Resumo sobre Omeprazol: indicações, farmacologia e mais!

Resumo sobre Omeprazol: indicações, farmacologia e mais!

Como vai, futuro Residente! Um medicamento muito utilizado pela população em geral é o Omeprazol, indicado para o tratamento de algumas patologias do sistema gastrointestinal, estando muito presente nas provas de Residência Médica. Por isso, nós do Estratégia MED preparamos um resumo exclusivo com tudo o que você precisa saber sobre o assunto para gabaritar as provas e garantir sua vaga nos melhores concursos. Para saber mais, continue a leitura. Bons estudos!

Visão geral do medicamento

O Omeprazol é um princípio ativo de medicamentos utilizados para tratar diversas desordens gástricas, como dispepsia, esofagite de refluxo, refluxo gastroesofágico sintomático, gastrite, úlcera duodenal, úlcera gástrica e Síndrome de Zollinger Ellison, além de também ser utilizado em associação à antibióticos para o tratamento de H. pylori.

Consiste em um  inibidor de bomba de prótons (IBP), que se liga na bomba de prótons da mucosa gástrica e inibe a liberação do ácido (HCl) produzido. 

Pode ser encontrado em medicamentos de diversos laboratórios, como pelos nomes: pantoprazol, rabeprazol, esomeprazol e deslansoprazol.

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Posologia

Habitualmente, o omeprazol é apresentado na forma de cápsulas com dose oral de 20mg do princípio ativo para adultos, e suas doses variam de acordo com a patologia que está sendo tratada:

  • Refluxo gastroesofágico: 20 mg/dia V.O. durante 4 a 8 semanas;
  • Condições hiperssecretórias gástricas: 60 mg/dia V.O. por tempo de acordo com a necessidade;
  • Úlcera gástrica ou duodenal: 20 a 40 mg/dia. Uma vez iniciado o tratamento, deve prolongar-se por 4 a 8 semanas. 
  • Síndrome de Zollinger-Ellison: dose inicial recomendada de 60 mg 1x/dia. 

Preferencialmente, o medicamento deve ser administrado pela manhã em jejum, e se for mais vezes ao dia, antes das refeições.

Em caso de esquecimento da dose, deve ser tomada assim que possível, exceto esteja próxima do que seria o próximo horário de administração, sem tomar duas doses juntas.  

Uso pediátrico

Não há quantidade suficiente de estudos do uso do Omeprazol em crianças.

Uso em idosos

O nível de absorção do Omeprazol em pacientes idosos é diminuído, e sua  biodisponibilidade aumentada. Por isso, muitas vezes é indicado o ajuste da dose, sempre com acompanhamento médico regular do paciente. 

Contraindicações

Não há contraindicações à faixa etária, mas não deve ser utilizado por indivíduos com hipersensibilidade ao omeprazol. 

Não existem estudos concretos que garantam o uso seguro do medicamento em gestantes ou lactantes, portanto deve ser contraindicado nesses períodos, exceto em situações individuais de acordo com a avaliação médica. Além disso, apesar de não apresentar alterações laboratoriais relativas à função hepática e renal em indivíduos normais, deve ser administrado com supervisão adequada a indivíduos com função hepática ou renal alteradas.

Por ser um medicamento que contém açúcar, deve ser utilizado com cautela em portadores de Diabetes, e é recomendado o ajuste da dose em pacientes com disfunção hepática.

Efeitos adversos do Omeprazol

As reações adversas geralmente não são tão frequentes, e quando ocorrem geralmente manifestam-se de forma leve, desaparecendo com a continuação do tratamento ou após sua suspensão. São náuseas, dor abdominal, cefaléia, diarréia, rash cutâneo, prurido, constipação, fadiga, vômitos, flatulência, artralgia, mialgia, urticária e secura na boca.

Existem ainda manifestações raras (< 1/1.000), mas importantes ao conhecimento: fotossensibilidade, eritema multiforme, angioedema, anafilaxia, erupção bolhosa, parestesia, visão borrada, alopecia, estomatite, distúrbios do paladar, edema periférico, anemia, agranulocitose, leucopenia e trombocitopenia, eosinopenia, leucocitose, neutropenia, hematúria, proteinúria, nefrite intersticial, hiponatremia, hepatite, icterícia, encefalopatia hepática, ginecomastia, impotência, ataxia, insônia, sonolência, tontura, confusão mental reversível, fraqueza muscular. Estudos em animais mostraram potencial carcinogênico, tumorogênico, toxicidade fetal e aborto.

Características farmacológicas do Omeprazol

Farmacodinâmica do Principal Nome Comercial

O Omeprazol age inibindo a bomba de prótons H+K+ATPase, localizada nas células parietais do estômago, responsáveis pela produção do ácido gástrico (HCl). Logo, o omeprazol age nessas células, inibindo a bomba e consequentemente a produção e quantidade de ácido secretado, reduzindo a sintomatologia e revertendo os quadros patológicos. 

Assim que ingerido, passa a fazer efeito após 1 hora, com duração de até 72 horas.

Farmacocinética

A biodisponibilidade oral do omeprazol é de cerca de 30-40%, aumentando após administrações repetidas, devido ao metabolismo pré-sistêmico, e sua meia-vida sanguínea é de 0,5 a 1 hora.

Após a administração, boa parte é absorvida pelos rins e pouquíssimo é excretada, 80% via renal e 20% via fecal. 

Advertências e precauções do Omeprazol

Em tratamentos de longo prazo deve ser observado o risco de gastrite atrófica, além das reações adversas raras. 

Deve ser mantido à temperatura ambiente, protegido de luz e em local arejado. 

Interações medicamentosas do Omeprazol

Não há estudos que comprovem a relação de alimentos com o Omeprazol, mas alguns medicamentos pode interferir na sua biodisponibilidade quando administrados, e vice-versa, concomitantemente, como:

  • Cetoconazol;
  • Ampicilina;
  • Sais de ferro;
  • Itraconazol;
  • Antirretrovirais (atazanavir, delavirdina, indinavir).

Superdosagem ou intoxicação

Em casos de superdose ou ingestão acidental do Omeprazol, é necessário o atendimento médico, ainda que suas manifestações não sejam urgentes. São sinais de superdosagem: visão embaçada, confusão, sonolência, secura na boca, batimentos cardíacos rápidos ou irregulares, dor generalizada, dor de cabeça, suor excessivo, náusea ou vômito.

Apesar de ser um medicamento seguro, estudos indicam que o uso prolongado de Omeprazol pode causar diversos efeitos, como:

  • Redução na absorção de cálcio, magnésio e vitamina B12: são minerais e vitaminas dependem da presença da acidez gástrica para serem absorvidos adequadamente, por isso pacientes que fazem uso prolongado precisam ter seus níveis de cálcio, magnésio e vitamina B12 monitorados e suplementados se necessário. Isso explica o risco de desenvolvimento de gastrite atrófica.
  • Hipergastrinemia e gastrite atrófica: o bloqueio da formação de ácido no estômago gera um estímulo para uma maior produção de células, o que aumentou o risco de câncer gástrico em um estudo com ratos, porém até hoje não há estudos comprovando esse risco em seres humanos.
  • Aumento de infecções: devido a reduzida acidez gástrica, algumas bactérias conseguem se desenvolver com mais facilidade, gerando infecções como a colite pseudomembranosa por Clostridium difficile, e pneumonias.
  • Interação com Clopidogrel: é um antiagregante plaquetário, usado por pacientes com doença coronariana, que diminui o risco de infarto e AVC em pacientes de alto risco. Porém os IBPs diminuem seu efeito devido a uma interação com sua metabolização no fígado, sendo necessário avaliar o risco x benefício da associação.

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