Resumo de Influenza H3N2: manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e mais!

Resumo de Influenza H3N2: manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e mais!

Como vai, futuro Residente? O vírus Influenza apresenta três tipos: A, B e C. O subtipo A, se divide em H1N1 e H3N2, sendo a última o assunto deste resumo, muito presente nas provas de Residência Médica. Para saber mais sobre a cepa que gerou epidemias durante uma pandemia, continue a leitura. Bons estudos!

Influenza

O vírus Influenza é um vírus sazonal, com maior prevalência nas épocas frias do ano. Faz parte da família Orthomyxoviridae, e apresenta os subtipos A, B (o mais presente na espécie humana), C e D. 

É um vírus de RNA segmentado, de morfologia helicoidal e que apresenta espículos com hemaglutinina (H) e neuraminidase (N) que o confere a capacidade de aglutinar hemácias. Por isso, sua nomenclatura se dá por HxNx.

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Ele atinge desde o trato respiratório superior até o inferior, causando uma gripe que cursa com febre, tosse, faringite, e até mesmo pneumonia.

Os vírus da família A são os que mais preocupam as autoridades de saúde pública, pois podem causar epidemias e pandemias, como em 2009, e é o nosso destaque do resumo de hoje!

Manifestações clínicas

De maneira geral, os sintomas de uma gripe por Influenza são: febre, calafrios, tosse, dor de garganta, coriza nasal, mialgia, cefaleia, vômitos e diarréia (principalmente em crianças), podendo evoluir com complicações, como a pneumonia. 

Transmissão e prevenção

Sua transmissão pode ser direta, por meio de secreções das vias respiratórias, como gotículas de saliva pela tosse ou fala, ou indireta, depois de contato com superfícies contaminadas pelo vírus, em que a pessoa leva o vírus à boca, olhos e nariz. 

Por isso, um dos meios de prevenção da contaminação por Influenza é o uso de máscaras, higienização das mãos e evitar contato com pessoas infectadas. Porém, é essencial a prevenção através da imunização, que é disponibilizada pelo Programa Nacional de Imunizações. 

Tipo A: H3N2

Também chamado de variante Darwin, o tipo H3N2 foi identificado em diversos estados brasileiros e causou uma epidemia junto da pandemia por Covid-19, principalmente nas regiões urbanas do país. A primeira identificação da nova cepa foi feita a partir de amostras da cidade do Rio de Janeira, pelo Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

Diagnóstico e tratamentoinfluenza H3N2

Ainda que tenha uma estrutura diferente, assim como os outros vírus Influenza, seus principais sintomas são febre alta no início do contágio, inflamação na garganta, calafrios, anorexia, irritação nos olhos, vômitos, artralgias, tosse, mialgia, mal-estar e diarreia.

Recomenda-se que, em casos graves em grupos de risco (crianças, idosos, gestantes e pacientes com comorbidades) procurem uma Unidade Básica de Saúde. Mas em casos gerais, pacientes com sintomas leves a moderados devem ficar em isolamento, além de repouso, boa alimentação, hidratação e uso de medicamentos sintomáticos, como analgésicos e antitérmicos.

Transmissão e prevenção da influenza

Seu período de incubação é de 3 a 5 dias, quando inicia-se a manifestação dos primeiros sintomas, mas também pode surgir de maneira assintomática. Ainda que com o vírus incubado, ou de forma assintomática, uma pessoa infectada também pode transmitir a doença por até 14 dias, em crianças, e 7 dias em adultos.  

A transmissão ocorre da mesma forma que os outros subtipos do vírus, e pode ocorrer até 1 dia antes do início dos sintomas, e seu maior risco de contágio é quando estão presentes, principalmente a febre. 

Desde que foi identificada, em 2021, a Organização Mundial da Saúde sugeriu incluir a variante na composição da vacina da gripe, que está sendo aplicada em 2022. É uma vacina trivalente, composta pelos vírus H1N1, H3N2 e a cepa B, que futuramente deve ser substituída por uma tetravalente, segundo o Instituto Butantan. 

H3N2 e Covid-19

Em 2021, a cepa de H3N2 causou instabilidade na saúde pública de diversos estados Brasileiros, concomitantemente à pandemia do Sars-Cov-2. 

A maior preocupação dos especialistas é de que uma coinfecção dos dois vírus ocorra, é do maior risco em relação aos sintomas causados simultaneamente, especialmente em pacientes com sistema imunológico deficiente. 

Pesquisadores concluíram que um dos fatores de risco para mortalidade na infecção por COVID-19 é a coinfecção pelo Influenza. Por isso, a vacinação contra a gripe é fortemente reiterada para controle da transmissão também do próprio SARS-COV-2. 

Porém, acredita-se que o aumento dos casos da infecção por H3N2, em um período atípico no país, ocorreu justamente pela vacinação do COVID-19, em que a população se atentou à vacinação da pandemia, mas se esqueceu das demais. 

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Crédito da imagem em destaque Freepik

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