GINA 2026: atualização no manejo da asma é publicado!
Estratégia MED | Global Initiative for Asthma

GINA 2026: atualização no manejo da asma é publicado!

Veja as principais atualizações presentes no GINA 2026, documento dedicado ao diagnóstico, tratamento e prevenção da asma!

Divulgado no último dia 5 de maio, em celebração ao Dia Mundial da Asma de 2026, o novo relatório da Global Initiative for Asthma (GINA) traz como tema central: “Acesso a inaladores anti-inflamatórios para todas as pessoas com asma – uma necessidade ainda urgente”.

O GINA 2026 foca no fato de que a maioria das 450 mil mortes anuais pela doença é evitável, estabelecendo que o acesso ao corticoide inalatório não é apenas uma escolha terapêutica, mas um direito essencial para reduzir a morbidade e mortalidade global.

Em aulas exclusivas para o Estratégia MED, os professores Juan Demolinari e Bruno Calvo analisaram as atualizações e trouxeram os principais pontos que devem pautar as provas de residência e revalida, bem como a rotina na prática médica. Siga no texto e não deixe de conferir as aulas exclusivas transmitidas em nosso canal do YouTube do Estratégia MED.

Veja também: Aproveite e confira as atualizações presentes no GINA 2025

Inscreva-se em nossa newsletter!

Receba notícias sobre residência médica, revalidação de diplomas e concursos médicos, além de materiais de estudo gratuitos e informações relevantes do mundo da Medicina.

GINA 2026 redefine classificação das exacerbações de asma

O novo documento passa a dividir as exacerbações em apresentação leve, moderada e grave ou ameaçadora à vida, com parâmetros mais objetivos para avaliação clínica do paciente.

Na classificação leve, o paciente consegue falar frases completas, apresenta frequência respiratória normal ou discretamente elevada e saturação de oxigênio igual ou superior a 94%. Já nas crises moderadas, há aumento da frequência respiratória e cardíaca, uso discreto de musculatura acessória e saturação mínima de 92%. Aqui, apesar do paciente ainda falar em frases e não apresentar agitação, prefere permanecer sentado e não deitado.

As crises graves passam a ser identificadas por sinais como incapacidade de falar frases completas, dificuldade para beber ou permanecer deitado, frequência respiratória acima de 30 incursões por minuto, saturação inferior a 92% e pico de fluxo expiratório abaixo de 50% do previsto.

O documento também reforça que sonolência, confusão mental e tórax silencioso caracterizam situações de risco iminente de morte.

Budesonida com formoterol passa a ser indicada em crises leves

Outra mudança importante do GINA 2026 envolve o tratamento das exacerbações leves. Pela primeira vez, a diretriz passa a recomendar o uso de budesonida associada ao formoterol também durante a crise leve de asma, além do tradicional salbutamol. A combinação já era utilizada como terapia de manutenção e resgate fora das crises.

Nas crises moderadas, a recomendação continua centrada no uso de salbutamol, com possibilidade de associação ao brometo de ipratrópio e introdução de corticoide oral, como prednisona entre 40 e 50 mg por cinco a sete dias.

Já nas exacerbações graves, o documento reforça a necessidade de transferência do paciente para unidade de emergência ou terapia intensiva, além do uso de oxigênio, glicocorticoides sistêmicos e broncodilatadores em doses mais altas. A meta de saturação-alvo durante as crises graves fica estabelecida entre 92% e 95%, ponto considerado uma das mudanças mais relevantes do documento.

Identificação precoce de sinais de risco de vida

O documento também reforça a importância da identificação precoce de sinais de risco de vida durante uma exacerbação asmática. Segundo a atualização do GINA 2026, pacientes com sonolência, confusão mental, cianose ou tórax silencioso devem ser considerados em situação de ameaça iminente à vida, exigindo intervenção imediata.

Nesses casos, a recomendação é iniciar rapidamente o tratamento com broncodilatadores, oxigênio e corticoterapia oral ou sistêmica, epinefrina IM em casos de anafilaxia, além de considerar o uso de sulfato de magnésio no ambiente de emergência. A diretriz também destaca a necessidade de monitorização contínua e transferência para unidades de maior complexidade quando necessário.

Outro ponto enfatizado pelo documento é a vigilância para possíveis complicações associadas ao uso repetido de beta-agonistas de curta ação, como hipocalemia, especialmente em pacientes com crises graves ou quase fatais.

Aproveite e confira a aula completa ministrada pelo professor Juan Demolinari:

Asma na infância

O Estratégia MED também preparou uma aula gratuita e exclusiva com as principais atualizações do GINA 2026 sobre asma na infância, para crianças com até 11 anos de idade. Dentre elas, temos:

  • Mudança no fluxograma de atendimento nos casos de exacerbação em cenários diferentes;
  • Classificação da gravidade da crise em menores de 18 anos;
  • Alvo de SpO2;
  • Detalhamentos nas doses de broncodilatadores;
  • Atenção à anafilaxia como causa de broncoespasmo;
  • Ênfase na técnica de administração de broncodilatadores;
  • Detalhamento no plano de alta;
  • Tratamento de resgate com “AIRs”; e
  • Critérios para definir esquemas de tratamento inicial para 6 a 11 anos.

Caso prefira, clique no botão abaixo para ter acesso ao documento oficial GINA 2026.

Prepare-se para as provas com o Estratégia MED

O estudo pelas resoluções de questões é a grande chave para a aprovação e o Estratégia MED não está de fora desse método de aprendizagem. Com o Banco de Questões do Estratégia MED, você poderá aproveitar todos os recursos disponíveis, incluindo mais de 200 mil questões cadastradas.

Vem ser coruja! Clique no banner e saiba mais sobre o Banco de Questões do Estratégia MED!

banco_questoes

Você pode gostar também