O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (21) a implementação de um novo protocolo para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). A novidade estabelece o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referência para homens e mulheres entre 50 e 75 anos que não apresentam sintomas da doença. O objetivo é ampliar o diagnóstico precoce do câncer de intestino, aumentar o acesso da população ao rastreamento e reduzir a necessidade de colonoscopias em pacientes sem indicação inicial para o procedimento.
Segundo a Pasta, o FIT é um exame menos invasivo, mais prático e com maior precisão para detectar sangue oculto nas fezes — um possível sinal de pólipos, lesões pré-cancerígenas e tumores intestinais.
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Como funciona o exame FIT
O Teste Imunoquímico Fecal, ou FIT, utiliza anticorpos específicos para identificar pequenas quantidades de sangue humano nas fezes, mesmo quando não há sinais visíveis. A coleta pode ser feita em casa com auxílio de um kit fornecido ao paciente, que armazena a amostra em um tubo coletor para análise laboratorial.
Entre as vantagens do exame estão a ausência de preparo intestinal, a dispensa de dieta restritiva antes da coleta e a necessidade de apenas uma amostra. Além disso, o método apresenta maior adesão da população por ser menos invasivo do que a colonoscopia.
Exame positivo exige investigação complementar
Pacientes que apresentarem resultado positivo no FIT deverão ser encaminhados para exames complementares, especialmente a colonoscopia, considerada o padrão-ouro na avaliação do intestino.
O procedimento permite visualizar diretamente o cólon e o reto, além de possibilitar a retirada de pólipos antes que evoluam para câncer. Especialistas destacam, porém, que a presença de sangue oculto não significa necessariamente um diagnóstico de câncer, já que hemorroidas, inflamações intestinais e outras condições benignas também podem causar sangramentos.
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Quem deve procurar avaliação médica
Apesar de o novo protocolo ser direcionado a pessoas sem sintomas, sinais de alerta como sangue nas fezes, anemia, perda de peso sem causa aparente, dor abdominal e alterações persistentes do hábito intestinal devem ser investigados independentemente da idade.
Pessoas com histórico familiar de câncer colorretal, doenças inflamatórias intestinais ou síndromes genéticas também podem precisar iniciar o rastreamento mais cedo, conforme avaliação médica individualizada.
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Matéria com informações do G1 e Metrópoles.
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