Medicina Física e Reabilitação: o que é, rotina, mercado e mais!
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Medicina Física e Reabilitação: o que é, rotina, mercado e mais!

Você sabe qual é a especialidade médica que restaura as funções das pessoas com deficiência? Confira com o Estratégia MED tudo sobre Medicina Física e Reabilitação, também conhecida como Fisiatria, e o que faz seu especialista!

História da Medicina Física e Reabilitação

A especialidade surgiu após a Segunda Guerra Mundial, como consequência dos soldados que voltavam das batalhas com lesões graves, como amputações e na época, era focada no tratamento de distúrbios musculares e neurológicos e tinha um tratamento mais avançado.

Em 1954, a Medicina Física e Reabilitação foi reconhecida como especialidade médica no Brasil e foi criada a Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação que implanta e desenvolve a reabilitação cada vez mais no país.

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O que é Medicina Física e Reabilitação?

Medicina Física e Reabilitação, também chamada de Fisiatria, é uma especialidade médica com foco na restauração das funções de pessoas com deficiência ou doenças incapacitantes.

A especialidade atua na prevenção, diagnóstico e no tratamento não-cirúrgico das doenças que geram incapacidade temporária, ou permanente, relacionadas ao sistema muscular, nervoso e osteoarticular.

O que faz o especialista em Medicina Física e Reabilitação?

O especialista em Medicina Física e Reabilitação, ou médico fisiatra, tem o objetivo de melhorar a capacidade funcional dos pacientes. Ele trata as necessidades físicas, emocionais e sociais do paciente, focando em doenças, distúrbios, deficiências, incapacidades e limitações pessoais.

O profissional retoma as rotinas familiares e de trabalho e garante uma boa qualidade de vida para os seus pacientes, enquanto emprega terapias médicas como eletroterapias, massagem, tração e outros exercícios terapêuticos para a cura e reabilitação.

Num geral, esses profissionais tratam de uma variedade de problemas médicos que podem afetar o cérebro, medula espinhal, nervos, ossos, articulações, ligamentos, músculos e tendões e que exigem um processo de reabilitação de longo prazo, como:

  • Amputações;
  • Esclerose Múltipla;
  • Dor aguda e crônica;
  • Distúrbios osteomusculares;
  • Pessoas com lesões na medula espinhal;
  • Lesões cerebrais;
  • Derrames; e
  • Câncer.

Outras doenças que o especialista pode tratar são fibromialgia, bursite, artrose, tendinite, hérnia de disco, dores neuropáticas, síndromes miofasciais e lesão por esforço repetitivo

O fisiatra atua por meio de consultas médicas e avaliação multidisciplinar, além de também  poder prescrever medicamentos ou dispositivos como cintas e membros artificiais para seus pacientes.

Equipe interdisciplinar

O médico especialista em Medicina Física e Reabilitação pode tratar pacientes de forma direta, agir como consultor ou liderar uma equipe interdisciplinar, que identifica a situação funcional do paciente, estabelece objetivos a serem alcançados por cada membro da equipe segundo o diagnóstico e limitações do paciente, enquanto otimizam o seu cuidado.

Essa equipe pode incluir fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, anestesistas, ortopedistas, neurocirurgiões, neurologistas, reumatologistas, geriatras e pediatras quando se trata de dor crônica, por exemplo.

Mercado de trabalho

Podem trabalhar em centros de reabilitação públicos, consultórios e clínicas privadas ou atividades ligadas a convênios médicos, centros esportivos, hospitais gerais e clínicas multiprofissionais.

Especialistas no Brasil

De acordo com a Demografia Médica de 2023, há, no Brasil, 928 médicos especializados em Medicina Física e Reabilitação, ou Fisiatria, e 77 residentes em formação.

A idade média dos fisiatras é de 55,3 anos. Os homens são a maioria, com 51%, enquanto as mulheres representam 49% de profissionais na especialidade.

A fisiatria vem crescendo no Brasil por conta da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do SUS em 2012 e pela maior procura da população.

Segundo dados de 2019 do IBGE, pelo menos 45 milhões de pessoas no Brasil possuem algum tipo de deficiência, o que corresponde a quase 25% da população. Por isso, a OMS visa o desenvolvimento de acesso à reabilitação e inclusão da pessoa com deficiência na sociedade.

Residência médica 

A residência médica em Medicina Intensiva e Reabilitação ou Fisiatria, tem duração de 3 anos. Além da residência, o estágio na Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR) e 3 anos trabalhando em alguma instituição reconhecida pela Associação também geram o título de fisiatra

A especialidade também conta com duas áreas de sub-especialização: Neurofisiologia Clínica e Dor, que são complementares à residência e possuem 1 ano de duração.

Se você quer saber mais sobre as diversas especialidades da medicina, clique aqui e acompanhe os textos que estão presentes no blog do Estratégia MED!

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