários. Segundo o Ministério da Saúde, isso traz mais praticidade para famílias e equipes de saúde, aumenta a adesão, garante a eliminação completa do parasita e reduz as recaídas da doença.
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Avanço que chega a quem mais precisa
O Ministério investiu R$ 970 mil e já recebeu 64.800 doses do novo medicamento, que serão distribuídas em áreas de maior incidência como os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) Yanomami, Alto Rio Negro, Rio Tapajós, Manaus, Vale do Javari e Médio Rio Solimões e Afluentes. Esses territórios concentram cerca de 50% dos casos de malária em crianças e jovens até 15 anos.
Além disso, o governo adquiriu 126.120 comprimidos da tafenoquina pediátrica, reforçando o estoque para ampliar o alcance do tratamento.
O DSEI Yanomami foi o primeiro contemplado, recebendo 14.550 comprimidos. A região já era pioneira desde 2024, quando adotou a tafenoquina 150 mg para pacientes acima de 16 anos.
Queda histórica nos casos em todo o país
Em 2025, o Brasil registrou o menor número de casos de malária desde 1979 — foram 120.659 ocorrências, 15% a menos que em 2024. Em áreas indígenas, a redução chegou a 16%.
Mesmo assim, a Amazônia ainda concentra 99% dos registros nacionais, com 117.879 casos no último ano. Por isso, o Ministério mantém ações intensificadas de monitoramento, controle do mosquito transmissor, busca ativa de casos e uso de testes rápidos — estratégias essenciais para reduzir ainda mais a transmissão e proteger as populações mais vulneráveis.
Malária na Amazônia
“A malária é um dos principais desafios de saúde pública na região Amazônica”, reconhece o Ministério da Saúde, destacando que questões geográficas e sociais tornam o combate mais difícil, especialmente em áreas indígenas e de difícil acesso.
Os resultados das ações recentes, porém, mostram avanço: entre 2023 e 2025, o território Yanomami teve 103,7% mais testes realizados, 116,6% mais diagnósticos e redução de 70% nos óbitos pela doença.
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