Convulsão: o que é, sintomas e muito mais!

Convulsão: o que é, sintomas e muito mais!

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O que é convulsão?

A convulsão é um distúrbio que pode ter diversas causas e se dá por uma alteração da condução elétrica nos neurônios, o que promove um excesso anormal de atividade elétrica cerebral. A duração pode variar de segundos a minutos e pode causar alterações de consciência.

Quais são as principais causas de convulsão?

Quais são as principais causas de convulsão?

As convulsões podem ocorrer em consequência a diversas causas, tais como:

  1. Traumatismo craniano;
  2. Acidente vascular cerebral;
  3. Tumores cerebrais;
  4. Doenças metabólicas;
  5. Eclâmpsia;
  6. Meningite;
  7. Malformações; e
  8. Febre alta. 

A convulsão não se confunde com epilepsia, pois esta é uma síndrome que pode ter várias origens, e que se define pela presença de crises convulsivas de repetição. 

Tipos e sintomas da convulsão

As crises convulsivas podem ser focais ou generalizadas. As focais ocorrem em parte do cérebro, ao passo que as generalizadas atingem todo órgão.

As crises focais podem ser divididas em perceptivas e disperceptivas. As primeiras são as que não causam comprometimento da consciência, ao passo que as últimas levam a esse sintoma. Podem se manifestar com perda de tônus muscular, espasmos, hipercinesia, distúrbios cognitivos, alteração de sentidos, disfunções autonômicas – como micção e defecação involuntárias -, entre outros.

Nas crises generalizadas, por sua vez, podemos citar três tipos principais. A crise pode ser atônica, com perda de tônus muscular e de consciência, pode ser tônica-clônica, forma mais comum, na qual há rigidez muscular e contrações musculares involuntárias e leva a alterações de consciência. Por fim, há as crises de ausência, nas quais o paciente fica com olhar fixo, a pupila se dilata e a pessoa perde conexão com o seu entorno. 

Tratamento de emergência

No momento da crise convulsiva, as principais condutas a serem tomadas pela testemunha são:

  1. Colocar a pessoa deitada de lado, para evitar engasgos com saliva ou vômito;
  2. Deixar o espaço seguro, afastando objetos que possam machucá-la;
  3. Caso a roupa da pessoa possa oferecer risco de sufocamento ou ferimentos, deve-se afrouxá-la;
  4. Hiperextender a cabeça para facilitar a entrada de ar, se possível;
  5. Observar as características da convulsão e marcar a duração da crise; e
  6. Após o fim da crise convulsiva, levar o paciente a um serviço médico de urgência

Diagnóstico e tratamento da causa-base

Na presença de crise convulsiva, é de fundamental importância a investigação diagnóstica de sua causa. Em algumas situações, o diagnóstico é feito simplesmente pela história clínica, como, por exemplo, uma convulsão logo em seguida de um traumatismo craniano. No entanto, em boa parte dos casos a causa não está clara.

Dessa maneira, para prosseguir com o diagnóstico, é importante saber quais as características da convulsão, qual a duração e quantos episódios ocorreram. Alguns exames complementares que ajudam na elucidação do quadro são o eletroencefalograma, que avalia a atividade elétrica cerebral, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética de crânio, que avaliam a anatomia encefálica.

Quando a causa é bem identificada, o tratamento deve buscar a sua cessação. Por exemplo, tumores, se possível, devem ser retirados, medicações que causem a convulsão como efeito adverso devem ser suspensas, infecções devem ser tratadas, entre outros.

Contudo, muitas vezes, pacientes com epilepsia não têm causa identificada, de modo que o controle das crises deve ser feito com tratamento farmacológico. Há  diversas medicações com essa finalidade, como clonazepam, carbamazepina, fenobarbital, fenitoína, entre outras. A escolha deve ser feita conforme as características da doença e do paciente. 

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