Sempre antes da aplicação da prova escrita ou da prova prática do Revalida, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) divulga a nota mínima para o candidato ser considerado aprovado na respectiva etapa.
Porém, você sabe como a nota de corte do Revalida Inep é formulada? O Estratégia MED separou esse artigo para você conhecer ainda mais o exame que trará a revalidação do seu diploma no Brasil, com uma análise da variação da nota de corte ao longo dos anos. Venha conferir!
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Elaboração da nota de corte do Revalida
A nota de corte do exame é definida pelo método Angoff modificado, que consiste no julgamento, por meio dos integrantes da Comissão de Avaliação de Itens (CAI), do nível de dificuldade dos itens que compõem a prova. Ou seja, antes de definir a nota de corte, a prova (questões objetivas, discursivas ou checklist da prova prática) já deve estar pronta para avaliação de suas respectivas dificuldades. Isso explica o motivo da nota de corte ser divulgada faltando menos de um mês para aplicação da prova.
Exclusivamente na 2ª etapa do Revalida, formada por um conjunto de 10 estações, cada integrante da CAI estima individualmente as notas médias de cada item. Após essa estimativa inicial, caso seja percebida grande discrepância nas notas entre os integrantes da CAI em algum item, este será reavaliado, gerando a estimativa final por meio de um debate. Com a estimativa final definida, a média de cada estação é formulada e, com ela, é determinada a pontuação necessária para um participante ser considerado apto, gerando a nota de corte.
As estimativas da CAI, assim como a formulação do exame, acontecem pensando nas pontuações e desempenho que deveriam ser obtidos por participantes com o perfil necessário de um médico recém-graduado no Brasil, atendendo aos preceitos de formação adequada das Diretrizes Curriculares Nacionais e, acima de tudo, às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o Inep, as provas são referenciadas na premissa do médico minimamente apto (proficiente) a atuar no Brasil.
A Comissão de Avaliação de Itens (CAI)
A CAI do Revalida INEP é formada por um grupo de especialistas e professores de cursos de medicina do Brasil. De acordo com o Inep, a CAI tem como atribuições:
- Aplicar o Método de Angoff modificado;
- Participar de todas as fases do processo de análise, de forma individual ou coletiva;
- Calcular a média de acerto por item;
- Analisar os itens em relação à prova, gerando uma média geral;
- Definir a nota de corte de forma coletiva para o exame teórico e para o exame de habilidades clínicas; e
- Elaborar relatórios técnicos sobre os trabalhos desenvolvidos, caso seja solicitado pela Diretoria de Avaliação da Educação Superior.
Os membros da CAI são nomeados por meio de portaria no Diário Oficial da União e a última nomeação ocorreu em 5 de dezembro de 2025, com retificação em 13 de fevereiro de 2026. Para definir a equipe, o Inep solicita a indicação de médicos às Instituições de Educação Superior parceiras do Revalida e depois avalia seus currículos lattes para fazer a seleção e o convite. São eles:
- Alvaro Antônio Cabral Vieira de Mello;
- Ana Paula Oliveira da Silva;
- Claudia Beatriz Oliveira Castro de Medina Coeli;
- Cristina de Oliveira Rodrigues;
- Demétrio Antonio Gonçalves da Silva Gomes;
- Eliana Márcia Sotello Cabrera;
- Francisco Cyro Reis de Campos Prado Filho;
- Geilson Lima Santana Junior;
- Gerardo Maria de Araújo Filho;
- Gustavo Antonio Raimondi;
- Heron Fernando de Sousa Gonzaga;
- Ivete Matias Xavier;
- Josair Custódio de Mesquita;
- Kévia Katiúcia Santos Bezerra;
- Letícia de Melo;
- Liliana Silva;
- Luís Fernando Fernandes Adan;
- Luiz Antonio Alves de Lima;
- Marcelo Luiz Brandão Vilela;
- Marcelo Marcondes Stegani;
- Margarida Célia Lima Costa Neves;
- Maria Carmen Moldes Viana;
- Maria de Fátima Paiva Baracho;
- Maria do Carmo Barros de Melo;
- Marilia Faleiro Malaguth Mendonça;
- Marina Silva de Lucca;
- Miroslava Hamzagic;
- Mônica Gomes de Almeida;
- Nathalie Oliveira de Santana;
- Paula Christianne Gomes Gouveia Souto Maia;
- Rafael Braz Azevedo Farias;
- Raquel Ferreira Ferraz do Lago Doria;
- Regiane Quezia Gomes da Costa;
- Renata Lopes Britto;
- Rinaldo Antunes Barros;
- Rodolfo Rêgo Deusdará Rodrigues;
- Rosângela Martins de Araújo;
- Sonally Yasnara Sarmento Medeiros Abrantes;
- Thaise de Abreu Brasileiro Sarmento;
- Thiago Afonso Carvalho Celestino Teixeira;
- Vandezita Dantas de Medeiros Mazzaro;
- Vera Lúcia Rodrigues Lobo;
- Wilka Emanoely Cunha Castro.
A comissão pode realizar suas atividades em conjunto com os membros das cinco grandes áreas ou separar as demandas por área.
Comissão Assessora de Avaliação da Formação Médica (CAAFM)
Enquanto o CAI tem como atribuição definir a nota de corte com base na prova já formulada, a Comissão Assessora de Avaliação da Formação Médica (CAAFM) é a responsavel por desenvolver os itens que compoem as provas.
Assim como o CAI, os membros da CAAFM também são nomeados por meio de portaria no Diário Oficial da União. A última foi publicada em 5 de dezembro de 2025, com pequena retificação divulgada posteriormente 13 de fevereiro de 2026.
- Allex Jardim da Fonseca;
- Alvaro Modesto da Silva Rodrigues Neto;
- Ana Cláudia Couto Santos da Silva;
- André de Mattos Salles;
- André Luiz Baião Campos;
- Andrea Pedrosa Ribeiro Alves Oliveira;
- Angélica Maria Bicudo;
- Antonio Carlos de Castro Toledo Júnior;
- Antonio Reis de Sá Junior;
- Ariney Costa de Miranda;
- Cristina Rolim Neumann;
- Dannielle Fernandes Godoi;
- Debora Fontenelle dos Santos;
- Deivisson Vianna Dantas dos Santos;
- Dusan Kostic;
- Edison Luiz Almeida Tizzot;
- Érica Rodrigues Mariano de Almeida Rezende;
- Eura Martins Lage;
- Fernando Marcos dos Reis;
- Ieda Francischetti;
- José Colleti Junior;
- Karla Maria Mendes do Amaral;
- Lucas Alves de Brito Oliveira;
- Luiz Alberto Reis Mattos Júnior;
- Manoela Alves Salgado;
- Mario Adriano dos Santos;
- Mauricio Jose Lopes Pereima;
- Nathan Mendes Souza;
- Nicole Geovana Dias Carneiro;
- Paula Zeni Miessa Lawall;
- Paulo César Espada;
- Paulo Luiz Batista Nogueira;
- Raphaela Mendes Moreira;
- Renata Orlandi Rubim;
- Rodrigo Dornfled Escalante;
- Rodrigo dos Santos Lima;
- Suênia Tavares de Machado França;
- Sulani Silva de Souza;
- Thiago Figueiredo de Castro;
- Tiago Artur Lyra Leite;
- Tiago Feitosa de Oliveira.
A nota de corte está aumentando ou diminuindo?
Você pode perceber que a nota de corte do Revalida nunca se repete nas suas edições. Segundo o Inep, isso acontece para manter a isonomia entre os participantes de diferentes edições do exame. Ou seja, as notas de corte diferentes são adotadas de forma que todas as edições exijam o mesmo nível de proficiência dos candidatos.
Com a formulação da nota de corte por meio do método Angoff modificado, edições com exames compostos por itens mais fáceis têm notas de corte mais altas e edições compostas por itens mais difíceis têm notas de corte mais baixas.
Desta forma, não vale tanto a pena se assustar quando vir a nota de corte maior se comparada com a da última edição. Mas, para efeito de comparação, o Estratégia MED trouxe a relação das últimas notas de corte do Revalida Inep e a sua equivalência na porcentagem de acertos esperados na 1ª fase:
| Edição | Nota de corte 1ª fase | Nota de corte 2ª fase |
|---|---|---|
| Revalida 2025/2 | 61 pontos – 61% de acertos | 62,174 pontos |
| Revalida 2025/1 | 88 pontos – 58,6% de acertos | 65,655 pontos |
| Revalida 2024/2 | 86,659 pontos – 57,8% de acertos | 66,148 pontos |
| Revalida 2024/1 | 91,96 pontos – 61,3% de acertos | 64,277 pontos |
| Revalida 2023/2 | 101,173 pontos – 67% de acertos | 73,359 pontos |
| Revalida 2023/1 | 96,635 pontos – 64,4% de acertos | 60,722 pontos |
| Revalida 2022/2 | 96,21 pontos – 64,14% de acertos | 66,025 pontos |
| Revalida 2022/1 | 99,6 pontos – 66,4% de acertos | 64,0 pontos |
| Revalida 2021 | 90,00 pontos – 60% de acertos | 66,9 pontos |
| Revalida 2020 | 63 pontos (P1) + 29 pontos (P2) – 61,33% de acertos | 65,7 pontos |
Até o Revalida 2020, o modelo de correção da primeira etapa gerava questionamentos entre os candidatos: apenas aqueles que obtinham a nota mínima (nota de corte) na P1 tinham a P2 corrigida. Este padrão de correção prejudicava o participante, visto que um bom desempenho na prova discursiva não seria avaliado em detrimento da nota, não tão boa, da prova objetiva. Desta forma, o Revalida acabava, informalmente, tendo três fases eliminatórias: P1 e P2 da 1ª fase e a 2ª fase de Habilidades Clínicas.
Hoje, esse modelo de correção foi deixado para trás e a banca examinadora considera a 1ª etapa como um todo: as duas provas têm garantia de correção e a nota final da 1ª fase será obtida pela somatória da P1 com a P2. A mudança na forma de correção do exame entrou em vigor com a portaria publicada do dia 2 de setembro de 2021.

Fases do Revalida Inep
Até a edição 2025.1, a 1ª etapa do Revalida era dividida entre a prova objetiva (P1), composta de 100 questões de múltipla escolha – valendo 1 ponto cada uma – e entre a prova discursiva (P2), composta por 5 questões discursivas – valendo 10 pontos cada.
A partir da edição 2025.2 (modelo que deve ser mantido nas próximas edições), a 1ª etapa passou a contar apenas com uma prova objetiva, composta por 100 questões de múltipla escolha.
Já a 2ª etapa do Revalida é constituída por uma prova de habilidades clínicas composta por dez estações, divididas pelas cinco grandes áreas da medicina:
- Clínica Médica;
- Cirurgia;
- Ginecologia e Obstetrícia;
- Pediatria; e
- Medicina da Família e Comunidade.
Em cada estação, os candidatos são pontuados em até 10 pontos, totalizando 100 pontos máximos.
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