Vacina: quais as etapas de desenvolvimento e como funciona?

Vacina: quais as etapas de desenvolvimento e como funciona?

Diante da crise mundial de saúde e da corrida pela criação de uma vacina eficaz, a imunização tornou-se um tema recorrente. Em consequência disso, é comum que surjam dúvidas sobre seu funcionamento e questionamentos sobre seus efeitos adversos e contraindicações. 

Pensando nisso, o Estratégia MED preparou este texto para acabar com todas as suas dúvidas. Além disso, separamos algumas questões que podem aparecer nas provas de Residência Médica e Revalida. Acompanhe o post e saiba mais!

O que são vacinas? 

Criadas em laboratórios, as vacinas são substâncias utilizadas para estimular o sistema imune do indivíduo a criar anticorpos, que são proteínas responsáveis pela defesa do organismo. 

Existem algumas formas de aplicar o imunizante, sendo a mais conhecida delas a injeção. Além desse tipo, é possível administrá-lo via oral — como a de poliomielite — e aquelas que necessitam de reforço, ou seja, apenas uma dose não é o suficiente para atingir a imunidade adequada. 

Como funciona uma vacina?

Para que os imunizantes funcionem, é essencial que eles tenham em sua composição um agente patogênico, como um vírus, bactéria ou, até mesmo, o RNA mensageiro — que está relacionado ao material genético do patógeno. Além desse composto, substâncias como conservantes, líquidos de suspensão e estabilizadores estão presentes na vacina. 

Independente do agente patogênico utilizado, tem-se como objetivo causar uma reação no corpo ao ter contato com o agente causador, para que ele produza anticorpos e, consequentemente, a pessoa não fique doente ou manifeste a doença de forma mais branda. Vale ressaltar que o nosso organismo tem memória imunológica e, por isso, tende a não adoecer ao entrar em contato com um patógeno já conhecido. 

Desenvolvimento de uma vacina

Antes de abordar as etapas do processo de desenvolvimento de uma vacina, é importante pontuar que existem três tipos de imunizantes, são eles:

  1. Por sofrer diversos procedimentos no laboratório, o agente patogênico é enfraquecido e tem sua atividade reduzida. Dessa forma, ao entrar em contato com o organismo humano, permite que ele seja imunizado sem que adoeça. É o caso da Sinopharm para COVID-19
  2. Possui em sua composição o próprio agente patogênico ou partículas dele, sem que esteja vivo. Por isso, faz com que o corpo humano produza anticorpos. A Coronavac é produzida dessa forma. 
  3. Usam o RNA mensageiro, ou seja, o código genético do microrganismo. Para isso, uma pequena parte do material genético é envolvida por uma camada lipídica e introduzida no organismo humano, que é capaz de produzir anticorpos a partir desse contato. As vacinas para COVID-19 da Biotech/Pfizer e Moderna foram produzidas dessa maneira.

Além da etapa de escolha da composição do imunizante, existem diversas outras fases que fazem parte do desenvolvimento de uma vacina. Por ser um processo complexo, elencamos a seguir as principais etapas dessa produção: 

  • Etapa 1: A primeira etapa de identificação e reconhecimento do antígeno — estrutura proteica do microorganismo — que possibilita a produção de anticorpos. No caso da vacina para COVID-19, a proteína spike é o antígeno mais estudado para a produção do imunizante; 
  • Etapa 2: A segunda etapa consiste na formulação da vacina a partir do antígeno estudado e escolhido na fase anterior; 
  • Etapa 3: Antes de testar no organismo humano, ocorrem os testes em animais. Nessa etapa são analisados os efeitos toxicológicos, a quantidade de doses e o intervalo de tempo entre elas para que haja resposta imunológica, a atividade da vacina no organismo, entre outros fatores; e
  • Etapa 4: Após obter os resultados do experimento anterior, é iniciado os testes em humanos. Essa etapa pode ser dividida em quatro fases, são elas: teste de segurança, comprovação da eficácia, comparação entre placebo e padrão atual de tratamento, e pós-comercialização. Além disso, mais voluntários são incluídos a cada etapa. 

Ao final de todo esse processo, caso haja resultados positivos e o imunizante seja seguro para aplicação em massa, ele é liberado para a população. 

Etapas de produção da vacina

Contraindicações e efeitos adversos 

Muitas pessoas questionam sobre as contraindicações e, até mesmo, a eficácia da vacina. Por esse motivo, é importante evidenciar que os imunizantes são aprovados quando são comprovadamente seguros durante os testes. É possível que uma pequena parte dos vacinados tenham reações como febre e dor local, que são efeitos adversos leves e duram poucos dias após a aplicação. 

Vale ressaltar que vacinas de vírus vivos atenuados são geralmente contraindicadas para alguns grupos, como: grávidas indivíduos imunossuprimidos — portadores de HIV —, pessoas que usam altas doses de corticoide, e indivíduos com neoplasia maligna. 

Além disso, caso a pessoa tenha alergia a algum componente do imunizante, deve informar no ato da vacinação. Se o indivíduo não se encaixa em nenhuma dessas especificidades, não há motivos para preocupar-se com os efeitos adversos da vacina.

Vacinação: cai nas provas de Residência Médica!

A vacinação merece a atenção dos futuros residentes por ser um tema relevante e que pode ser abordado de diversas formas. Pensando nisso, separamos duas das inúmeras questões que já apareceram nas provas de residência médica, tanto para Acesso Direto quanto para Pré-Requisito. Confira a seguir:  

(Questão 96 – UFPR 2017) A proteção de profissionais de saúde por intermédio da vacinação é parte importante no controle e prevenção de infecções para profissionais de saúde e seus pacientes, em especial os imunossuprimidos, que têm risco de complicações graves se adquirirem uma doença imunoprevenível. Quanto aos procedimentos relativos à imunização de profissionais e estudantes da área de saúde segundo o esquema recomendado pelo Ministério da Saúde no Brasil, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: 

( ) São indicadas duas doses na vida de vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) para profissionais de saúde até 29 anos. 
( ) Para ser considerado protegido contra o tétano, um profissional de saúde que perdeu a carteira de vacinas e não possui qualquer outro registro de suas vacinas deverá fazer uma dose da vacina dupla tipo adulto (dT) e reforços a cada 10 anos. 
( ) Para profissional de saúde com esquema de três doses de vacina contra hepatite B e que, ao fazer sorologia após 10 anos da última dose, apresentou dosagem de anti-AgHBs < 10 UI/mL, é recomendada uma nova dose da vacina e repetir a sorologia 30 a 60 dias após. ( ) Os profissionais de saúde que trabalham na área assistencial, sem história de varicela ou com história duvidosa, devem receber a vacina, principalmente aqueles em contato com pacientes imunodeprimidos e os da área de pediatria.  ( ) Os profissionais de saúde que trabalham na área assistencial, sem história de varicela ou com história duvidosa, devem receber a vacina, principalmente aqueles em contato com pacientes imunodeprimidos e os da área de pediatria.  ( ) Entre as vacinas indicadas para os profissionais de saúde, recomenda-se a vacinação anual contra influenza e a vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (VPP23). 
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. 

a) F – V – V – F – V. 
b) V – F – V – F – F. 
c) V – V – F – V – V. 
►d) F – F – V – V – F. 
e) F – V – F – V – V

(Questão 13 – PUC-SP 2015) Segundo as recomendações do Ministério da Saúde, em relação aos procedimentos de vacinação, pode-se afirmar que: 

(A) A vacina contra influenza é composta por vírus atenuados e não é indicada a menores de 9 meses de idade. 
(B) A ocorrência de febre acima de 38,5ºC após a administração de uma vacina constitui contraindicação à dose subsequente desta vacina. 
►(C) A vacina contra varicela pode ser administrada a partir dos 9 meses de idade em casos de contactantes hospitalares de varicela. 
(D) O uso de corticoides por via inalatória constitui contraindicação à administração de vacinas de vírus vivos atenuados.

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Por: Júlia Gabriello

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