Aneurisma Cerebral: entenda!

Aneurisma Cerebral: entenda!

Quer saber mais sobre o que é aneurisma cerebral? Acompanhe esse texto que o Estratégia MED separou para você com as informações mais importantes. Vamos lá!

O que é aneurisma cerebral?

O aneurisma é caracterizado por uma deterioração na estrutura da parede arterial, com perda da lâmina elástica interna e descontinuidade da túnica média. Ou seja, é uma dilatação que surge na parede arterial por conta de seu enfraquecimento. Quando tal protuberância está em alguma artéria do cérebro, dá-se o nome de aneurisma cerebral. 

Sendo frequentemente um pequeno saco situado na parede da artéria, o aneurisma recebe sangue, por isso, dilata-se e aumenta cada vez mais. A maior periculosidade associada ao aneurisma cerebral está em seu rompimento, que pode causar hemorragias no interior do cérebro ou falta de sangue para outras porções do órgão.

Esse sangue extravasado pode se acumular no espaço subaracnóideo, desencadeando uma meningite química, um quadro que pode causar vasoespasmo ou até mesmo isquemia localizada, por conta do aumento da pressão intracraniana decorrente da hemorragia subaracnóide. Um segundo sangramento para essa região é comum e ainda mais sério.

Dessa forma, o aneurisma cerebral pode causar quadros graves como um acidente vascular cerebral hemorrágico, mas é uma patologia que pode ficar por muitos anos sem apresentar sintomas ou sem causar maiores problemas de saúde. É um quadro silencioso e que, quando descoberto, muitas vezes já trouxe danos irreversíveis à função cerebral.

A hipertensão arterial sistêmica é a doença mais frequentemente associada ao aneurisma cerebral, muitas vezes tida como a responsável por esse quadro. O excesso de pressão dentro do vaso aumenta a chance de rompimento do aneurisma. Esse quadro tem mortalidade próxima de 35%, e entre pacientes que sobrevivem, metade fica com sequelas.

Quais as causas e fatores de risco de um aneurisma cerebral?

A inflamação parece ser um fator importante na patogênese do aneurisma. Ela começa com dano hemodinâmico na parede do vaso que, por meio das metaloproteinases da matriz, desencadeia a degradação da matriz extracelular e apoptose na camada muscular lisa da artéria. Esse enfraquecimento gera dilatação, formação de aneurisma e, até mesmo, a ruptura dos vasos.

Entretanto, o aneurisma cerebral é um quadro que possui diversas causas ou fatores de risco. O principal, sem dúvida, é a hipertensão arterial sistêmica descontrolada

Contudo, outros hábitos e patologias prévias podem causar aneurisma cerebral; Por exemplo:

  • Uso drogas, principalmente usuários de cocaína. Esses pacientes possuem risco elevado para o desenvolvimento de aneurisma coronariano, quando a dilatação vascular está presente nas artérias que irrigam o coração;
  • Origem congênita. É uma situação rara, mas alguns indivíduos nascem com uma fragilidade vascular, tornando-os mais susceptíveis para o surgimento de um aneurisma cerebral;
  • Síndromes como a de Ehler-Danlos e de Marfan. Elas podem prejudicar a composição e eficiência das fibras elásticas do corpo, tornando as paredes arteriais — ricas em fibras elásticas — mais vulneráveis;
  • Hábitos como o consumo exagerado de álcool e o tabagismo são fatores de risco importante para o aneurisma cerebral;
  • Outras doenças como Diabetes e dislipidemia possuem relação com esse quadro vascular;
  • Endocardite de causa infecciosa, quando disseminada;
  • O histórico familiar positivo para aneurisma cerebral é também um fator de risco; e
  • Menos frequentemente, tumores cerebrais, malformações vasculares e traumas podem causar aneurisma cerebral.

Quais os principais sintomas?

Durante o quadro mais crônico, que pode durar anos, o aneurisma está em crescimento e raramente apresenta algum sintoma. A estimativa é de que até 5% da população conviva com um aneurisma cerebral. 

Dependendo da localização do aneurisma, pode haver compressão de algum nervo craniano, como os N.C. lll, lV, V e Vl. Os principais sintomas, nesse caso, são relacionados ao movimento ocular ou à acuidade visual como estrabismo, diplopia e paralisia da musculatura extrínseca dos olhos. Quando a queixa é bitemporal, o quiasma óptico pode estar comprimido.

Entretanto, o quadro mais sintomático relacionado ao aneurisma cerebral é observado quando ele se rompe, gerando um acidente vascular cerebral com extravasamento de sangue. Esse caso é grave e tem como principais sintomas:

  • Dor de cabeça intensa e abrupta;
  • Vômitos e náuseas;
  • Rebaixamento ou perda da consciência – desmaios;
  • Convulsão;
  • Rigidez da nuca, indicando presença de sangue no espaço subaracnóideo, por hemorragia subaracnóide;
  • Queixas visuais como visão dupla, dificuldade para enxergar, visão embaçada e dor acima dos olhos; e
  • Tontura. 

Diagnóstico de aneurisma cerebral

O diagnóstico raramente é feito antes da rotura do aneurisma, o que piora bastante o prognóstico do paciente. Quando acontece precocemente, ele costuma ser um achado acidental em algum exame de imagem.

Para a certeza do diagnóstico, os principais métodos utilizados são os exames de imagem, que permitem avaliar estruturas cerebrais e vasculares de forma minimamente invasiva, porém eficaz. 

Os principais exames são: angiografia cerebral, angiorressonância magnética e angiotomografia computadorizada craniana.

Tratamento

Alguns pequenos aneurismas podem ser apenas acompanhados pelo médico. Para evitar o procedimento cirúrgico esses quadros iniciais precisam de uma mudança dos hábitos de vida do paciente. Parar de fumar e usar drogas, controlar a hipertensão arterial e evitar exercícios físicos são fatores que podem ajudar no retardo de seu crescimento.

Porém, o tratamento do aneurisma cerebral de maior tamanho é essencialmente cirúrgico. Pode ser feito por cirurgia aberta ou métodos endovasculares. Nesta última opção, o acesso normalmente é feito por vasos da virilha e o aneurisma é preenchido por um material que causa trombose e parada do fluxo sanguíneo para ele.

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