Arritmia Supraventricular: o que é, causas, sintomas, tratamento e mais!

Arritmia Supraventricular: o que é, causas, sintomas, tratamento e mais!

Quer saber o que é arritmia supraventricular? O Estratégia MED separou para você as principais informações sobre o assunto. 

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O que é Arritmia Supraventricular?

Arritmia supraventricular é uma alteração no ritmo cardíaco normal que tem relação com os átrios ou com o nódulo atrioventricular. 

Qual a diferença entre arritmia ventricular e supraventricular?

A diferença entre a arritmia ventricular e a supraventricular está na relação com as diversas partes do coração. Ao passo que a arritmia supraventricular se relaciona com os átrios e com o nódulo atrioventricular, a arritmia ventricular refere-se aos ventrículos.

Sintomas de arritmia supraventricular

Os sintomas variam bastante e as arritmias podem ser, inclusive, assintomáticas. Elas podem ser descobertas incidentalmente por outros motivos quando o paciente faz exames como o eletrocardiograma. 

Quando há sintomas, os mais comuns são: palpitações, dispnéia, síncopes, dor precordial, e, em casos graves e muito raros, pode haver morte súbita. 

Tipos de arritmia supraventricular

As arritmias supraventriculares de maior importância clínica são: 

  1. Fibrilação atrial;
  2. Taquicardia por reentrada nodal;
  3. Taquicardia atrioventricular;
  4. Flutter atrial; e
  5. Taquicardia atrial.

Fibrilação atrial

A fibrilação atrial é a arritmia mais prevalente na população e consiste em um ritmo atrial irregular e rápido

O mecanismo que origina a fibrilação atrial não é completamente conhecido, entretanto pode ser desencadeado por alguns fatores de risco como: hipertensão, disfunção valvar, miocardiopatia, etc. Há também fatores genéticos relacionados, especialmente quando não há outras causas que possam explicar o seu surgimento.

O quadro clínico varia desde casos assintomáticos até pacientes que evoluem com edema agudo de pulmão ou isquemia. Geralmente é possível observar irregularidade de pulso e vários pacientes também mencionam a presença de palpitações. 

Se não houver acompanhamento e tratamento, a evolução da fibrilação atrial pode levar à ocorrência de eventos tromboembólicos, como o acidente vascular cerebral. 

Seu diagnóstico deve ser feito com a realização de eletrocardiograma, embora muitas vezes um único eletrocardiograma não seja capaz de detectar a ocorrência da fibrilação atrial. Nesse caso, é necessário solicitar outros exames complementares, como teste de esforço e Holter 24 horas. 

O tratamento clínico pode ser feito com medicação de controle de ritmo, como amiodarona, e de controle da frequência cardíaca, como betabloqueadores. Além disso, pode ser importante realizar a prevenção de eventos tromboembólicos em pacientes com fibrilação atrial crônica, por meio do uso de medicação anticoagulante. 

Taquicardia por reentrada nodal

Taquicardia por reentrada nodal é a taquicardia paroxística supraventricular mais comum e acomete mais mulheres do que homens. 

O principal sintoma é uma palpitação de início súbito e que em alguns casos pode se manifestar na região cervical. A crise pode durar de minutos a horas e é possível que haja reversão espontânea. O diagnóstico é feito com o uso de eletrocardiograma de 12 derivações.

O tratamento durante a crise é feito com bloqueio transitório ou modificação da condução da junção atrioventricular. Outra ação possível é a realização de manobra vagal. A longo prazo, deve-se evitar novas crises, utilizando-se principalmente betabloqueadores e bloqueadores de canal de cálcio.

Taquicardia atrioventricular

A taquicardia atrioventricular é uma taquicardia paroxística que envolve vias anômalas (conexões atrioventriculares extranodais) e acomete mais homens do que mulheres.

Os sintomas são similares ao da taquicardia por reentrada nodal, porém há menos palpitação cervical nesses pacientes. Seu diagnóstico também é realizado com o uso de eletrocardiograma de 12 derivações. 

O tratamento é similar ao da taquicardia por reentrada nodal, no entanto, quando a via anômala é manifesta, como na Síndrome de Wolff-Parkinson-White, pode-se utilizar drogas antiarrítmicas, como propafenona e sotalol.

Flutter atrial

O flutter atrial é uma taquicardia atrial macroreentrante, que pode ocorrer em pacientes sem problemas cardíacos, mas também com pacientes cardiopatas. Os sintomas são o aparecimento agudo de palpitação, dispnéia, dor precordial ou fadiga. Seu diagnóstico é feito com o uso do eletrocardiograma, e ela pode levar à instabilidade hemodinâmica do paciente. 

O tratamento da crise de flutter atrial pode ser feito com a realização de cardioversão, diltiazem, verapamil ou metoprolol EV. A longo prazo devem ser utilizadas drogas antiarrítmicas. Se houver recorrência com o tratamento farmacológico, indica-se a ablação por cateter. Além disso, o tratamento com anticoagulantes também é indicado. 

Taquicardia atrial

A taquicardia atrial se inicia em qualquer um dos átrios e não depende da junção atrioventricular. Os mecanismos podem ser divididos em automáticos, por atividade deflagrada ou por reentrada. 

Os automáticos se manifestam em pacientes sem cardiopatia estrutural, enquanto que os mecanismos por atividade deflagrada aparecem nos pacientes com distúrbios metabólicos. Já os mecanismos por reentrada, se manifestam em pacientes com cicatrizes atriais. 

A taquicardia atrial pode ser paroxística ou persistente. A taquicardia atrial paroxística apresenta-se com palpitações esporádicas, nem sempre bem toleradas. Já a persistente pode ser assintomática ou levar a sintomas de insuficiência cardíaca. Seu diagnóstico é realizado com o eletrocardiograma.

Durante as crises, deve-se realizar a cardioversão nos pacientes hemodinamicamente instáveis. Em alguns casos, deve-se utilizar também anticoaguloterapia, por exemplo, em pacientes com doença valvar de causa reumática. 

A longo prazo, o paciente deve usar betabloqueadores e bloqueadores de canais de cálcio, sendo possível a administração de drogas antiarrítmicas também. Em caso de taquicardias atriais refratárias ao tratamento farmacológico, indica-se a ablação por radiofrequência. 

Arritmia supraventricular isolada 

A arritmia supraventricular isolada é uma extrassístole atrial ou localizada na junção atrioventricular. Se apresenta como um batimento cardíaco ectópico precoce, sem funcionalidade, e que aparece no eletrocardiograma de forma isolada. 

Os pacientes geralmente são assintomáticos e o prognóstico é benigno. A conduta costuma ser expectante, porém é possível tratar pacientes sintomáticos, administrando betabloqueadores e bloqueadores de canais de cálcio.

Quais os riscos da arritmia supraventricular?

Um dos principais riscos relacionados às arritmias supraventriculares é a ocorrência de eventos tromboembólicos, como o acidente vascular encefálico, que podem levar o paciente a óbito. 

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