ResuMED de fraturas e luxações – parte 2

ResuMED de fraturas e luxações – parte 2

Como vai, futuro Residente? O tema fraturas e luxações é muito presente nas provas de Residência Médica. Por isso, nós do Estratégia MED preparamos um resumo exclusivo com tudo o que você precisa saber sobre o assunto para conquistar sua tão sonhada vaga! Essa é a parte 2, não deixe de conferir a parte 1 caso não tenha visto ainda. Para saber mais, continue a leitura. Bons estudos!

Já fizemos uma introdução na parte 1, com as definições de fratura e luxação, agora vamos direto para seus outros tipos. 

Fratura de rádio distal

Ocorre geralmente em crianças e idosos, devido ao mecanismo de queda com cotovelo e punho estendido. 

Ao quadro clínico o paciente apresenta dor, incapacidade funcional e deformidade do punho, seu diagnóstico é confirmado com radiografias. No caso de fraturas extra-articulares com desvio, o tratamento pode ser com redução, e, se estáveis, pode ser imobilização com gesso. Caso seja uma fratura instável, pode ser realizada cirurgia. 

Como complicações, pode causar síndrome compartimental aguda, síndrome do túnel do carpo, pseudoartrose e síndrome da dor complexa regional.

Fraturas e fraturas-luxações dos ossos do antebraço

O antebraço funciona como um anel, quando lesionado, um ponto da lesão leva ao outro. Acomete mais homens, jovens, geralmente por queda ou acidentes automobilísticos. 

Seu quadro clínico inclui dor, incapacidade funcional e deformidade do antebraço, e o diagnóstico é radiográfico. 

Pode ser uma fratura-luxação de Monteggia, quando é diafisária proximal da ulna, associada a luxação da cabeça do rádio. Também há a fratura-luxação de Galeazzi, uma fratura diafisária médio-distal do rádio, associada à lesão da articulação radial distal. 

O tratamento indicado é cirúrgico com fixação com placas. 

Lesões tendíneas da mão

O tendão extensor se insere na base da falange distal, o flexor profundo, na face volar do mesmo osso. Assim, uma lesão na inserção distal do tendão extensor causa mallet finger, ou dedo em martelo, que é tratado principalmente com dedeira. Já a lesão da inserção do flexor profundo causa jersey finger, que causa incapacidade de estender o dedo. 

Lesões tendíneas traumáticas, quando expostas, devem ser corrigidas imediatamente, mas quando fechadas, quanto antes corrigidas melhor, idealmente com sutura término-terminal. 

Fratura do fêmur proximal

É um tema muito cobrado nas provas!

A cabeça do fêmur é nutrida pelos vasos retinaculares provenientes da artéria circunflexa femoral, que são vasos subcapsulares. Quando ocorrem fraturas do colo do fêmur, os vasos podem ser lesionados, causando maior risco de osteonecrose. Fraturas transtrocantéricas são extracapsulares, possuem menor risco. 

É causada por fragilidade, muito associada à osteoporose,e por isso mais frequente em idosos. O quadro clínico inclui dor e incapacidade de deambular, associado ao membro encurtado e rodado externamente.

Um diagnóstico diferencial é a luxação de quadril, que apresenta flexão, adução e rotação interna). O diagnóstico definitivo é feito por radiografia, e seu tratamento, idealmente, é feito com cirurgia em até 48 horas para evitar risco de complicações.

A fratura de colo de fêmur pode ser classificada em não desviada (Garden I ou II) ou desviada (Garden III e IV) e a fratura transtrocantérica em estável (I), instável (III) e instável, traço reverso (V), segundo a classificação de Tronzo.

Fraturas de diáfise do fêmur

Mais comum é homens por trauma de alta energia, como acidentes automobilísticos e queda de altura. O quadro clínico apresenta dor, deformidade e impotência funcional, além de membro encurtado com rotação externa e coca edemaciada por sangramento abundante, e o diagnóstico também é radiográfico.

Todas essas fraturas devem ser imobilizadas o mais rápido possível, a técnica padrão-ouro é a haste intramedular. 

Lesão ligamentar e meniscal do joelho

O mais importante para as provas é que você saiba as provas do exame físico:

  • Ligamento cruzado anterior: 
    • Teste da gaveta anterior → anteriorização da tíbia do paciente deitado, joelho a 90° e pés apoiados na maca
    • Teste de Lachman → anteriorização da tíbia com quadril estendido e joelho a 30° de flexão
  • Ligamento cruzado posterior:
    • Teste da gaveta posterior → posteriorização da tíbia na mesma posição da anterior
  • Ligamento colateral medial: 
    • Teste de estresse em valgo –: valgização da perna com joelho de 0-30° de flexão
  • Ligamento colateral lateral:
    • Mesmo princípio do ligamento colateral medial, mas em varização
  • Meniscos:
    • Teste de Apley → paciente em decúbito ventral e joelho fletido fazendo força axial com rotação da perna

Entorse de tornozelo

O ligamento fibulotalar no tornozelo é fráfil, e o mais forte é o fibulotalar posterior. Quando lesionados, geralmente por acidentes domésticos, a energia propaga-se para posterior e par medial, lesando os ligamentos. 

Ao quadro clínico tem-se dor local, edema e incapacidade variável de apoiar o pé no chão, sem crepitação óssea. Pelos critérios de Ottawa: dor maleolar + idade acima de 55 anos, ou dor retromaleolar, ou incapacidade de apoiar o pé, pode ser considerado o entorse, e confirmado com radiografia. 

O tratamento é feito pelo método PRICE, evitando imobilização prolongada. 

Lesão do tríceps sural

Conhecida como síndrome da pedrada, ocorre principalmente em homens entre 30 e 40 anos por dorsiflexão súbita do pé, causando estalo súbito e perda de força para flexão plantar. 

O diagnóstico é clínico, mas pode ser confirmado por ultrassonografia. Para tratamento, um tratamento conservador bem feito associado a fisioterapia podem ser tão eficientes quanto uma cirurgia. 

Fratura dos pododáctilos

Ocorre geralmente por trauma axial, causando edema, dor, equimose e deformidade, confirmados à radiografia. 

O tratamento das fraturas não desviadas é feito com esparadrapagem e sapato isolado rígido, as desviadas devem ser reduzidas e as expostas, já os desvios irredutíveis devem ser tratados cirurgicamente. 

PS: o hematoma subungueal não deve ser drenado.

Fratura da base do quinto metatarso

O metatarso é dividido em 3 zonas, e a fratura geralmente ocorre na zona I, onde se insere o tendão do fibular curto, por trauma em inversão, causando dor, edema, equimose e crepitação óssea. 

Seu diagnóstico é confirmado por radiografia, e o tratamento depende da zona acometida:

  • Zona I: coservador com bota engessada ou cirúrgica caso haja desvio rotacional;
  • Zona II: conservador ou cirurgia caso seja um atleta de elite; e
  • Zona II: cirúrgico.

Chegamos ao fim do nosso resumo! Essa foi a parte 2 em que falamos sobre a outra metade do assunto. Não deixe de conferir a parte 1  para saber todos os tipos de fraturas e luxações!

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