Resumo de mononucleose: manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e mais!

Resumo de mononucleose: manifestações clínicas, diagnóstico, tratamento e mais!

Quer conhecer mais sobre a mononucleose infecciosa, o que é, quadro clínico e tratamento? Acesse o artigo que o Estratégia MED preparou para mais informações! 

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Se precisar aproveitar melhor o seu tempo nesse momento, foque nesses tópicos principais:

  • Epidemiologia da mononucleose
  • Quadro clínico da doença
  • Como diagnosticar a mononucleose 

Definição de mononucleose

A mononucleose infecciosa é a doença causada por um vírus da família Herpesviridae, chamado de vírus de Epstein-Barr (EBV), que causa uma linfonodomegalia febril

Epidemiologia e fisiopatologia da mononucleose

A infecção pelo EBV é transmitida pela saliva e é muito prevalente em populações de baixo nível socioeconômico. No Brasil, cerca de 80% da população tem contato com o vírus até os 12 anos de vida. 

Já nos países desenvolvidos, aproximadamente e 50% das pessoas chegam à idade adulta vulneráveis à infecção pelo EBV. Isso é relevante, pois a infecção na infância é mais indolente que em idade mais avançada.

A doença ocorre pela infecção do indivíduo susceptível pelo EBV, cuja entrada ocorre pela orofaringe. Após decorridas 4 a 6 semanas do período de incubação da doença, é possível detectar altos títulos de partículas virais nas secreções de orofaringe e saliva. 

Após essa replicação inicial, o vírus infecta os linfócitos B preferencialmente, apesar de poder entrar em outras células de maneira menos eficiente e, em seguida, atinge a circulação.

A interação entre os linfócitos B infectados e o EBV resulta em proliferação importante na circulação e nos tecidos linfoides de todo indivíduo. Além disso, esses linfócitos B infectados começam a ser combatidos pelos linfócitos T.  Esses mecanismos associados explicam as manifestações clínicas da doença.

Mesmo após essa fase inicial, o vírus do EBV pode ser transmitido por longos períodos e, após seu clareamento, permanece latente pelo resto da vida nos pacientes infectados. 

Manifestações clínicas da mononucleose

A mononucleose infecciosa pode ser assintomática em crianças pequenas. Quando há sintomas, os principais que podem ser citados são:

  1. Febre;
  2. Tonsilofaringite;
  3. Linfadenomegalia generalizada; 
  4. Hepatoesplenomegalia;
  5. Astenia;
  6. Cefaleia; e 
  7. Dores abdominais

Dessa forma, é possível notar que a mononucleose infecciosa compartilha quadro clínico muito semelhantes às demais síndromes mono-símile, como as formas agudas de toxoplasmose e doença de Chagas, de maneira que é importante pensar nos diagnósticos diferenciais. 

Diagnóstico da mononucleose

O exame físico na mononucleose é muito importante, visto que a doença é extremamente prevalente, de modo que a história epidemiológica do paciente muitas vezes não auxilia no raciocínio clínico.

Normalmente esses pacientes se apresentam em bom estado geral, com faringe hiperemiada, edemaciada e por vezes com exsudato membranoso, com coloração branco-acinzentada. 

linfonodomegalia generalizada e dolorosa que atinge todas as cadeias ganglionares, presente desde o início do quadro. Há hepatoesplenomegalia moderada e dolorosa

Os exames complementares são importantes na diferenciação das diversas síndromes mono-símile. O hemograma se apresenta com leucocitose, com aumento absoluto e relativo de linfócitos e presença de atipia linfocitária. 

Pode haver também plaquetopenia moderada, entretanto é rara a ocorrência de petéquias. Há aumento moderado das enzimas hepáticas em aproximadamente metade dos casos. 

O diagnóstico específico é feito pela reação de Paul-Bunnell-Davidsohn positiva ou pela pesquisa de anticorpos IgM anti-capsídeo do EBV. Não existe valor diagnóstico na pesquisa molecular do vírus, dada sua alta prevalência na população.

Tratamento da mononucleose

O tratamento contra a mononucleose é sintomático e a doença regride espontaneamente. Por vezes pode ser necessário tratamento de suporte, especialmente quando o edema de orofaringe é importante e dificulta a deglutição e respiração. 

A administração de alguns antibióticos, como ampicilina e amoxicilina, em pacientes com mononucleose por erro diagnóstico, pode causar erupções cutâneas.

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Referências bibliográficas:

  • Clínica Médica, volume 7: alergia e imunologia clínica, doenças da pele, doenças infecciosas e parasitárias – 2ª ed. Barueri: Manole, 2016.
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