O governo federal lançou nesta segunda-feira (4) uma nova edição do programa de renegociação de dívidas, o Desenrola Brasil, ampliando o alcance da iniciativa para incluir débitos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A medida mira especialmente estudantes inadimplentes e pode beneficiar mais de 1 milhão de pessoas, com descontos que chegam a até 99% do valor devido, dependendo do perfil do devedor.
Pelas regras anunciadas, estudantes com dívidas vencidas há mais de um ano poderão acessar descontos expressivos. Aqueles inscritos no Cadastro Único (CadÚnicRegras para renegociação das dívidas do Fieso) terão abatimento de até 99% do valor total, incluindo juros e multas. Já para quem não está no cadastro, os descontos podem chegar a 77%.
O programa faz parte de uma ampla estratégia para reduzir o endividamento das famílias brasileiras e permitir a retomada do crédito. Segundo o governo, também poderão ser renegociadas dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, com juros limitados e condições facilitadas.
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Regras para renegociação das dívidas do Fies
As condições variam com base no tempo de inadimplência e no perfil do estudante.
Débitos com mais de 90 dias de atraso terão desconto integral de juros e multas, com abatimento de 12% sobre o valor principal no pagamento à vista, ou possibilidade de parcelamento em até 150 vezes sem encargos adicionais.
Já para dívidas vencidas há mais de 360 dias, os descontos são mais expressivos: podem chegar a até 99% do valor total para estudantes inscritos no CadÚnico e até 77% para quem não faz prte do cadastro, com liquidação integral do saldo devedor.
Impacto para quem cursa Medicina
O impacto da medida tende a ser ainda mais significativo entre estudantes de Medicina, curso que concentra algumas das mensalidades mais altas do ensino superior privado no Brasil.
Nos últimos anos, o custo da graduação médica aumentou, levando o próprio Fies a ampliar o teto de financiamento — atualmente em R$ 78 mil por semestre. Desta forma, muitos estudantes acumulam dívidas elevadas ao longo dos seis anos de formação, período em que a possibilidade de geração de renda é limitada.
Por este motivo, a inadimplência não é incomum após a formatura, especialmente durante a fase inicial da carreira médica, marcada pelo ingresso na residência, vínculos temporários e renda variável.
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