Resumo de cisticercose: manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e mais!

Resumo de cisticercose: manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e mais!

Quer conhecer mais sobre a cisticercose, como ela é transmitida, quadro clínico, diagnóstico e tratamento? Veja esse artigo que o Estratégia MED preparou especialmente para você!

Dicas do Estratégia MED para provas

Se precisar focar nos principais pontos sobre a cisticercose, atente-se aos seguintes tópicos:

  • Quadro clínico da cisticercose 
  • Diagnóstico
  • Tratamento

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Definição da doença

A cisticercose é a doença que ocorre quando o ser humano – hospedeiro definitivo – ocupa o lugar dos suínos – hospedeiro intermediário –  no ciclo de vida da Taenia solium. 

Na maioria dos tecidos, os cisticercos, forma larval do parasita, causam pouca ou nenhuma reação. Entretanto, se atingem o sistema nervoso central ou os olhos, podem causar resposta tecidual intensa

Epidemiologia e fisiopatologia da cisticercose

A cisticercose acomete pessoas que vivem em situação socioeconômica precária, pois, para ocorrer, depende de condições de saneamento básico e de educação alimentar inadequadas. 

A transmissão da cisticercose ocorre quando os humanos ingerem água ou vegetais contaminados com ovos ou proglotes de Taenia sollium. Ao atingir o trato digestório, os ovos eclodem e são ativados, liberando oncosferas, que atingem a circulação pelos vasos mesentéricos. 

Assim, as oncosferas se espalham por todo o organismo e se alojam preferencialmente em locais ricos em oxigênio, nos quais atingem a condição de larva – cisticerco. Os tecidos nervosos são acometidos em cerca de 50% dos casos. 

Manifestações clínicas da cisticercose

Como os sintomas da cisticercose são mais presentes quando há acometimento do sistema nervoso central, neste texto trataremos apenas dessa forma. A neurocisticercose se apresenta como diversas síndromes neurológicas, de maneira que não é possível estabelecer um quadro clínico único.

A sintomatologia varia de acordo com a localização dos cistos no parênquima encefálico, número de cisticercos, resposta imune ao parasita e atividade da lesão, que pode corresponder a cisticercos ativos, granulomas, calcificações e fibrose meníngea. 

As principais manifestações que podem ser citadas são convulsões, epilepsia reação meníngea, distúrbios visuais, cefaleia, vômitos, distúrbios psiquiátricos, alterações de consciência, entre outros.  

Diagnóstico da cisticercose

O diagnóstico da cisticercose inicia-se com anamnese que explore as condições sanitárias da alimentação do paciente e quais os sintomas que o paciente apresenta. A cisticercose é um diferencial importante para epilepsia com início na vida adulta.

Para a conclusão diagnóstica da cisticercose, os exames de imagem são de fundamental importância, sendo que os principais são a tomografia computadorizada e a ressonância magnética, sendo que essa última pode ser extremamente relevante quando a primeira apresenta achados inespecíficos.

Também é preciso fazer o estudo do líquido cefalorraquidiano, pois indica a atividade da doença se houver pleocitose mononuclear e hiperproteinorraquia, associadas à positividade da detecção de anticorpos anticisticerco.

Tratamento da cisticercose 

É preciso abordar a cisticercose tanto de forma sintomática, quanto resolutiva, na hipótese de haver cistos viáveis. Como a epilepsia é uma manifestação comum da doença, deve-se administrar anticonvulsivantes, como carbamazepina e fenitoína.

Algumas formas de neurocisticercose, como encefalite cisticercosa e aracnoidite crônica, se beneficiam de corticoterapia com altas doses de dexametasona, associada ou não ao diurético osmótico.

Quando há cistos viáveis, é preciso fazer o tratamento cisticida, que deve ser feito com albendazol ou praziquantel, cujo benefício é equivalente entre ambos os fármacos. 

Alguns casos demandam tratamento cirúrgico, como quando há hidrocefalia por presença de cistos no sistema ventricular e nas cisternas. Já a retirada cirúrgica dos cistos é controversa na literatura.

Prevenção

A principal forma de prevenção da doença é interromper o ciclo de vida do parasita, com higiene na criação de suínos, saneamento básico amplamente disponível e lavagem adequada de verduras e legumes.

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Coruja VIP

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Referências bibliográficas:

  • Veronesi : tratado de infectologia / editor científico Roberto Focaccia. — 5. ed. rev. e atual. — São Paulo : Editora Atheneu, 2015.
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