ResuMED de BRUE e SMSL  (brief resolved unexplained events e síndrome da morte súbita do lactente)

ResuMED de BRUE e SMSL (brief resolved unexplained events e síndrome da morte súbita do lactente)

Como vai, futuro Residente? Uns dos temas abordados nas provas de Residência Médica, principalmente em pediatria, são Brief Resolved Unexplained Events (BRUE) e Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL). Por isso, nós do Estratégia MED preparamos um resumo exclusivo com tudo o que você precisa saber sobre os assuntos para gabaritar as provas, incluindo seus pontos principais, como fatores de risco e classificações. Quer saber mais? Continue a leitura. Bons estudos!

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BRUE

BRUE é a abreviação do termo em inglês Brief Resolved Unexplained Events, traduzido como “evento breve, inexplicável, resolvido”. Corresponde a um evento de curta duração, não explicado, repentino e agora resolvido em uma criança menor de 1 ano de idade, que apresentou ao menos uma das seguintes manifestações:

  • Cianose central ou palidez da face e tronco;
  • Mudança da frequência respiratória – como apneia, irregularidade ou diminuição da frequência respiratória;
  • Alteração do tônus muscular – como hipotonia e hipertonia;
  • Alteração da responsividade – como letargia, sonolência ou alteração do nível de consciência; e
  • Episódio com duração, geralmente, de menos de 1 minuto, com retorno basal após o evento, apresentando exame físico e sinais vitais sem alterações. 

Pode ser classificado em baixo ou alto risco, sendo os fatores de baixo risco:

  • Criança menor de 2 anos;
  • Se houver antecedente de prematuridade: nascimento com idade gestacional inferior ou igual a 32 semanas, ou idade corrigida acima das 45 semanas;
  • Ser o primeiro episódio, sem episódios prévios;
  • Duração de menos de 1 minuto;
  • Sem necessidade de ressuscitação cardiopulmonar por um profissional médico reinado; e
  • Exame físico normal e anamnese inocente. 

Crianças que não preencherem todos os critérios acima são consideradas de alto risco. 

Diagnóstico

Para te auxiliar a fazer o diagnóstico correto de BRUE, no material completo do Estratégia MED você encontra um fluxograma completo. Mas vamos resumir aqui. Confira:

Paciente com episódio breve, repentino e já resolvido em criança menor de  1 ano:

  • Paciente com sintomas (tosse, dispnéia, febre) → não é BRUE
  • Paciente assintomático → durante o episódio apresentou manifestações de cianose ou palidez, apneia, mudança na frequência respiratória, mudança do tônus e alteração da responsividade:
    • Sim → Exame físico normal e anamnese inocente
      • Evento não explicado ⇒ diagnóstico de BRUE
      • Evento explicado (insuficiência respiratória, DRGE) ⇒ não é BRUE 
    • Não  

Conduta

Após a estratificação do risco do paciente, em menores de 2 meses, nascidos com menos ou 32 semanas de idade gestacional e idade corrigida acima de 45 semanas, não precisou de RCP, com primeiro evento durando menos de 1 semana, classificamos o paciente como baixo risco. Nos pacientes de baixo risco a conduta pode ser dividida em opcional e recomendada. É recomendado que haja ensinamento dos cuidadores, garantir o seguimento do tratamento e oferecer treinamento de RCP para os pais, além de ser opcional a realização de um ECG e monitorização com oximetria de pulso, além de observação de 1 – 4 horas. 

Pacientes de alto risco, que não apresentaram todas as manifestações que o considerariam de baixo risco, devem ser internados e investigados de acordo com a sintomatologia e história clínica. 

SMSL

A síndrome de morte súbita no lactente, conhecida como SMSL, corresponde a morte inesperada em crianças ainda lactentes que permanece inexplicada ainda após investigação, incluindo sua história clínica, necropsia completa e revisão do local de óbito. Geralmente ocorre durante o sono, e é mais comum em crianças entre 2 e 4 meses de idade, sem sinal prévio consistente que indique risco de vida para o bebê.

Entre suas causas podemos dividir em fatores maternos, fatores relacionados ao bebê e fatores relacionados ao ambiente. São eles:

  • Fatores maternos:
    • Mãe jovem, solteira e sem ensino médio;
    • Tabagismo materno durante a gestação;
    • Não realizou pré-natal ou realizou pré-natal tardio;
    • Anemia materna;
    • Uso de drogas ilícitas/álcool durante a gestação e amamentação;
    • Baixo ganho de peso gestacional;
    • Infecção do trato urinário e doenças sexualmente transmissíveis;
    • Complicações na gestação, como placenta prévia e descolamento prematuro de placentas;
    • Intervalo curto entre as gestações; e
    • Doença mental materna.
  • Fatores relacionados ao bebê:
    • Prematuridade;
    • Baixo peso ao nascer;
    • Irmão que teve SMSL;
    • Gêmeos;
    • Afro-americanos;
    • Superaquecimento;
    • Dormir em prona ou lateralizado; e
    • Sexo masculino.
  • Fatores relacionados ao ambiente: 
    • Colchão mole;
    • Berço com objetos dentro;
    • Temperatura adequada do local – superaquecimento favorece SMSL;
    • Meses de inverno;
    • Baixo nível socioeconômico; e
    • Cama compartilhada. 

Apesar de não esclarecida, uma das principais causas suspeitas da síndrome de morte súbita no lactente inclui prováveis alterações no mecanismo de despertar, em que alterações no desenvolvimento do sono dos lactentes com risco de SMS podem estar associados, de modo que alteram a regulação autonômica que altere a frequência cardíaca ou sua variedade de modulação.

Assim, como fatores protetores, deve haver atenção a cuidados como: berço sem cobertas, brinquedos, travesseiros ou qualquer objeto, colchão firme, dormir no mesmo quarto que os pais mas em camas separadas, uso de chupeta para iniciar o sono, não agasalhar demais o lactente e dormir de barriga mais para cima. Além disso, a amamentação e a imunização são muito importantes para a prevenção da morte súbita de lactentes.

A redução da Síndrome da Morte Súbita do Lactente começou a acontecer a partir de 1992, quando a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) passou a orientar justamente a posição para que os bebês dormissem: em supina ou dorsal. 

Nos países desenvolvidos, a SMSL é a principal causa de mortalidade em lactentes na faixa etária de 2 a 5 meses de vida. Já nos países menos desenvolvidos, como o Brasil, sua prevalência é pouco conhecida, provavelmente pela falta de campanhas de esclarecimento para a população, principalmente a mais carente, quanto aos fatores de risco. 

Chegamos ao fim do nosso resumo! Neste texto você aprendeu mais sobre Brief Resolve Unexplained Events e Síndrome da Morte Súbita do Lactente. Confira o Portal Estratégia MED para ter acesso a mais resumos de pediatria!

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