ResuMED de infecções de vias aéreas superiores – parte 3: rinites e rinossinusites

ResuMED de infecções de vias aéreas superiores – parte 3: rinites e rinossinusites

Como vai, futuro Residente? Chegamos à última parte do resumo sobre infecções de vias aéreas superiores! Vamos falar agora sobre rinites e rinossinusites, tão cobradas nas provas de Residência Médica! Não deixe de conferir as partes 1 e 2 para garantir total conhecimento. Para saber mais, continue a leitura, bons estudos!

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Rinites

A rinite é um grupo de patologias nasais decorrente da inflamação da mucosa nasal. Pode ser aguda, subaguda ou crônica. Vamos dar ênfase à principal e mais cobrada delas: a rinite alérgica.

A rinite alérgica é causada por uma resposta mediada por anticorpos IgE após sensibilização prévia, reagindo com hipersensibilidade. Seus principais sintomas nasais são coriza hialina, espirros, obstrução nasal e prurido, mas pode estar presente também prurido ocular e tosse seca, manifestando-se em forma de crises, após contato com aeroalérgenos, como pelos de gato e poeira doméstica. Ao exame físico, na rinoscopia anterior é possível observar hipertrofia e palidez dos cornetos inferiores.

Segundo o ARIA (Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma), a rinite alérgica pode ser classificada em:

  • Intermitente ⇒ sintomas por menos de 4 dias por semana ou por até 4 semanas. 
  • Persistente ⇒ sintomas por mais de 4 dias por semanas ou por mais de 4 semanas.
  • Leve ⇒  com todos os seguintes sintomas: sono normal, sem interrupção das atividades diárias, esporte e lazer, sem impedimentos ao trabalho ou a escola, ausência de sintomas graves.
  • Moderada-severa ⇒ um ou mais itens: sono alterado, alteração das atividades diárias, esporte, lazer, impedimentos ao trabalho ou escola, sintomas graves.

Seu diagnóstico é clínico, mas a realização de exames complementares pode ser importante para diferenciar os alérgenos, com o chamado “prick test”. Para tratamento, o mais indicado é o uso de corticoides tópicos nasais, mas também devem ser adotadas medidas de hidratação (preferência por via oral) e orientação clínica de repouso e retorno para reavaliação de sinais de gravidade ou persistência dos sintomas. 

Existem também rinites não alérgicas, as mais cobradas em provas as rinites infecciosas (virais e bacterianas). Consulte o material completo do Estratégia MED para ter acesso!

Rinossinusites

As rinossinusites também são patologias nasais, mas que além da inflamação da mucosa nasal, acomete também os seios da face. Para um conhecimento completo, é importante que você saiba detalhadamente a anatomia dos seios da face, que você pode encontrar no material completo do Estratégia MED! Os seios da face são: seios maxilares, seios etmoidais, seios esfenoidais e seios frontais.

Rinossinusite viral/resfriado comum

A maioria das rinossinusites é viral, principalmente causadas pelo vírus Rinovírus. Os principais sintomas são: febre baixa, tosse seca ou produtiva, secreção nasal, hipertrofia e hiperemia das conchas nasais, hiperemia da mucosa ocular, nasal e faríngea, cefaleia e/ou pressão na face. 

Seu diagnóstico é clínico, por associação dos sinais e sintomas, e seu tratamento tem como principal medida a lavagem nasal com solução salina, mas podem ser utilizados analgésicos e antitérmicos, se necessários.

Rinossinusite bacteriana aguda

As IVA’s virais são os principais fatores de risco para as rinossinusites bacterianas, geralmente causas pelos menos patógenos da otite média aguda: Haemophilus influenzae, Streptococcus pneumoniae e Moraxella catarrhalis.

Clinicamente, apresentam-se pela persistência ou recorrência de uma febre gerada por uma rinossinusite viral, com sintomas semelhantes, mas que persistem após 10 a 12 dias e pioram após o 5° dia, além de secreção pós-nasal ou gotejamento em retrofaringe, halitose, crostas em narinas e dor a palpação dos seios paranasais.

A maioria dos casos de rinossinusites bacterianas tem resolução espontânea, mas em alguns casos pode ser necessário o uso de antibióticos, como a penicilina, para pacientes com quadro leve/moderado, sem fator de risco para resistência à penicilina, e amoxicilina-clavulanato para pacientes graves ou com fator de risco para resistência à penicilina. Fora isso, a lavagem nasal com solução salina é o que de fato melhora os sinais e sintomas da rinossinusite. 

Os principais fatores de risco de resistência a esses antibióticos são: viver em área com altas taxas endêmicas de penicilina invasiva não-aceitável por S. pneumoniae, idade maior que 2 anos, antibioticoterapia nos últimos 30 dias, frequentador de creche e hospitalização nos últimos 5 dias. 

Podem haver algumas complicações em casos não tratados adequadamente como celulite orbitária, abscessos orbitários pré-septais e pós-septais, meningite, trombose do seio cavernoso e abscesso cerebral.

Rinossinusite crônica

Seu quadro clínico é praticamente idêntico aos quadros agudos, mas persistem por mais de 12 semanas. 

Importante ressaltar que o raio-x é completamente ineficiente nos casos de rinossinusites, pois seu diagnóstico é essencialmente clínico! Caso seja utilizado um exame de imagem, uma tomografia computadorizada deve ser o de escolha. 

Corpo estranho nasal e epistaxe

Além das rinites e rinossinusites, vamos falar brevemente sobre corpo estranho nasal e epistaxe. 

Em casos de corpo estranho nasal, os principais pacientes são crianças, que apresentam rinorréia mucopurulenta e obstrução nasal UNILATERAIS associadas a odor fétido, e seu principal tratamento é a retirada do corpo estranho da fossa nasal.

A epistaxe é um processo de sangramento da vascularização nasal, geralmente da cavidade anterior no plexo de Kiesselbach. O manejo deve ser iniciado com compressão digital e erguer a cabeça do paciente, e outras medidas seguintes, como cauterização, caso seja necessário. Em casos de sangramentos recorrentes, deve-se orientar:

  • Pressionar o nariz entre o polegar e o indicador;
  • Limpeza nasal, assoar o nariz para remover coágulos de sangue remanescentes; e
  • Eventualmente oximetazolina 0,05% spray.

Sangramentos da cavidade nasal posterior são mais volumosos e difíceis de controlar, necessitando de um tamponamento nasal na região para interromper o sangramento. 

Chegamos ao fim do nosso resumo de otorrinolaringologia! Essa foi a parte 3 em que falamos sobre rinites e rinossinusites. Não deixe de conferir as partes 1 e 2 caso ainda não tenha visto! 

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