Crise Hipertensiva: definição!

Crise Hipertensiva: definição!

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O que é crise hipertensiva e qual é a diferença entre urgência e emergência hipertensiva?

Crise hipertensiva é a elevação aguda da pressão arterial, que pode ser causada por diversos fatores e que necessita de diagnóstico e tratamento rápidos. Para melhor classificar essas crises, em 1993, o V Joint National Committee on Detection, Evaluation and Treatment of High Blood Pressure propôs a divisão em dois subgrupos, o das urgências hipertensivas e o das emergências hipertensivas.

A urgência hipertensiva é a elevação aguda da pressão arterial que não é acompanhada por lesão de órgãos-alvo. Por sua vez, a emergência hipertensiva apresenta lesão aguda e progressiva em órgãos-alvo

O que é crise hipertensiva e qual é a diferença entre urgência e emergência hipertensiva?

Quais são os sintomas das urgências e emergências hipertensivas?

As emergências hipertensivas podem acometer diversos órgãos, de maneira que a manifestação difere em cada uma delas. Já as urgências hipertensivas podem ser bastante silenciosas, pois na maioria das vezes são descompensações de hipertensão arterial sistêmica crônica. 

Trataremos aqui de três causas importantes de emergências hipertensivas, que são as seguintes:

a) Encefalopatia hipertensiva: ocorre quando a autorregulação cerebral não é capaz de evitar o aumento da pressão intracraniana. Promove elevação aguda da pressão intracraniana e alteração do nível de consciência. É possível que haja a presença de déficits neurológicos focais. 

b) Acidente vascular encefálico: pode ter origem isquêmica ou hemorrágica. Na isquêmica, há interrupção de fluxo de alguma artéria que irriga o encéfalo e na hemorrágica, além do rompimento de algum vaso do encéfalo, com extravasamento de sangue. Alguns sintomas que podem estar presentes são dificuldade de fala, cefaleia intensa, paralisia facial, paralisia ou perda de força dos membros, além da elevação de pressão arterial. 

c) Síndrome coronariana aguda: é causada pela obstrução das artérias coronárias, que irrigam o miocárdio. Os sintomas associados a essa etiologia de elevação súbita de pressão arterial são dor precordial intensa, em aperto, que piora aos esforços e que pode irradiar para membros superiores ou região do epigástrio, além de dispneia e sudorese intensa.

Diagnóstico da urgência e emergência hipertensiva

O diagnóstico da urgência e emergência hipertensivas se faz inicialmente com a aferição de pressão arterial, que deve ser maior que 180 x 120 mmHg. Após essa constatação, é necessário buscar eventuais lesões de órgãos-alvo.

Para isso, deve-se fazer uma anamnese cuidadosa, investigando sintomas associados e os antecedentes pessoais e familiares do paciente. No exame físico, faz-se necessária a avaliação do nível de consciência, da motricidade, da coordenação, da força dos membros e da fala do paciente. É de grande importância também o exame de fundo de olho, para buscar a presença de papiledema, que é indicativo de hipertensão intracraniana. 

Dependendo das hipóteses diagnósticas que o médico levantou durante o exame clínico, pode ser necessária a realização de exames complementares, como tomografia computadorizada de crânio nos pacientes com sintomas neurológicos e eletrocardiograma naqueles com suspeita de síndrome coronariana aguda.

Tratamento da crise hipertensiva

A encefalopatia hipertensiva deve ser tratada com nitroprussiato de sódio endovenoso, com dose de 0,25-10 µg/kg, por 1 a 2 minutos. 

Já no acidente vascular encefálico isquêmico, os pacientes elegíveis devem ser encaminhados para trombólise e trombectomia. Há bastante discussão sobre evidência de uso de drogas anti-hipertensivas nesses casos. Em caso de pacientes estáveis que mantenham a pressão elevada após 3 dias, a American Heart Association e a American Stroke Association (AHA/ASA) sugerem a utilização de labetalol, nicardipina e clevidipine.

No acidente vascular encefálico hemorrágico, com exceção dos pacientes com pressão sistólica acima de 220mmHg, não se recomenda a redução aguda da pressão arterial. A AHA e a ASA afirmam não haver evidências quanto ao nível pressórico ideal nesses casos, nem qual classe de fármacos utilizar. Por fim, é necessária a realização de avaliação de necessidade de neurocirurgia nesses casos. 

Já na emergência hipertensiva acompanhada de síndrome coronariana aguda, a melhor medida de controle é feita com o uso de nitroglicerina com reavaliação da dose a cada 5 minutos. Além disso, é importante realizar a reperfusão do miocárdio, seja cirúrgica ou com a colocação de stent com cateter-balão.   

Todas as emergências hipertensivas necessitam de internação em unidades de terapia intensiva, para melhor cuidado desse paciente e prognóstico.

as urgências hipertensivas normalmente são causadas por descompensação da hipertensão arterial sistêmica que o paciente tem como doença de base. Dessa maneira, deve ser administrada medicação via oral e observação até a redução para níveis pressóricos mais baixos e na sequência o paciente deve ser liberado com orientação para controle de medida de pressão em casa e acompanhamento ambulatorial. 

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